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Zero a 300

Fiat Uno será vendido em versão única, Martini irá deixar Williams, um McLaren F1 GTR de rua a venda e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas (ou não) do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Fiat Uno será vendido em versão única para não atrapalhar o Mobi

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Com o lançamento do Argo a Fiat está com um “problema” semelhante ao da Volkswagen após a chegada do Polo: carros demais em segmentos muito próximos. No caso da Volkswagen, havia o Gol, o up!, o Fox e o Polo, sendo que Gol e up! acabaram sobrepondo preços e versões na entrada, e Fox e Polo acabariam sobrepostos no topo. A solução foi reduzir o Fox a duas versões e destacar o Polo. Na Fiat o problema é o posicionamento do Mobi, do Uno e do Argo.

Os três modelos acabam sobrepondo preços na transição das categorias. O Mobi chega a R$ 42.590 em sua versão de topo — somente R$ 1.400 a menos que a versão de entrada do Uno, que sai R$ 43.990. O Uno, por sua vez, atualmente tem as versões Way 1.0 de R$ 45.990 e Way 1.3 de R$ 51.390 (ou R$ 55.990 com o câmbio GSR), o que esbarra nas versões de entrada do Argo, que custam R$ 47.790 com o motor 1.0 (R$ 1.800 a mais que o Uno) e R$ 54.990 na versão 1.3 manual (R$ 3.600 a mais) e R$ 59.990 na 1.3 GSR (R$ 4.000 a mais).

Por esse motivo, a Fiat optou por deixar de oferecer as versões Way e Sporting do Uno, reduzindo a oferta somente à versão Drive 1.0, de R$ 43.990. Conforme um comunicado enviado pela fabricante aos concessionários, a Fiat continuará a oferecer o Uno Way e o Uno Sporting somente enquanto durarem os estoques atuais. Foi o que aconteceu com o Palio e o Punto, que já haviam saído de linha em 2017, mas continuaram oferecidos no site e nas concessionárias para esvaziar os estoques.

Apesar de o Uno Drive 1.0 ficar próximo do Mobi de topo, a canibalização não preocupa a Fiat porque o grosso do Mobi está nas versões intermediárias. Já o Argo acabou roubando vendas do Uno desde seu lançamento, uma vez que oferece mais espaço e visual mais atualizado por uma diferença pequena de preço, como vimos mais acima.

 

Alguém está vendendo um McLaren F1 GTR de rua

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Encontrar um McLaren F1 a venda não é uma tarefa das mais fáceis. Você precisa esperar que algum dos 106 proprietários do supercarro decida que não está mais a fim de ter um McLaren F1, e depois precisa enfrentar outros milionários dispostos a comprar o carro em uma batalha de lances mais caros que a sua rua inteira. E a conta fica ainda mais alta quando o F1 é um dos 28 GTR. E mais alta ainda se for um dos 10 GTR Longtail. Imagine para onde vai o lance quando o GTR Longtail é uma conversão “road legal” feita pela Lanzante?

 

É exatamente um deste que está a venda na loja do famoso colecionador/vendedor britânico Tom Hartley Jnr. E o preço, bem, só podemos imaginar mesmo, porque o anúncio não indica nenhum valor pedido pelo carro. Mas considerando as credenciais do carro — que também incluem a primeira vitória de um GTR Longtail nas pistas e uma participação nas 24 Horas de Le Mans de 1997 —, pode apostar que ele não sairá por menos de US$ 20 milhões, o que fará dele o novo recordista de preço entre os McLaren F1. Atualmente, o “Big Mac” mais caro de todos foi arrematado por US$ 15,6 milhões.

 

Nova geração do Audi A6 “”””vazou”””” antes da hora

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Vejam só, mais um lançamento que “vazou” antes da hora: a nova geração do Audi A6, que deveria ser revelada somente na próxima semana, teve suas primeiras fotos divulgadas extra-oficialmente nesta terça (27).

Como todos esperávamos, esta nova geração do A6 segue a identidade visual dos mais recentes lançamentos da marca, como o A7 o A8 e o A4. A grade dianteira ficou mais achatada e tem as arestas mais destacadas. Na traseira, as lanternas são unidas por uma barra cromada, enquanto as saídas de escape em forma de trapézio são incorporadas ao difusor.

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Os motores também serão os mesmos dos outros modelos, com um 2.0 turbo nas versões de entrada e um V6 turbo nas versões de topo. Além disso, ele usará um sistema elétrico de 48 volts nos modelos a gasolina, que fornecerá eletricidade para auxiliar nas arrancadas e no sistema de suspensão ativa do carro, além de operar como gerador e motor de partida.

A eletricidade também irá alimentar os sistemas semi-autônomos do carro, que deverão ser as principais novidades desta geração. Como eles serão é algo que veremos na semana que vem no Salão de Genebra.

 

Nova série brasileira irá contar a história das fabricantes italianas

Na quinta-feira passada (22), estreou a mais nova série brasileira sobre carros, a Automotive Histories, que contará a história, fatos exclusivos e curiosidades sobre as principais fabricantes do planeta. A produção é 100% nacional e os episódios serão produzidos dentro das sedes das fábricas com representantes de cada uma delas para trazer uma abordagem mais detalhada e completa das histórias.

O episódio de estreia conta a história da Lamborghini com a ajuda de Tonino, filho do fundador Ferruccio Lamborghini, que traz detalhes que ele próprio presenciou sobre a fundação e evolução da marca, além de apresentar os carros mais icônicos do Museu Ferruccio Lamborghini.

Nesta primeira temporada, além da Lamborghini, Automotive Histories também irá conhecer a história da Ferrari, Maserati, Pagani, Fiat e Alfa Romeo. Nas temporadas seguintes o programa irá para o Reino Unido, para a Alemanha e para o Japão.

O primeiro episódio, “Automotive Histories – a história da Lamborghini”, já está disponível nas principais plataformas de vídeos on demand no Brasil, como NET Now, Vivo Play, Google Play, Looke e Microsoft, além de Amazon Prime (Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Austrália e Japão), Cinépolis (México) e DLA (América Latina), nos idiomas Português, Inglês, Espanhol e Italiano.

 

Martini Racing irá deixar a Williams no final desta temporada

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Esta sim é uma notícia que pegou todos de surpresa: a Martini irá deixar a Williams no final da temporada de 2018. A notícia foi anunciada pela Bacardi, atual proprietária da Martini, e pela Williams.

Segundo Claire Williams, diretora da equipe britânica, a marca irá se afastar da F1 no final do ano quando o contrato com a Williams expirar. Segundo Claire, a Martini tem “muitas marcas para apoiar e suas prioridades estratégicas evoluíram nestes últimos quatro anos”.

Especula-se que além das novas prioridades da Martini, a decisão de não renovar o contrato após 2018 pode ter a ver com o fato de a Williams ter contratado dois pilotos com menos de 25 anos — Lance Stroll, de 19 anos e Sergey Sirotkin, de 23.

Embora não tenha comentado a situação financeira da equipe, Claire Williams disse que a Williams trouxe novos patrocinadores que complementam o orçamento da equipe — entre eles a SMP Racing, que bancou Sirotkin nesta temporada.

A Martini foi uma das primeiras patrocinadoras do automobilismo, começando a estampar sua marca nos Porsche de endurance em 1966, passando a patrocinar a Porsche nas 24 Horas de Le Mans e no WSC, depois a Brabham e a Lotus na F1 dos anos 1970, a Lancia no WRC e no WSC nos anos 1980, a Ford e a Alfa Romeo no WRC e DTM nos anos 1990, e  finalmente a Williams nos anos 2010.

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