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Sessão da manhã

A fascinante evolução do pit stop da Fórmula 1 em meio século

É comum dizermos que nunca se viu evolução tecnológica tão rápida como nos últimos dez anos — é só comparar os celulares de 2004 com os smartphones que temos hoje. Imagine, então, como era há mais de 50 anos um pit stop na Fórmula 1! 

Automobilismo também é tecnologia e, obviamente, mudou muito nos últimos dez anos. Só que, há dez anos, os carros não eram tão diferentes dos de hoje — apesar dos bicos de estética duvidosa e da aerodinâmica cada vez mais rebuscada (e eficiente), as proporções e silhueta praticamente não se alteraram na última década. A evolução maior não se vê — KERS, componentes mais leves, aperfeiçoamentos estruturais —, e no máximo se ouve, no caso dos motores — embora a adoção de motores V6 turbinados não seja vista como evolução por todo mundo. Então, se você quiser um atestado visual do quanto a Fórmula 1 muda, talvez seja uma boa ideia olhar bem mais para trás.

Que tal a temporada de Fórmula 1 de 1950, quando a Indy 500 ainda fazia parte do calendário? A corrida em Indianápolis foi a terceira daquela temporada, e este vídeo mostra um pit stop do piloto americano Bill Holland, que terminou aquela corrida em segundo.

Há 50 anos, os carros de Fórmula 1 ainda tinham formato de charuto e enormes pneus diagonais. O pit stop só podia ser realizado por quatro membros da equipe — incluindo o piloto. Enquanto ele cuidava do cockpit, um dos mecânicos reabastecia o carro e o outro ficava encarregados dos pneus. Tanque cheio e pneus trocados, o carro partia.

É curioso ouvir o narrador dizendo “um membro da equipe limpa o para-brisa enquanto Holland parte, apenas 67 segundos depois de parar” — sim, os pit stops duravam mais de um minuto, e 67 segundos eram um ótimo tempo. Para efeito de comparação, o autor do vídeo acima usou um pit stop da Ferrari no ano passado, durante o GP da Austrália, em Melbourne. Felipe Massa para o carro e, se você piscar, perde boa parte da ação: quatro pneus são trocados simultaneamente em questão de segundos.

Para se ter uma ideia, em novembro de 2013 foi estabelecido um novo recorde — a equipe da Red Bull Racing quebrou a barreira dos dois segundos no pit stop de Mark Webber, durante sua 29ª volta no GP dos EUA. A parada durou exatamente 1,923 segundos. Por isso, talvez seja uma boa ideia assistir a este vídeo que a equipe fez, mostrando todos os momentos do pit stop em câmera lenta: dois segundos em dois minutos.

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