Facelift na garagem: o Project Cars #423 ganha a cara do Jetta GLI

Neimar Paulo 18 março, 2017 0
Facelift na garagem: o Project Cars #423 ganha a cara do Jetta GLI

E aí pessoal, vamos para a terceira parte do Project Car #423! Se você chegou aqui agora, dê uma olhada nas duas primeiras partes: parte 1 e parte 2. Nesta publicação vou apresentar as modificações externas que foram feitas no Jetta.

 

Começando por baixo

A primeira modificação externa que eu fiz foi a suspensão. Pesquisei algumas alternativas e encontrei duas que me chamaram a atenção: molas esportivas (Eibach ou H&R) ou uma coilover. Por um lado, as molas eram mais baratas e poderiam ser compradas aqui mesmo no Brasil, porém tive uma experiência “negativa” com molas esportivas quando tive a Saveiro. Montei molas esportivas nela e achei que elas não abaixaram o suficiente… No final de contas, acabei trocando as molas por um kit de suspensão fixa da Down.

Dentro desse contexto, eu não estava a fim de gastar duas vezes para conseguir o resultado desejado. Optei por importar um kit de Coilovers FK Streetline, mesmo sabendo que poderia ser (e acabei sendo!) taxado pela Receita. Dessa vez a encomenda não demorou muito, pois devido ao tamanho e peso, o frete teria de ser feito por via expressa. Procurei não pensar no dinheiro que foi gasto, afinal eu sabia que o produto era de qualidade e nas minhas mãos iria durar muitos quilômetros.

Não consegui esperar mais do que alguns dias para montar a suspensão. A família da minha noiva tem um Auto Center aqui onde moramos (DW Auto Center), então eu conversei com meu futuro cunhado para montar a suspensão pra mim. Eu fiquei por ali, ajudando naquilo que eu podia. Deu um pouco de trabalho pra desmontar a suspensão dianteira original e montar a nova. A traseira foi mais tranqüila, mas mesmo assim a gente acabou montando invertido e só me dei conta disso quando um colega do fórum me chamou a atenção para esse detalhe. Os amortecedores traseiros não possuem coifas para proteger as hastes do pó, por isso improvisamos as coifas de uma barra de direção no lugar.

Depois disso foi só regular a altura e avaliar o resultado.

A dianteira ficou ótima, mas a traseira ficou muito baixa. Mantive desse jeito porque pretendia trocar as rodas e aí já faria a regulagem e a troca das rodas de uma vez só. Aliás, essa suspensão traseira me ensinou o verdadeiro significado do termo tuning. Já perdi a conta de quantas horas eu já fiquei “afinando/ajustando” até conseguir chegar naquela altura ideal pra andar com um carro visualmente bonito e totalmente funcional.

Não demorou muito tempo e eu já estava na internet caçando um jogo de rodas. A medida desejada era aro 19, um meio termo entre o conforto de um aro 18 e o impacto visual de um aro 20. Desde o começo tinha a intenção de montar rodas originais de algum outro modelo VW, Audi, Porsche ou Mercedes-Benz, mas infelizmente naquele momento eu não podia bancar essa vontade.

Foto 09

Busquei opções de baixo custo e encontrei um jogo de rodas novo com um preço muito atraente. Na época as rodas eram vendidas como “Amarok R-Line” (sic). Algum tempo depois descobri que as rodas eram na verdade réplicas das rodas Pikes Peak que equipavam as Touareg Executive.

Foto 10

Para calçar as rodas fui de pneus Falken FK452 na medida 215/35. Você pode estar pensando que os pneus são muito baixos e estreitos pro tamanho do carro, mas eu convivi muito bem com eles durante dois anos e meio e nunca tive nenhum problema. O único contra que posso relatar é que os pneus “passam” mais as imperfeições da pista.

Foto 11

As rodas Bionline 5 aro 16 que equipavam o Jetta foram retiradas, limpas e colocadas à venda. Enquanto o carro recebia o novo conjunto de rodas e pneus, a suspensão traseira foi instalada de forma correta e ajustada para acomodar sem problemas o novo setup.

Foto 12

 

Mudança facial

As rodas maiores e suspensão mais baixa já haviam contribuído para que o carro perdesse aquele visual de “carro do pai” que ele tinha, mas eu queria dar uma cara mais nova, com um apelo mais esportivo. O próximo passo era mudar os faróis e as grades.

Passei um tempo pesquisando qual seria a melhor opção e decidi comprar os faróis com projetores para lâmpadas halógenas. No Brasil esses faróis não existem, portanto recorri novamente à importação. Após muita pesquisa e muitos sustos com os valores, consegui achar um par de faróis novos que cabiam no meu orçamento e fechei o negócio. Foram aproximadamente 60 dias para que os faróis chegassem até mim e eu pudesse montá-los.

Até o momento eu nunca havia desmontado nada na parte externa do carro. Para não correr riscos desnecessários, enquanto esperava pelos faróis, eu lia e assistia tutoriais de como fazer a desmontagem e troca de alguns componentes externos. Com os faróis em mãos, e confiante de que não seria difícil fazer a troca, tirei um dia para fazer o serviço. Desmontei pára-choque, grades e faróis. Aí foi só passar mais um tempo ajustando os novos faróis para que eles ficassem alinhados com os pára-lamas, capô e pára-choque.

A iluminação ficou por conta de lâmpadas de xenon de 6000K nos faróis baixos e de 4300K nos faróis de neblina. Nos faróis altos eu coloquei um kit de leds da Lunex. Esse kit usa leds da Philips e vem com três opções de bulbos (4300K, 6000K e 8000K). Montei com os bulbos de 6000K. A iluminação do carro ficou ótima, principalmente os leds. Pena que eles não ficam bons quando montados nos projetores do farol baixo. O motivo eu não sei, mas fiz o teste e ficou pior do que com lâmpadas comuns. Pra fechar, usei lâmpadas-pingo laranjadas na meia-luz. Acredito que a foto abaixo não representa com fidelidade a iluminação, mas fica aí registro.

As grades colméia inferiores (central e neblinas) foram fáceis de achar, mas a grade central superior deu um pouco mais de trabalho. Eu desconhecia a existência dessa grade com sensores de estacionamento, então eu estava bolando um plano para furar e adaptar os sensores cromados na futura nova grade que era preta brilhante… Não tinha certeza se iria dar certo porque não sabia se ao colar um adesivo ou pintar os sensores, eles funcionariam normalmente.

Ao observar um dos carros do Clube do Jetta, notei a existência da grade colméia com sensores de fábrica. Aí abortei a idéia das adaptações e fui à procura da bendita grade. Encontrei apenas um anúncio do eBay com a grade OEM de um Jetta GLi e acabei comprando.

Foto 19

As grades dos faróis de neblina exigiram adaptações. Isso porque nos Jettas e Golfs de fora do Brasil, os frisos que ficam sobre a grade não se estendem por sobre o pára-choque. Eu tinha duas opções: preencher o pára-choque para acomodar a grade ou mudar a grade para encaixar no pára-choque. Optei pela opção mais barata e com possibilidade de reversão. O friso cromado foi pintado de preto com revestimento líquido, mas não ficou bom, depois acabei refazendo e envelopei com preto brilhante.

Foto 20

 

Soluções de baixo custo

Pra fechar o visual externo fiz algumas coisas bem simples. Primeiramente eu removi as películas escurecidas dos vidros. Usei um método simples que encontrei na internet. O segredo é não ter pressa para remover a cola e tomar cuidado para não destruir o desembaçador traseiro.

As colunas entre os vidros tinham um acabamento preto fosco que não me agradavam e envelheciam o carro. Removi as chapas e envelopei de preto brilhante para atualizar o visual.

A grade central vem com um badge GLi e com friso vermelho. Eu removi o badge e, mais tarde, acabei trocando o friso vermelho por um cromado. Acho que o friso cromado orna melhor com os frisos dos vidros laterais.

Foto 23

Para completar, colei um pequeno adesivo (+10cv!) com a assinatura de um cara que dispensa comentários.

 

Resultado quase final

Depois de todas essas modificações o carro já estava praticamente pronto. Foi preciso pouco mais de um ano para chegar até o resultado que vocês podem conferir nas fotos abaixo:

Restavam apenas alguns detalhes para serem acertados, mas esses detalhes ficam para a próxima e última publicação.

Abraço a todos!

Por Neimar Paulo, Project Cars #423

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