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Sessão da manhã

Fate of the Furious: “Velozes e Furiosos 8” deixa o “Velozes” para trás de uma vez por todas

A franquia que começou lá em 2001 com um filme sobre corridas de rua em carros tunados chega a seu oitavo filme – “Velozes e Furiosos 8”, ou melhor, Fate of the Furious, já tem sua estreia marcada para o dia 14 de abril de 2017. O primeiro trailer foi revelado ontem à noite e, bem, já estávamos preparados para o que está por vir.

O nome do filme foi revelado junto com o trailer, e é um trocadilho até que bem sacado com a hashtag “#F8” (que soa como fate, quando falada em um inglês), usada pela equipe para promover o filme. Mas qual será o destino dos furiosos? Aparentemente, serem traídos por Dominic Toretto.

O trailer mostra a nova vilã Cipher, interpretada por Charlize Theron, perguntando a Dom: “você já imaginou que um dia trairia sua família como traiu hoje?”

“Família”. Este é o grande mote do novo filme, que mais uma vez reúne toda a gangue de Dom para mais uma missão criminosa internacional – uma foto nostálgica da turma toda com Brian O’Connor, uma Letty indignada perguntando a Dom se ele “vai virar as costas para a família” e a legenda “A FAMÍLIA SERÁ QUEBRADA” no fim do trailer deixam isto bem claro.

Os carros? Eles são legais: Dom agora dirige um Plymouth GTX 1971 preto – um parente próximo do Dodge Charger, pois ambos compartilham a mesma plataforma da Chrysler (e ambos ficaram bem maiores em 1971), com o qual destrói uma bela frota composta por um F-Type, um Corvette C2, um Mercedes-AMG G63 6×6, um AMG GT e um Bentley. Há também uma cena em que a trupe toda adentra em um galpão cheio de veículos exóticos e Roman Pearce faz comentários engraçadinhos. Em outro momento, vemos uma festa cheia de mulheres bonitas e uma arrancada em Cuba.

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A impressão que fica, porém, é que os carros só estão ali para justificar a inclusão de “Velozes e Furiosos 8” na franquia. O foco mesmo é a traição de Dom, que leva a família a buscar a ajuda de Luke Hobbs (Dwayne “The Rock” Johson), que está preso devido aos acontecimentos do filme anterior. E, por alguma razão, Deckard Shaw (Jason Statham) também está de volta, e os dois protagonizam uma acrobática cena de luta em seus uniformes laranja usados pelos presidiários nos EUA. Se não estivesse inserida no trailer de F8, esta bem que poderia ser uma cena de “Os Mercenários”.

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Não gostamos de tecer tantas críticas assim ao trailer, mas é inevitável. Especialmente quando a gente lembra que, em janeiro de 2015, Vin Diesel disse em uma entrevista que gostaria de trazer “Velozes e Furiosos” de volta às raízes.

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Não foi o que aconteceu, como bem podemos ver. Ao que tudo indica, o que teremos serão algumas perseguições megalomaníacas com carros bacanas, explosões e manobras que desafiam todas as leis da física, tretas entre caras fortões e alguns poucos momentos nostálgicos. E, se formos parar para pensar, até mesmo o nome do filme deixa claro que a volta às raízes foi para o beleléu: Fate of the Furious. Fast? Isso ficou para trás. 

É uma pena que a saga tenha caído nesta espiral megalomaníaca, de verdade. Com tantas explosões, lutas, trocas de tiros e missões cada vez mais elaboradas (os caras vão até a Islândia e são surpreendidos por um submarino, dá para acreditar?), tudo fica absurdamente forçado e o impacto sobre o público vai desaparecendo. Seja um filme para entusiastas ou não.

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Surpreendente mesmo seria se eles fizessem um filme com corridas de rua, carros modificados e preparação. O que provavelmente não vai acontecer – e nos deixa bem apreensivos a respeito dos próximos dois filmes.

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