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Achados meio perdidos

Este raro Volkswagen Santana GLS 2000i de duas portas com câmbio automático está à venda!

Os Volkswagen vendidos no Brasil nas décadas de 1970 e 1980 são considerados clássicos há tempos, e os modelos dos anos 1990 (e até 2000) já estão seguindo pelo mesmo caminho – afinal, logo entraremos na terceira década do século 21. Nosso Achado meio Perdido de hoje pode se enquadrar nisto? É possível: é um modelo consagrado, com quase 30 anos de idade, em uma combinação de motor, câmbio e carroceria difícil de encontrar. E mais: com um pouco de carinho, tem tudo para se tornar um belo colecionável.

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Trata-se de um Volkswagen Santana GLS 1991, com câmbio automático e carroceria de duas portas – uma configuração bastante rara, especialmente em bom estado de conservação. Vamos dar uma olhada nele agora!

O VW Santana foi um dos grandes sucessos da VW no Brasil, criado para catapultar a marca em um segmento mais caro e luxuoso – antes dele, quase todo VW tinha apelo mais econômico e popular. A primeira geração, praticamente idêntica ao VW Passat europeu, foi lançada em 1984. Já a segunda geração, que estreou em 1990 como modelo 1991, era um projeto local, desenvolvido no Brasil sob o comando do engenheiro alemão Philipp Schmidt. Do Santana de primeira geração, o novo modelo só conservava a porção central do monobloco e o contorno das portas – o restante da estrutura e a carroceria eram inéditos.

O Santana “Mk2” foi produzido até 2006, com duas reestilizações pelo caminho: uma em 1994, com a adoção de uma nova grade e de para-choques na cor da carroceria; e outra em 1998, quando os para-choques ficaram mais arredondados e o carro ganhou novas lanternas. São os carros da primeira fase, porém (ou seja, os fabricados entre 1990 e 1993), que mais transparecem a inspiração nos Volkswagen Passat e Corrado europeus, e também nos Audi 80 e 100 da época, em especial o formato das lanternas traseiras e a grade com vários filetes horizontais. É o caso do exemplar que viemos mostrar hoje – o Santana GLS 1991 de Wellington Dittrich, de Blumenau/SC.

 

Segundo Wellington, o carro apresenta um bom nível de originalidade: faróis Cibié, faróis auxiliares Nino, todos os emblemas e demais detalhes de acabamento externo são os que vieram com o carro de fábrica. As rodas BBS de 14 polegadas, disponíveis na versão GLS, estão bem cuidadas e calçam pneus Pirelli. A pintura, pelo que Wellington conseguiu apurar com o antigo dono, foi refeita há pelo menos cinco anos, na cor original Cinza Nimbus. Isto posto, faltam alguns detalhes característicos do Santana GLS, como os borrachões nas portas e os frisos dos para-choques; e as lanternas âmbar – itens que não fazem falta caso o intuito seja apenas rodar com o carro ocasionalmente, mas que podem dar algum trabalho para serem encontrados caso se faça questão de ter um GLS todo original, para colecionar.

A situação do interior é mais interssante: revestimentos, comandos para o motorista, volante e bancos Recaro são originais – bem como o rádio Volksline com antena elétrica. O GLS conta com direção hidráulica, ar-condicionado e trio elétrico, mas Wellington afirma que o ar-condicionado precisa de uma revisão, pois não está gelando. Diz também que as travas elétricas não estão funcionando – o que, por sorte, é um reparo relativamente simples.

Um detalhe interessante é a ausência do pedal de embreagem: o Santana GLS tinha como opcional um câmbio automático de três marchas acoplado ao motor AP2000i a gasolina. Com injeção eletrônica, o quatro-cilindros de dois litros entregava saudáveis (para a época) 120 cv a 5.600 rpm, com 17,5 mkgf de torque a 3.000 rpm.

Wellington diz que o Santana está muito bem conservado, com a estrutura íntegra e livre de qualquer sinal de corrosão. Diz também que realizou serviços de manutenção recentemente, incluindo a limpeza do sistema de injeção; troca de velas; revisão do câmbio automático e troca de diversos fluidos – câmbio, óleo do motor e sistema de arrefecimento. O proprietário garante que, em termos de mecânica, elétrica, suspensão e freios, seu GLS está “à toda prova”. Wellington também ressalta que o Santana jamais foi rebaixado ou foi equipado com kit GNV (duas modificações comuns nos Santana desta época.

Embora o Santana GLS não seja cobiçado como um Santana Sport, um Santana Executivo ou um Exclusiv, a bonita carroceria de duas portas, os bancos Recaro e o câmbio automático formam uma trinca difícil de encontrar no Santana – e que, por isto, pode chamar a atenção dos fanáticos pelo modelo. Além disso, a quantia pedida pelo proprietário nos parece bem razoável pelo estado de conservação.

Se você ficou interessado, pode clicar aqui para acessar o anúncio – nele, você vai encontrar os contatos do proprietário.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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