Estes são os melhores esportivos para dirigir no dia-a-dia – parte 1

Dalmo Hernandes 2 dezembro, 2016 0
Estes são os melhores esportivos para dirigir no dia-a-dia – parte 1

Fotos: Lalo/Exclusivos No Brasil

Para cada ocasião, existe um tipo diferente de carro, e as fabricantes parecem não cansar de criar novas categorias. Mas se você quiser usar um esportivo no dia-a-dia, o que vai te impedir? Perguntamos aos leitores quais seriam os carros esportivos mais bacanas para utilizar diariamente.

Nossa sugestão foi o Porsche 718 Cayman S, que é potente na medida certa, compacto, robusto e quase plenamente capaz de se virar no trânsito. E tão econômico quanto alguns carros que definitivamente não são esportivos. Não sugerimos uma perua, um sedã ou mesmo SUVs esportivos por uma razão simples: com quatro portas e bastante espaço, eles são obviamente práticos.

 

Mazda MX-5 Miata

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Sugerido por: Skiegaard

O Mazda MX-5 Miata é uma das maiores provas de que esportivos são feitos de muito mais que potência, torque e aceleração. Seja um exemplar da primeira geração, lá de 1989; ou um Miata 2016 zero-quilômetro, você vai encontrar as mesmas qualidades: baixo peso, uma carroceria para lá de estilosa, mecânica robusta, tração traseira e dinâmica para lá de bem acertada. Lá fora, é um carro barato e abundante, que pode ser comprado pelo mesmo que um hatchback compacto da mesma idade. Por que não, então, ter um carro de uso diário que pode te entreter na pista de tempos em tempos – e a céu aberto, ainda por cima?

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Um Mazda MX-5 Miata de primeira geração tem um quatro-cilindros de 115 cv e pesa cerca de 940 kg. Um exemplar de 2016 pode ter um motor de 1,5 litro e 131 cv, ou de dois litros e 160 cv, pesando 1.050 kg, mantendo praticamente as mesmas dimensões de 27 anos atrás. A Mazda se esforçou para conseguir manter o peso e as dimensões do carro o mais perto possível das originais porque sabia que este era o melhor jeito. Como não querer ter um, Miata, de qualquer ano, na garagem?

 

Toyota GT86/Subaru BRZ

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Sugerido por: cego

À medida que os anos passavam, os carros que seguiam a receita do Mazda Miata foram rareando – no início desta década, não havia um entusiasta que não dissesse sentir falta de um esportivo back to the roots, sem motor turbo, tração integral, transmissão de dupla embreagem e todas estas tecnologias que te ajudam a pilotar, mas anestesiam a experiência de se guiar um carro à moda antiga.

Foi então que a Toyota e a Subaru se juntaram para desenvolver o GT86/BRZ, um cupê com motor boxer de dois litros e 200 cv, câmbio manual e tração traseira. Tudo amarrado de forma a criar uma condução envolvente, com respostas ágeis e precisas, e que recompensasse com deliciosas derrapagens controladas quem levasse o carro além do seu limite. Ao mesmo tempo, a suspensão não é demasiadamente dura, o interior é bastante confortável e relativamente bem equipado e há espaço para quatro pessoas se os ocupantes de trás se espremerem um pouco. É o bastante para querer usar um destes todos os dias. A gente quer.

 

BMW M2

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Sugerido por: Dan da Mata

O BMW M2 é, atualmente, o menor esportivo da BMW, e também nosso favorito. Ele traz a combinação mágica de tração traseira + carroceria compacta + quatro lugares + espaço para a bagagemalgo que o torna bastante atraente. Mas ele também tem um seis-em-linha de três litros com turbo twin scroll e 370 cv debaixo do capô, podendo ser acoplado a uma caixa manual de seis marchas ou com dupla embreagem e sete marchas (que você não quer). Sua voz é até bonita e ele consegue levar o cupê até os 100 km/h em 4,5 segundos, com velocidade máxima limitada em 250 km/h ou 270 km/h, dependendo do quanto você pagar.

Ele também é menos atirado do que seu antecessor espiritual, o Série 1 M. Você não vai ter problemas para manobrar, não vai sofrer com falta de itens de conforto e até mesmo o consumo é contido: 11 km/L na estrada.

 

Audi TT

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Sugerido por: Guilherme Castro

Se um hot hatch não é esportivo o bastante para você, que até gosta de seu motor e de sua dinâmica mas gostaria de uma carroceria ainda mais arrojada, o Audi TT é o carro perfeito. Feito sobre a mesma plataforma modular MQB do Golf VII, ele continua atraente (ainda que não tenha o visual atemporal da primeira geração, lembrando mais um R8 em miniatura), faz curvas ainda melhor e traz o mesmo motor TSI de dois litros e 230 que equipa o VW.

Só que ele tem aquele painel digital bacanudo, quatro argolas na dianteira e interior bem mais refinado. E, no trânsito, causa tanto impacto quanto as versões mais potentes, custando menos. E ainda vai de zero a 100 km/h em 5,5 segundos, com máxima limitada a 250 km/h. Não precisamos de mais do que isto, mesmo sem tração traseira.

 

Ferrari GTC4 Lusso T

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Sugerido por: AMS01

Quer uma Ferrari para o dia-a-dia? Esqueça da 488 GTB, da F12tdf e, claro, da LaFerrari. O que você quer é a GTC4Lusso, que tem tração traseira , suspensão mais robusta, espaço para quatro pessoas sem aperto e, agora, a opção por um V8 de 3,9 litros bem parecido com o das irmãs menores, mas com 72 cv a menos e 6,5 mkgf a mais do que no modelo V12 aspirado.

O motor V12 de 6,3 litros com tração integral continuará presente na linha mas, para uso constante a gente ficaria com o V8 biturbo por causa do consumo 30% menor (ou ao menos é o que os italianos dizem), o que significaria menos idas ao posto e mais tempo para curtir o carro. Porque, honestamente, quem compra uma Ferrari está mesmo preocupado com o quanto ela bebe?

 

Audi R8

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Sugerido por: nós mesmos

Se for para utilizar um supercarro de motor central-traseiro no dia-a-dia, que seja um Audi R8. Por quê? Explicamos: entre os superesportivos, ele é um dos que melhor se adequam a uso diário pelo acerto da suspensão, que não é tão dura e sensível quanto a de uma Ferrari 488 GTB ou um 911 Turbo, por exemplo. Ainda é muito dura, claro, mas não maltrata tanto aos ocupantes em pisos mais irregulares. Veja bem: pisos irregulares, e não vias esburacadas e cheias de obstáculos. Para realmente aproveitar o que o V10 de 5,2 litros e 610 cv tem a oferecer, você vai precisar ir para a pista.

É um exemplar da geração passada, mas a ideia é a mesma

No mais, ele ainda tem balanços longos demais, ainda é um carro bem baixo e ainda não comporta muita bagagem. Por outro lado, é mais utilizável do que o Huracán, que consegue ser ainda mais baixo, e não tem uma ergonomia tão amigável quanto a do primo alemão.