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Project Cars Project Cars #41

Fiesta Zetec-S: o novo motor e o começo da preparação do Project Cars #41

Fala, galera! Tudo certo? Depois de alguns transtornos, um natal, um ano novo e um carnaval estou de volta para contar mais um episódio da saga do meu Fiesta Zetec-S.

Como havia comentado no último post, decidi substituir meu motor por outro igual, só que zero-quilômetro pois o original estava consumindo óleo e “fumando”. Vocês talvez lembrem (leia o post aqui) que eu pretendia turbinar o motor e desisti porque não encontrei nenhuma empresa disposta a fabricar um coletor para a turbina que eu havia escolhido.

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A caminho de São Paulo para a troca do motor

Depois, encontrei um kit com comando de válvulas, coletor de escape 4×1 e módulo piggyback da SWR, uma preparadora de modelos Ford da África do Sul, onde o motor Zetec Rocam também é bastante popular. O problema é que eu não conseguia comprar devido a alguma falha na confirmação de compra por parte do sistema bancário da África do Sul. Desisti e acabei procurando uma forma de fazer um kit semelhantes usando diferentes fornecedores brasileiros. O comando viria de uma empresa, o coletor de outra, a reprogramação da ECU de outra.

É claro que eu voltei a ter dores de cabeça. Não bastou desistir do turbo por não encontrar fornecedor: tive problemas também com a empresa que faria o comando. Foi o seguinte: no ato da compra, me passaram um prazo de 30 dias. Como estou em Santa Catarina e o carro e todos os fornecedores em São Paulo, esquematizei tudo para resolver a montagem com uma viagem só. Considerei mais 30 dias além do prazo, agendei a instalação do coletor e a reprogramação da ECU. Comprei a passagem, reservei o hotel e esperei o dia chegar. E o carro assim:

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O problema é que a uns dez dias da viagem, o comando ainda não estava pronto e precisaria de mais três semanas. Resultado: cancelei hotel, cancelei coletor e cancelei reprogramação. Só não consegui cancelar as passagens, pois as adquiri pelo programa de pontuação do cartão de crédito.

Pensando no que fazer, decidi acessar o site da SWR e tentar a compra pela última vez. Já desacreditado, mas persistente, simplesmente cliquei em comprar, preenchi os dados e adivinhem só…? Compra aprovada! No dia 18 de dezembro o Steve postou a caixa lá na África do Sul e no dia 11 de janeiro eu já estava com o comando na mão. É incrível como é mais rápido comprar um comando de outro continente (e estou falando de um país emergente como o nosso) do que comprar aqui no Brasil. Isso diz muito sobre a nossa burocracia, custos etc.

Se você está se perguntando por que não comprei o restante do kit da SWR, explico: a primeira cotação foi feita com o dólar a R$ 2,9. Em dezembro ele já estava quase R$ 1 mais caro. Depois, descobri que a ECU sul-africana é diferente da nossa, então o piggyback não funcionaria no meu carro. Por último, eu já havia encomendado o coletor e a reprogramação no Brasil, e o custo acabou ligeiramente mais barato depois da disparada do dólar.

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Com o comando em mãos, o enviei para a Bogoss Racing Performance, onde o motor novo estava sendo montado. Colocamos o comando, a ECU original se adequou a ele automaticamente e finalmente pude levá-lo para casa. Como isso foi feito no feriado de carnaval, não consegui instalar o coletor, nem fazer a reprogramação da ECU, mas ao menos estou com a mecânica completamente zerada: motor, comando, arrefecimento, discos e pastilhas de freio, embreagem e suspensão.

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Enquanto não faço o escape e a ECU, já providenciei uma caixa de direção da Courier Si, que era equipada com direção hidráulica. Essa caixa, por ser assistida, tem a relação de desmultiplicação mais curta que a original do meu carro, que não tem assistência hidráulica. Em resumo, vou ter uma direção um pouco mais pesada, porém muito mais direta.

A primeira partida, com direito a correia cantora

Por enquanto essas são as novidades. Com o novo comando, o motor agora tem um pouco mais de torque e potência — qualquer número seria um mero chute, então vou esperar concluir a preparação para falar nisso — com picos em rotações mais elevadas. Creio que com essas modificações o carro chegará aos 115 cv — sim, é a potência do modelo Flex, mas com um acerto muito mais preciso e respostas muito melhores. O modelo original britânico, inspirador do meu carro, tem apenas 102 cv, então creio que conseguirei fazer um carro bem acertado, leve, com boa relação peso/potência e que será divertido para o meu objetivo, que é apenas pegar a estrada e dirigir à toa por aí curtindo o carro.

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Além da conclusão da mecânica, também pretendo fazer uma única modificação no interior: os bancos dianteiros. Ainda não sei o que usar: bancos Recaro do Escort XR3 com padrão de cores do Fiesta ou um par de bancos Sparco R100, para dar um ar dos RS europeus. Ainda não sei, depende do humor (mentira, depende do preço).

Até a próxima!

Por Tomás Andrade, Project Cars #41

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