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Achados meio perdidos

Este Puma GT impecável é um dos primeiros com mecânica VW — e ele pode ser seu

Não há dúvidas de que o Puma é o carro “fora de série” mais icônico do Brasil — é difícil encontrar um entusiasta que não goste dos elegantes roadsters e cupês de fibra de vidro. Também não é difícil encontrar um Puma à venda, mas de vez em quando aparece um exemplar especial. É caso do Puma GT 68 grená que você vê aqui — que, como você deve ter deduzido, está à venda. Mas qual é a desse carro?

O Puma nasceu em meados da década de 60 — mais precisamente em 1966. Era uma evolução do protótipo Malzoni GT, criado por um time que incluía Rino Malzoni e Anísio Campos, que começou a competir nas categorias de protótipos estreando no Grande Prêmio das Américas, em Interlagos.

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Assim como o carro de corridas, o chamado Puma GT tinha mecânica DKW — motor dois-tempos de três cilindros e 981 cm³, cujo desempenho chamou a atenção até mesmo da Auto Union, que controlava a DKW-Vemag e, mais tarde, se tornaria a Audi. Seu desenho elegante era obra de Anísio Campos, e lembrava a Ferrari 275 GTB. Mas foi no ano seguinte que o Puma passaria pela mudança mais importante de sua existência.

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Em 1967 a Vemag, que fornecia os componentes mecânicos para a Puma, foi absorvida pela VW no Brasil. O esportivo ganhou sua segunda geração, e passou a usar chassi e motor VW — um boxer de quatro cilindros e 1,5 litro alimentado por dois carburadores Solex 32. Seu visual, desta vez, era o de um clássico grand tourer — carroceria baixa, capô longo e traseira curta, e esta identidade visual permaneceu inalterada até o fim da produção nacional do Puma, em 1990.

O caso é que, em 1969 o Puma passou a usar motor de 1,6 litro — fazendo de 1967 e 1968 os únicos anos do carro com motor 1500. Neste período, pouco mais de 400 unidades foram fabricadas, e este carro é uma delas.

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Trata-se de um Puma GT 1500 1968 anunciado no Mercado Livre. O vendedor diz que  carro, que está em Belo Horizonte, Minas Gerais, foi restaurado nos padrões da época de forma “rigorosamente original”. O trabalho ficou por conta do “João do Puma”, conhecido restaurador carioca que também fabrica itens de acabamento difíceis de encontrar, como emblemas e maçanetas.

Pelas fotos, de fato está tudo no lugar — as bolhas de acrílico dos faróis, as lanternas traseiras que vinham da Chevrolet C10, instrumentos, bancos e até mesmo o volante Fórmula 1, original de 1968. O anúncio deixa bem claro que o carro está como novo — incluindo elétrica, mecânica, asssoalho e carroceria, e que a quilometragem é zero pois o carro ainda não rodou depois de restaurado.

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Mas quanto querem pelo carro? R$ 50 mil. É bastante dinheiro, claro, mas na situação em que o mercado de antigos se encontra você dificilmente encontrará uma forma mais clássica, estilosa e valiosa de gastar tal quantia. Neste caso, você ainda leva para casa um legítimo representante da primeira leva do Puma com mecânica VW — a receita que o fez passar de um esportivo estiloso a um dos maiores sucessos da indústria automotiva nacional.

O que você acha? Se tivesse o dinheiro, levaria este carro para casa?

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[ Mercado Livre. Sugestão do leitor Ramsés Rodrigues ]


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

 

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