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Fim do estigma: a nova geração do Veloster tem motores turbo de até 275 cv, câmbio manual e pneus exclusivos

Já faz alguns anos que a Hyundai deixou de vender o Veloster por aqui, mas a reputação do carro continua manchada até hoje graças à potência real ser menor que a divulgada pela representação oficial da marca coreana. Mas agora isso deve acabar de uma vez por todas: o Hyundai Veloster acaba de ganhar uma segunda geração que parte dos 149 cv e chega aos 275 cv na versão mais radical.

O novo Veloster foi apresentado hoje em Detroit, e manteve a mesma configuração do seu antecessor: perfil de cupê, traseira tipo “kamm” e uma terceira porta no lado direito do carro. O visual ficou mais limpo na dianteira, mas ainda um pouco carregado na traseira. O capô é mais liso, com uns poucos vincos, enquanto a face é dominada pela grade dianteira e pelas falsas tomadas de ar nas extremidades do para-choque, onde ficam as DRL. Sem forçar a barra, achei ele tem um visual mais contido e funcional que o do Civic Type-R, o que provavelmente é influência de todos aqueles alemães por trás dos novos Hyundai-Kia.

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Isso é especialmente verdadeiro no Veloster N, que concorre indiretamente com o hot hatch da Honda e com o Focus ST. Apesar de ele ter um visual ainda mais hardcore, não há tantos excessos como no Type R. Mesmo suas saídas de ar falsas no para-choque traseiro são menores e mais harmônicas que a do esportivo japonês.

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O modelo de entrada usa um modesto 2.0 aspirado de ciclo Atkinson (leia mais aqui), mas sua potência é superior à da versão intermediária da geração anterior: são 149 cv ante 140 cv do 1.6 Gamma GDi, e 128 cv do 1.6 Gamma com injeção no coletor. O modelo intermediário é o antigo topo de linha, o Veloster Turbo, que também terá uma versão R Spec. O motor é o mesmo 1.6 GDI turbo da geração anterior, com os mesmos 204 cv e 26,9 kgfm, porém agora há a opção de overboost, que eleva o torque temporariamente para 27,8 kgfm. Parece um bom concorrente ao Civic Si, especialmente porque ele agora tem barras estabilizadoras mais espessas (24 mm na dianteira e 19 mm na traseira) e “vetorização” de torque baseada na aplicação dos freios, uma cortesia do programa de estabilidade.

Estas duas versões, 2.0 e 1.6 Turbo, receberam também uma nova caixa de direção com relações mais diretas. O modelo 2.0 pode ser equipado com um câmbio manual ou automático de seis marchas, enquanto o Turbo oferece o manual de seis marchas ou um automatizado de dupla embreagem e sete marchas.

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No topo da gama está o Veloster N. Desenvolvido separadamente dos irmãos, o modelo é o segundo esportivo da divisão N da Hyundai, comandada pelo alemão Albert Biermann, que fez carreira e fama na BMW M. O modelo usa o mesmo 2.0 turbo de injeção direta do i30 N, porém não será oferecido na versão mais comportada, de 250 cv, mas somente com o motor de 275 cv.

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Para provar que está disposta a transformar o Veloster em um hot hatch dos bons, a Hyundai N irá oferecê-lo apenas com câmbio manual (+10 pontos na escala Flatouter) com sincronizador de rotações do câmbio e do motor em reduções de marcha (também chamado de “punta-tacco eletrônico”, oferecido em diversos esportivos como o Camaro ZL1, Corvette ZR06 e Nissan 370Z), amortecedores adaptativos com “controle de transferência de carga” para minimizar a rolagem da carroceria, diferencial eletrônico de deslizamento limitado (+10 pontos) e pneus Michelin Pilot Super Sport nas rodas de 18 polegadas.

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Agora… se você quisesse, digamos, tentar o recorde de tração dianteira em Nürburgring — não que eu esteja insinuando que a Hyundai vai tentar fazer isso… —, a escolha é o pacote opcional que inclui rodas de 19 polegadas com pneus Pirelli PZero Trofeo R feitos especialmente para a Hyundai N e freios de 345 mm na dianteira e 315 mm na traseira.

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Como dissemos anteriormente, a investida da Hyundai N é “serious business”; os caras estão mergulhando de cabeça em um mercado competitivo e dominado por marcas consagradas. Não se surpreenda se eles tentarem mesmo — e conseguirem não com este, mas com um próximo modelo — um recorde em Nürburgring. Afinal, foi lá que este Veloster nasceu e se desenvolveu. Os ingredientes básicos eles já têm, resta agora ir aprimorando a receita.

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