Este Opala quatro-cilindros 1971 com banco inteiriço e câmbio na coluna está à venda

Dalmo Hernandes 7 dezembro, 2018 0
Este Opala quatro-cilindros 1971 com banco inteiriço e câmbio na coluna está à venda

Completando 50 anos em novembro de 2018, o Chevrolet Opala merece a reputação que tem e todo o apreço de seus admiradores: ele foi o primeiro carro de passeio fabricado pela Chevy no Brasil, foi fabricado por 24 anos ininterruptos, e algumas de suas versões se tornaram verdadeiros ícones da indústria automotiva brasileira. A união de um projeto europeu com mecânica norte-americana e fabricação brasileira deu certo, e ainda hoje o sonho de muitos entusiastas é ter um Opala na garagem.

Geralmente a preferência recai sobre os cupês, com seu elegante perfil “garrafa de Coca-Cola” e suas portas sem molduras. De preferência, com o motor de seis cilindros e 3,8 ou 4,1 litros – que, de fato, é um projeto robusto, confiável e dono de um belo ronco. Mas existem outras opções, caso você não faça questão do seis canecos e da carroceria de duas portas. E o nosso Achado meio Perdido de hoje é um bom exemplo.

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Trata-se de um Chevrolet Opala Especial 1971, com motor quatro-cilindros de 2,5 litros, quatro portas, câmbio manual de três marchas com alavanca na coluna e banco dianteiro inteiriço – tecnicamente, um carro capaz de levar seis pessoas confortavelmente acomodadas. Embora não seja o modelo mais potente ou esportivo da linha, este Opala também tem seus atributos.

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O modelo 1971 do Chevrolet Opala trouxe sua primeira reestilização: a grade, antes cromada e composta por numerosos filetes cromados horizontais, deu lugar a uma peça mais simples, composta por uma tela preta e apenas dois filetes cromados, que ficaram mais largos. O resultado foi uma dianteira mais robusta, e mais próxima do estilo dos Chevrolet norte-americanos, como o Impala e o Malibu, mas ainda com o visual clássico do final da década de 1960. Características como as setas posicionadas abaixo do para-choque e as pequenas lanternas traseiras quadradas foram mantidas. Em 1973 as setas migraram para as extremidades da face dianteira, ao lado dos farós, e em 1975 foram adotadas lanternas traseiras redondas duplas.

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As unidades anteriores a 1973 são bastante valorizadas entre os colecionadores justamente por suas características estéticas. E é justamente este o caso do exemplar anunciado no GT40.

O carro pertence a Denis, de São Paulo/SP. Ele conta que o Opala foi parar em suas mãos como parte do pagamento pelo Porsche 928 que, há alguns meses, também apareceu na seção de Achados meio Perdidos. Ele diz que ficou impressionado com o bom estado de conservação do sedã, que de acordo com o proprietário anterior tem mesmo os pouco mais de 73.000 km registrados no hodômetro. Embora não seja possível confirmar a informação – em parte, porque o mostrador só tem cinco dígitos –, Denis diz que de fato o carro está muito íntegro e bem preservado, com todos os itens de acabamento em seus devidos lugares, o rádio original da época funcionando perfeitamente e diversos outros detalhes que mostram que este Opala não foi judiado ao longo de seus 47 anos de vida.

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Pintura e interior já foram restaurados nos padrões originais, mas itens como faróis, lanternas, emblemas, para-choques, volante e maçanetas são de fábrica. Denis diz que o trabalho foi bem feito e ressalta que não há sinais de deterioramento da estrutura.Denis também diz que o conjunto mecânico do Opala está em ordem – o proprietário anterior cuidou bem do carro neste quesito.

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A única observação diz respeito à suspensão dianteira, pois o carro dá “puxadas” leves para os lados durante as frenagens – o que geralmente significa que é preciso trocar as buchas dos tensores dianteiros. No mais, não há defeitos aparentes.

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O preço do carro está abaixo do que se costuma pedir por versões mais procuradas, como os já citados cupês de seis cilindros. Contudo, se você procura um antigo de manutenção relativamente simples e com alto nível de originalidade, este Opala pode ser um forte candidato.

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