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Zero a 300

Fabricantes alemãs envolvidas em suposto cartel, Ford poderá ter injeção de água no EcoBoost, o novo Jaguar XJR575 e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Fabricantes alemãs podem estar envolvidas em suposto cartel desde os anos 1990

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Você notou que depois da Volkswagen e Audi a Porsche, a BMW e a Mercedes-Benz também são suspeitas de terem fraudado os testes de emissões de poluentes em motores a diesel? Pois isso pode não ter sido por acaso. Segundo uma matéria da revista alemã Der Spiegel, todas estas marcas estão “trabalhando em grupos secretos” naquele que pode ser “um dos maiores casos de cartel” da história da Alemanha.

A matéria diz que a Volkswagen citou em um relatório às autoridades alemãs que todas as fabricantes locais tinham acordos entre si. O site americano Politico, investigou o relato da revista alemã de forma mais aprofundada e descobriu que até mesmo o Dieselgate foi premeditado:

“Os grupos até premeditaram o que se tornaria o Dieselgate. As empresas fizeram um acordo sobre o volume dos reservatórios de fluido AdBlue, que reduz as emissões, mas os tanques se mostraram pequenos demais para manter os níveis dentro dos limites, então a manipulação dos testes se mostrou a única forma de manter baixa a leitura de emissões.”

Além de acordos sobre os custos e fornecedores, e da fraude nos testes de emissões, o Der Spiegel ainda relata que os órgãos anti-truste já investigaram a Volkswagen por um possível conluio sobre os preços do aço. Não foram encontradas provas, mas os investigadores perceberam evidências sobre um conluio da indústria automotiva. Questionada pela Der Spiegel, nenhuma das fabricantes se pronunciou a respeito.

 

Lamborghini Concept S está a venda

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Talvez você não tenha ligado o nome à imagem, mas certamente reconheceu o Concept S na foto acima. Ele foi um conceito baseado no Gallardo feito Luc Donckerwolke em 2005 e apresentado no Concurso de Pebble Beach daquele ano. Foram feitas duas unidades, mas somente uma delas tem motor e sistemas mecânicos funcionantes. E ela agora está a venda.

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A inspiração para o Concept S veio dos speedsters dos anos 1950 e 1960, com cockpit separado e defletor de ar individual para cada um. O vão entre os dois direciona o fluxo de ar para o V10 5.0 — o mesmo do Gallardo. Depois de ser exibido em Pebble Beach a produção limitada chegou a ser cogitada, mas os custos a tornaram inviável e o modelo permaneceu como um conceito. O carro acabou vendido a um colecionador, que o emprestava periodicamente à própria Lamborghini para exibições nos Salões de todo o mundo.

O carro agora está novamente a venda, com 180 km no hodômetro e, embora seja um conceito, usa materiais e componentes mecânicos do Gallardo produzido em série, o que significa que em termos de funcionamento ele é praticamente um Gallardo roadster sem para-brisa. Ele será oferecido em leilão pela RM Sotheby’s em Monterey, na mesma Pebble Beach onde foi apresentado há 12 anos e espera-se que ele seja arrematado por entre US$ 2,4 milhões e US$ 3 milhões.

 

Ford está trabalhando em sistema de injeção de água para o EcoBoost

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Embora tudo indique que o futuro dos motores a combustão será a eletrificação, ainda há um longo caminho até ela se tornar o padrão. Antes disso, há um bom espaço para evoluir a tecnologia turbo e aparentemente o próximo passo será o uso de injeção de água para reduzir a temperatura da mistura ar-combustível na admissão. A BMW já anunciou que usará a tecnologia em todos os modelos M e agora a Ford está trabalhando em um sistema desses para seu EcoBoost. É o que diz o site AllFordMustangs.com.

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O site americano teve acesso aos documentos de registro de patente da tecnologia solicitado pela Ford na Alemanha. Diferentemente do sistema usado atualmente pela BMW e por motores preparados, o sistema da Ford simplifica o processo de injeção, combinando as válvulas injetoras de água e de combustível em um único componente — ou seja: água e combustível serão injetados pela mesma peça, embora isso não signifique que a mistura ocorrerá antes da injeção. Isso porque os leques de combustível e água serão concêntricos, para que a distribuição seja mais regular durante a injeção simultânea de ambos os fluidos.

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A ideia de adicionar água na admissão não é nova (ela surgiu nos aviões da Segunda Guerra Mundial), mas mostrou uma aplicação mais prática agora com os sistemas eletrônicos evoluídos e diante da necessidade de economizar combustível e reduzir emissões. Com ele, a mistura chega com temperatura mais baixa à câmara de combustão, o que reduz a possibilidade de detonação, permitindo a adoção de taxas de compressão mais elevadas.

 

Jaguar XJR ganha versão de 575 cv

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Depois que o “baby-Jag” ganhou um motor V8 de 600 cv, a fabricante britânica decidiu fazer um agrado ao irmão mais velho do XE, o XJR e deu a ele 25cv extras com a versão de 575 cv do motor V8 supercharged. O nome também mudou de uma forma muito criativa: XJR575.

Além da potência o torque também aumentou sutilmente, passando de 69,3 mkgf para 71,3 mkgf. Juntos, o novo torque e a nova potência levam o sedã aos 100 km/h em 4,2 segundos (0,2 segundo a menos que o XJR de 500 cv) e à velocidade máxima de 300 km/h.

O motor não foi o único agrado que a SVO deu ao XJR575: ele também ganhou um diferencial ativo eletrônico e alguns sistemas de segurança ativos, como frenagem automática de emergência, assistente de permanência na faixa e monitoramento do motorista.

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O XJR575 também terá duas cores novas, Velocity Blue (azul) e Satin Corris Grey (esse cinza meio preto das fotos). Externamente ele será identificado pelo spoiler traseiro, pelo para-choques dianteiro exclusivo, pinças vermelhas, rodas de 20 polegadas e tomadas de ar no capô. Por dentro os bancos ganharam couro com costura matelassê, e o painel agora tem um sistema multimídia de 10 polegadas com hotspot 4G.

 

F1 2017 terá quatro modelos clássicos da McLaren

Os desenvolvedores de F1 2017 revelaram no final da semana passada mais quatro modelos clássicos que estarão disponíveis no game deste ano — todos da McLaren.

O primeiro deles não poderia ser outro se não o MP4/4 de 1988, pilotado por Senna e Prost, com direito a pintura da Marlboro e à concha amarela da Shell no bico. O seguinte é o MP4/6, usado na temporada de 1991 por Ayrton Senna e Gerhard Berger, com o motor V12 de 3,5 litros.

Depois vêm dois modelos não tão clássicos — mais por falta de tempo que por significado: o MP4-13 de 1998, que foi usado por Mika Hakkinen e David Coulthard e que rendeu o título mundial ao finlandês; e o MP4-23 de 2008, com o qual Lewis Hamilton conquistou seu primeiro título na F1.

Além dos quatro McLaren, os outros “clássicos” de F1 2017 são a Williams FW14B de 1992 (o carro do título de Mansell), a Ferrari 412 T2 de 1995 (da única vitória de Jean Alesi), o Williams FW18 de 1996 (que levou Damon Hill ao seu título), a Ferrari F2002 de 2002 e a Ferrari F2004 de 2004 (dos títulos de Schumacher), o Renault R26 de 2006 (do segundo título de Fernando Alonso) e o Red Bull RB6 (do primeiro título de Sebastian Vettel).

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