Sonho americano: este raro Studebaker Commander Coupe impecável está à venda no Brasil

Dalmo Hernandes 16 janeiro, 2018 Comentários desativados em Sonho americano: este raro Studebaker Commander Coupe impecável está à venda no Brasil
Sonho americano: este raro Studebaker Commander Coupe impecável está à venda no Brasil

Todo mundo que está lendo isto já quis um muscle car americano em algum momento da vida. Um cupê norte-americano com motor V8 e tração traseira tem um apelo irresistível para qualquer entusiasta. Mas e se em vez de um Dodge Challenger, um Ford Mustang ou um Chevrolet Camaro, você estiver a fim de algo mais antigo? Que tal um Studebaker 1954? Pois é exatamente este o nosso Achado Meio Perdido de hoje, anunciado no GT40.

A Studebaker foi uma fabricante americana que atuou entre 1852 e 1967, sendo uma das companhias mais antigas a produzir automóveis no mundo. É importante observar, claro, que no início de sua existência a Studebaker produzia carruagens e carroças. Os automóveis vieram no fim do século 19 – mais precisamente, em 1897, quando teve início o desenvolvimento da primeira “carruagem sem cavalos” da Studebaker. Um detalhe curioso: os primeiros Studebaker a serem produzidos, em 1902, eram elétricos – os veículos com motor a gasolina só vieram em 1904.

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O Studebaker Electric de 1902

A Studebaker tinha o costume de batizar seus carros com cargos políticos e adjetivos. Havia o Dictator, o President, o Champion e, no caso do nosso achado meio perdido de hoje, o Commander. Este surgiu nos anos 20, e seu nome foi dado a diversos modelos da Studebaker dos anos 20 aos anos 60.

Os carros da Studebaker acompanharam a evolução da infraestrutura das estradas norte-americanas: os primeiros carros tinham construção robusta e bastante torque, com motores de seis cilindros em linha de até 60 cv e dinâmica voltada para o uso em piso irregular, de chão batido, com pedras, buracos e poças de lama. Foi a partir da década de 30 que o design da carroceria começou a ganhar importância, bem como o conforto a bordo e o desempenho em alta velocidade. Este é um Studebaker Commander 1928, com motor seis-em-linha de 5,8 litros e 75 cv.

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Este abaixo é um Commander 1938. Repare com o desenho dos carros mudou radicalmente em dez anos, e note a preocupação maior com a aerodinâmica:

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No caso do Studebaker Commander, a tendência foi dar ao carro linhas cada vez mais esportivas. O Achado Meio Perdido de hoje, fabricado em 1954, deixa isto bem claro: sua carroceria cupê, seu motor V8 com câmbio manual e tração traseira e as postura mais próxima do chão dão a ele um jeitão de “muscle car dos anos 50”, não acha?

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O para-brisa é basatnte inclinado e o teto é baixo. Repare também nos balanços: curto na dianteira e longo na traseira. O carro tem mais de cinco metros de comprimento

O carro pertence a João Simonetti, de Taubaté/SP, e seu nome completo é Studebaker Commander Starlight Regal Coupe. A carroceria de duas portas é longa, larga e baixa, evidenciando o posicionamento do carro como cupê esportivo intermediário da marca.

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O motor é um V8 de 3,8 litros (232 pol³), introduzido em 1951. Era um motor robusto, com virabrequim forjado, feito para suportar taxas de compressão bastante elevadas – coisa de 13:1 ou mais – para aproveitar o combustível de alta octanagem que começou a ser encontrado nas bombas após a Segunda Guerra Mundial. Era um motor capaz de produzir 116 cv, o que já era impressionante par a época, mas este número podia chegar aos 275 cv com a adoção de um supercharger.

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De acordo com João, o carro anunciado no GT40 foi comprado no ano passado, das mãos de um conhecido colecionador. O carro estava parado havia muito tempo, mas estava em excelente estado de conservação pois fora restaurado nos anos 90 na conhecida oficina Magneto Old Cars, em SP. Originalmente o carro era vermelho com teto branco, mas após na restauração foi adotada a combinação de azul claro com teto verde escuro.

João diz que o carro foi restaurado por completo: estrutura, motor, câmbio (manual de três velocidades, com alavanca na coluna e primeira marcha não-sincronizada), elétrica, estofamento, pintura e acabamento. Após a compra, por conta dos anos guardado, o Commander passou foi higienizado, revitalizado (com cuidado extra na pintura e nos acabamentos cromados) e revisado, e atualmente sai com regularidade da garagem para as ruas. João chegou a utilizar o carro para ir ao trabalho no fim de 2017, e diz que o mesmo está em excelentes condições de uso.

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Alguns detalhes curiosos: o para-brisa bastante inclinado, algo incomum nos carros americanos da época, e os bancos: inteiriços na dianteira e bipartidos na traseira, por causa do túnel da transmissão

O dono do carro diz que foram fabricados pouco mais de 2.000 exemplares desta versão do Studebaker Commando nos Estados Unidos em 1954, e que dá para contar nos dedos das mãos a quantidade de carros à venda no Brasil.

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Considerando o atual patamar de preço dos clássicos americanos no Brasil, este carro está com um preço atraente, e ficaria bem em qualquer coleção de antigos.

Se você ficou interessado, pode clicar aqui para acessar o anúncio e entrar em contato com o dono, que poderá esclarecer todas as dúvidas.

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