Edição diária: 15/06/2019
FlatOut!
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Project Cars Project Cars #32

Fiat 147 Sevel turbinado: a evolução do Project Cars #32!

Beeem amigos do FlatOut! Falamos ao vivo do Project Cars #32, com imagens diretas… Bueno, antes de começar a sátira segunda parte da minha saga (leia o primeiro post clicando aqui), quero agradecer muito a Deus e aos amigos por me darem força para tocar esse projeto. É muito gratificante. Só quem já enfrentou um desafio diferente sabe como é importante ser apoiado até mesmo por quem nunca sequer te conheceu, dando óxido nitroso extra para que a historia do neguinho não termine cedo.

Também quero deixar meus agradecimentos ao pessoal da Funilaria Goiano, no Ipiranga: Alessandro, você me ajuda muito cara, obrigado mesmo. Não sei nem o que falar! O mesmo digo ao Alexandre, ex-dono do Unista prateado (que vocês irão conhecer a seguir), ao Lucas e ao Marcelo Lazdin. Sem os amigos não somos nada.

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Mas vamos ao que interessa! Negada, tenho novidades…

Sim, senhoras e senhores, o “pobre loco” atacou novamente! Tendo em vista que o projeto do Fiat 147 “sevel inside” (jingle da intel ♪) não será muito amigável economicamente falando – pois em histórias e causos este projeto já se pagou – o que mais eu apronto pra família?

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Sim! Um Uno 1.5 R 1989/90, financiado pelo banco Vale-Refeição – e dá-lhe marmita para comprar parcelado!

“Ué, milagre, Artur comprou um carro inteiro?”. Ah, seria bom, mas… engano seu. A cara do meu pai ao ver o interior do Uno foi de “moleque, você não toma jeito mesmo”. Pois é: agora sou um cara com Double Project Car! E assim surge o fator yabadabadoo, mais uma vez, em minha vida… veja o assoalho!

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Alexandre dando um talento no “Unista Prateado”

Sim, está meio baleado na parte de baixo. Mas o que importa é que ele será o meu salvador no dia a dia, original ao máximo para servir como transporte – bem, farei de tudo para segurar a ânsia de mexer nele…

 

Foco no projeto: one four seven – sevel inside!

Weber e Fiat são duas palavras que eu sempre quis na minha vida. Então por que não juntar as duas coisas no mesmo projeto? Se for em um 147 com motor Argentino então…

Gosto deste vídeo porque mostra um aspirado e um turbo!

Bem, depois que comprei o 147, a primeira coisa foi reforçar as longarinas para suportar o novo conjunto mecânico e seu respectivo torque.

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Esta foto é antiga – já gastei muito Ferrox para deixar este cofre limpinho. No próximo post mostrarei como ele está hoje em dia.

Vamos ao motor: um Sevel 1.6 será usado inicialmente no projeto. Como a grana é curta e infelizmente o mercado argentino estava fechado, o sonho do bom e velho pistão forjado não se concluiu dessa vez, então serão usados pistões na medida 0,040″ convencionais. Virabrequim e bielas são standard, então por que tanta sobremedida no bloco? Bem, quando desmontamos tudo com a ideia de dar apenas uma lixadinha básica, que não chegaria nem perto do brunimento, saiu uma poeira de coloração estranha. Ferrugem. Ao dar um cutucão no cilindro, a parte contaminada se mostrou de vez – dá-lhe retífica!

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O cabeçote é a parte mais legal do carro, ao menos até agora. O set atual: banco de fluxo, com dutos de admissão de 30 mm (medida repetida no coletor de admissão) e 32 mm no escape, e válvulas de inox de 39,5 mm no escape do cabeçote. Nos tuchos do comando, levantamos para 30/30, melhorando um pouco a saída.

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A alimentação e a ignição vão ficar por conta de uma Weber 40 original e mais quatro bicos auxiliares controlados por uma Pandoo e uma Sparkdoo 4, ligando bobinas individuais em cada cilindro.

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Coletor feito em um sistema monoponto do Fiat Tipo.

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Meu “Pandeiro” (Pandoo) vai dar samba, se Deus quiser…

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O câmbio que vou usar foi doado de um Palio 1.6 16v com trambulador a cabo, sem muito detalhe até então.

As únicas dores de cabeça serão mesmo os semi-eixos e os freios. De resto a gente vai acertando aos poucos e vou contando por aqui. Minha vontade é turbinar logo de cara, mas vamos esperar as condições financeiras melhorarem – uma quebra prematura seria mais que desanimadora. Primeiro vamos colocar ele pra andar, seja 1.6 T ou 1.6 mesmo, o importante é tirar uma onda!

Causo de hoje: a cola de vidro

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Certo dia, dando uma limpadinha básica no neguinho, me deparo com um pontinho de ferrugem no assoalho. Então vamos tirá-lo! Com muita paciência, fui tirando com o removedor e uma escovinha de dente. Revirando as coisas em casa, encontro junto com o removedor um tubo de cola de vidro, então o que você pensa? Ah, já vou passar pra garantir, ao menos até aplicar um bate pedra.

Legal! Armei-me com a espátula, tirei a parte sólida da cola e joguei do lado do preto joia, até aí beleza. Meu pai vem com toda a sua malemolência para me ajudar e, sem ver, pisa na pelota de cola preta. Ninguém percebe até chegar em casa. O pior é que eu fiz questão de fazer ele atravessar toda a casa só pra mostrar onde eu achei a cola, mas eu não sabia o que tinha no chinelo dele. Bem, quando vamos lavando as mãos no tanque, o que observamos? Um rastro negro pela casa! A cola toda espalhada pela sala, cozinha, quintal… até no meu quarto tinha a bendita. E pra limpar aquilo? Sofri…

Moral da história: sempre olhe onde você (e quem está contigo) pisa, a não ser que não tenha sabão em pedra e palha de aço por perto.

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That’s all, folks! Até a próxima!

Por Artur Moreira, Project Cars #32

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