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Achados meio perdidos

Este Vectra GSi tem tudo para ser seu primeiro sedã esportivo

Fora a nostalgia, não há razão para reclamar da variedade de esportivos oferecidos hoje no Brasil. Mas foi justamente a nostalgia que nos levou a este belo exemplar de Chevrolet Vectra GSi, versão esportiva (e de topo) da primeira geração do sedã, lançada por aqui em meados da década de 90. E guess what: ele está à venda.

Quando lançado no Brasil como Chevrolet, em 1993, com 35% dos componentes importados (incluindo painéis da carroceria), o Vectra ganhou três versões: a básica GLS, a intermediária CD, e a de topo, GSi.

Mesmo o GLS já era bem recheado para a época, com ar-condicionado, porta-luvas refrigerado, vidros elétricos com função de um toque e computador de bordo, entre outras coisas. O CD adicionava detalhes de madeira no interior, volante de três raios e ajuste lombar nos bancos. Ambos dividiam o mesmo motor — o conhecido 2.0 8v já usado no Monza, porém com injeção multiponto Bosch e 116 cv. São bons carros quando bem conservados, e não custam muito hoje. Mas legal de verdade era o Vectra GSi.

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A sigla já conhecida denunciava o caráter esportivo, embora o visual fosse discreto — apenas com rodas diferenciadas, saias laterais e um discreto spoiler embutido na tampa traseira, enquanto o interior era praticamente idêntico ao do CD. O grande atrativo só se via ao abrir o capô: o motor C20XE, de dois litros, 16 válvulas, comando duplo no cabeçote e 150 cv — o mesmo que movia o mais raro (e caro) cupê Calibra, que também lhe cedia o volante, de quatro raios e menor diâmetro.

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O C20XE merece algumas explicações a mais: as árvores de comando eram ocas, as válvulas de escape eram refrigeradas a sódio e a injeção multiponto era sequencial — primazia em um carro nacional. Os 150 cv vinham a 6.000 rpm, enquanto o torque máximo de 20,1 mkgf chegava aos 4.600 rpm. Era um motor para rotações altas, que fazia o carro chegar aos 100 km/h em respeitáveis 8,5 segundos, com máxima de 210 km/h divulgada pela Chevrolet — suficiente para um desempenho quase tão bom quanto o do Omega CD, que na época usava o seis-em-linha de três litros e 165 cv.

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Não é tão difícil encontrar um Vectra GSi à venda por aí — difícil é achar um exemplar em bom estado oferecido por um preço justo. Mas é exatamente este o caso deste exemplar branco (a cor mais característica dos GSi), que conta com teto solar opcional e aparenta estado de conservação aparentemente impecável.

Segundo o anúncio no OLX, o carro recebeu uma revisão completa recentemente, com a substituição de componentes como filtros, velas, correias e juntas, além de todos os componentes da suspensão. O dono diz que, ao todo, cerca de R$ 3.000 foram gastos em manutenção preventiva, o que em tese evitará qualquer tipo de dor de cabeça a quem comprá-lo.

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O preço está convidativo: são pedidos R$ 12.900 por este carro. Considerando que um Vectra GLS ou CD do mesmo ano, em estado de conservação comparável, pode custar até R$ 10 mil, não nos importaríamos em pagar R$ 3 mil a mais por um carro mais potente e com caráter esportivo. E você?

[OLX]


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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