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FlatOut!
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Achados meio perdidos

Este Mustang SVT Cobra tem visual exclusivo e 600 cv – e está à venda!

Muita gente acredita que o renascimento do Mustang aconteceu em 2005. Naquele ano, a Ford decidiu transformar seu mais emblemático muscle car em um esportivo retrô, com linhas que ecoavam fortemente a primeira geração, de 1964, além de trazer de volta as versões oficiais preparadas pela Shelby. Deu certo, e a quinta geração do ‘Stang tornou-se não apenas uma das mais populares de todos os tempos, mas uma referência em seu próprio segmento — tanto que as outras fabricantes americanas também fizeram seus muscle cars inspirados no passado.

Acontece que as gerações anteriores do Mustang também têm versões bastante interessantes. O SVT Cobra, por exemplo, foi produzido de 1993 a 2004 e apareceu tanto na terceira geração do Mustang, aquela quadradona, feita sobre a plataforma Fox; quanto na quarta, que ganhou linhas mais esbeltas e é uma das mais comuns no Brasil.

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Quer dizer, é bem comum encontrar exemplares do Mustang V6 e do GT, com motor V8 — um SVT Cobra é bastante raro. Ainda mais se for um Cobra “Terminator”, produzido a partir de 2003. Antes dele, o Mustang SVT Cobra tinha um V8 Modular de 4,6 litros capaz de entregar cerca de 325 cv. O Terminator adicionou à conta um elemento para lá de desejado: um compressor mecânico. Era uma medida necessária, visto que a imagem do SVT Cobra foi bastante prejudicada no fim dos anos 2000. Naquele ano, testes em dinamômetro acusaram uma potência inferior a 290 cv — bem abaixo dos 325 cv anunciados — por conta de um coletor de admissão inadequado.

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Assim, depois de um hiato para esperar a poeira baixar, o Mustang SVT Cobra retornou em 2003. “Terminator” foi o codinome usado pelo Special Vehicle Team da Ford durante o desenvolvimento do esportivo, que não economizou na força: com o compressor mecânico do tipo roots, um Eaton M-112 operando a 0,8 bar, a potência aumentou para 395 cv a 6.000 rpm, com 54 mkgf de torque a 3.500 rpm. Como se não bastasse, a potência anunciada era menor do que a real: na prática, eram cerca de 435 cv e 58,7 mkgf de torque.

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O motor tinha bloco de ferro fundido (a versão naturalmente aspirada tinha bloco de alumínio), pistões e bielas reforçados e volante aliviado — tudo para lidar melhor com a força extra do compressor mecânico. A transmissão, cereja do bolo, era uma Tremec T56 de seis velocidades. O conjunto era capaz de levar o Mustang SVT Cobra “Terminator” até os 100 km/h em 4,5 segundos, com máxima limitada eletronicamente a 250 km/h. Sem o limitador, este número sobe para 290 km/h.

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Seria bacana ter um destes no Brasil, não? Pois é possível: a oficina MT Customs, de Monte Aprazível, interior de São Paulo, está vendendo seu exemplar customizado e preparado e legalizado para as ruas. Fundada por Marco “Toretto” Bechelli, a MT Customs é especializada em modificações em carros de passeio e para as pistas. Este Mustang SVT Cobra “Terminator” 2003, que já é carro-propaganda da empresa há cinco anos, agora procura um novo dono. O carro foi comprado pela MT Customs há cerca de cinco anos, vindo de uma coleção particular. Era um projeto pessoal, mas o carro acabou sendo usado para promover a loja em encontros e eventos.

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Mecanicamente, a receita segue a linha direta e reta: polias maiores para o supercharger, novo coletor de admissão da BBK, sistema de escape dimensionado e remapeamento da ECU. Resultado? Nada menos que 600 cv nas rodas.

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Para lidar melhor com a potência extra, o Mustang foi equipado com rodas XXR de 18×9 polegadas na dianteira e 18×10,5 polegadas na traseira, calçadas com um jogo de semi-slicks Falken Azenis de 265 mm de diâmetro na dianteira e 315 mm na traseira. A suspensão, por sua vez, tem molas e amortecedores da Bilstein, mais voltados ao desempenho em pista.

Por dentro, o carro tem bancos concha Sparco, além de volante revestido com camurça e cintos de quatro pontos, também da Sparco.

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Poderia ter acabado aí, mas os caras decidiram se inspirar nos Mustang de drift de Vaughn Gittin Jr. (já falamos dele por aqui algumas vezes) nas cores e elementos aerodinâmicos, como a enorme asa traseira de fibra de carbono GT Wing, importada do Japão.

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Trata-se de um carro bastante forte e muito bem cuidado — é praticamente o mascote da oficina. De acordo com o gerente da MT Customs, João Pedro Stela, chegou a hora de dedicar-se a um projeto novo e, por isto, o carro foi posto à venda. A pedida é de R$ 160 mil e, caso tenha se interessado, pode entrar em contato com a MT Customs pelo email [email protected], ou pelo telefone (41) 9911-1393.

[ Sugestão do leitor Glauco Scheidegger ]


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial, tampouco de uma reportagem aprofundada. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

 

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