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Achados meio perdidos

Este VW Santana EX 1990 está conservado como não se vê mais – e à venda!

A gente já contou a história inteirinha do Volkswagen Santana aqui no FlatOut — sobre como, antes dele, a VW tinha a reputação de uma fabricante de populares. O que não era exatamente mentira: por muitos anos, o principal produto da Volks no Brasil foi o Fusca, que deu origem a toda uma família de veículos de passeio e utilitários. Então, em 1984, chegou o Santana — o primeiro VW “de luxo” do País, segundo a própria fabricante.

Claro, dez anos antes, em 1974, o Brasil recebeu o Passat, que foi o primeiro Volks nacional com motor na dianteira e o primeiro com sistema de arrefecimento líquido. O Passat marcou época com sua boa dinâmica, visual atraente, interior bem acabado e, claro, suas versões esportivas, mas não era um carro de luxo.

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Olhando em retrospecto, o Santana também não era — tecnicamente, se tratava nada mais, nada menos do que da segunda geração do Passat, porém com outro nome. O que não era um defeito: a evolução era notável, tanto em design quanto em acabamento, e por isso a gente até perdoa a VW por chamar um sedã médio de carro de luxo. O que até nos deixa um tanto tristes com o fato de, no fim de sua vida, o Santana ter se tornado o favorito dos frotistas. Na verdade, foi isto o que assegurou sua permanência no mercado até 2006, 22 anos depois de lançado.

Mas a gente não está aqui para falar do fim do Santana, e sim de seu auge. E, para muita gente, este foi o Santana EX, ou Executivo. Claro, houve versões de apelo esportivo mas, na nossa opinião, o Santana EX é o que melhor se enquadra na personalidade do modelo. E ele é bonitão, diz aí?

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O Santana EX foi o segundo carro da Volkswagen do Brasil a adotar a injeção eletrônica — o primeiro foi o lendário Gol GTI — e selou com chave de ouro a primeira fase do Santana nacional. O motor era o AP 2.0 de 112 cv e 17,5 mkgf de torque, idêntico ao do GTI, o que fazia do EX um sedã com motor de hot hatch.

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Sua proposta, porém, ia além: misturar esportividade e elegância. Isto fica claro nos para-choques envolventes, na grade diferente do resto das versões, nas rodas BBS raiadas de 14” e no aerofólio na traseira. O EX era oferecido em três cores — azul, preto e vinho — e, como aponta o Best Cars, custava 60% a mais do que o Santana GLS, o que fazia dele o carro mais caro oferecido no Brasil, abaixo apenas de alguns fora-de-série.

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O alto preço era justificado pelo recheio: bancos Recaro (que podiam ser parcialmente revestidos com couro), bem volante de menor diâmetro, iluminação vermelha nos instrumentos, freios com discos ventilados na dianteira. Seu maior trunfo era a suspensão com amortecedores a gás, que garantiam um comportamento dinâmico exemplar para um carro de seu porte, e compensava pelo desempenho do motor, que sofria mais para empurrar o sedã — eram 1.120 kg contra 950 kg do Gol. O teste da Quatro Rodas, na época do lançamento, indicou um 0-100 km/h de 11,5 segundos.

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Foram produzidas 5.000 unidades da série especial, e apenas isto. Seu lançamento em 1990 coincidiu com a reabertura das importações, o que deu ao consumidor novas opções para o segmento de luxo — e, na extensa reestilização promovida pela Volkswagen no sedã, seu apelo era mais próximo daquele de um sedã médio mais comum.

Já não é fácil encontrar um exemplar à venda e, quando se consegue, normalmente o estado de conservação não é dos melhores. Definitivamente, porém, este não é o caso do Achado meio Perdido de hoje, um Santana EX bem cuidado como poucos. O carro está anunciado por André Jacquillat, que já teve outros carros destacados nesta seção.

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O hodômetro do sedã marca pouco mais de 127 mil km, o que não assusta tanto em um carro fabricado já há 26 anos. Até porque ele definitivamente não aparenta a quilometragem que tem. De acordo com o anunciante, a pintura preta foi refeita recentemente, porém um polimento lhe cairia bem.

No mais, virtualmente todos os acabamentos, por fora e por dentro, estão no lugar e em estado invejável. No interior, de acordo com o Jacquillat, o único detalhe é o revestimento de couro do volante, que parece “novo demais” e destoa do resto. Aliás, o ar-condicionado, aspecto importante em um carro como este, está funcionando perfeitamente.

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Em termos de elétrica e mecânica, tudo foi revisado recentemente e está em completa ordem — até porque o famigerado motor AP2000 não costuma se intimidar com números crescendo no hodômetro. A pedida é até que razoável, considerando o resultado da equação entre estado de conservação e raridade, e considerando as atividades dos especuladores, que andam em alta: R$ 23 mil.

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Se você quer se sentir um verdadeiro executivo dentro de um Santana EX e se interessou, pode entrar em contato com André pelo celular (51) 9881-0690.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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