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Forza Horizon 3 é “o game de corrida do ano” – confira o que andam falando do novo título da franquia!

Forza Horizon nasceu como um spin-off de Forza Motorsport, e desde o início mostrou que seria um game radicalmente diferente. Apesar de ter a mesma qualidade sonora e visual, Forza Horizon não tem nada de simulador (claro, Forza Motorsport também não é um simulador propriamente dito, mas você entendeu). A dinâmica dos carros não reflete a realidade, você atinge velocidades absurdas e pode capotar à vontade: seu possante vai ficar todo amassado, mas vai continuar funcionando perfeitamente. Ajustes dinâmicos têm pouca ou nenhuma utilidade aqui, até porque vencer corridas é importante, mas não essencial. O que conta é a experiência.

Em Forza Horizon 3, você participa de uma nova edição do Festival Horizon, uma espécie de Lollapalooza com carros, cheios de atrações como corridas, exposições de tuning, festas e muita música. No primeiro game, o palco era o estado do Colorado. No segundo game, as bucólicas paisagens do sul da Europa. FH3, por sua vez, te leva até a costa leste australiana, banhada pelo Oceano Pacífico. Ah, uma coisa: você não é apenas um participante do festival. Você é o chefe da coisa toda.

E que diferença isto faz? Não muita, na verdade. A essência do game é a mesma. No entanto, diversos detalhes tornam a experiência muito mais intensa e divertida.

Nós ainda não jogamos Forza Horizon 3, que será lançado no dia 27 de setembro, mas muita gente já o fez. E nós separamos algumas impressões para sacar as novidades!

 

Um mundo aberto maior e mais bonito do que nunca

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Um dos aspectos mais elogiados de Forza Horizon foi a qualidade gráfica do cenário. A imprensa especializada foi unânime: o game é o mais bonito da franquia, e um dos mais bonitos da atualidade. O céu é hiper-realista; a física da água, seja no mar, na chuva, em córregos ou poças d’água, é de cair o queixo; e a fidelidade com que a atmosfera australiana é representada em suas cidades, florestas e, claro, no famoso deserto do Outback, é praticamente a prova de críticas.

É claro que há algumas liberdades tomadas com locações reais – especialmente no que diz respeito à distância entre elas. “No caso de Forza Horizon 3, isto significa que você é capaz de ir do Surfers Paradise a Byron Bay em 90 segundos, percurso que normalmente levaria pouco mais de uma hora”. Você não precisa saber onde ficam estes lugares para entender o que Miguel Concepcion, do Gamespot, quis dizer com isto. Por outro lado, ele também diz que o mundo do game “é uma versão reduzida da Austrália, e não uma caricatura dela. Você não corre o risco de atropelar cangurus pelo caminho, e as pessoas não vomitam gírias a cada linha dos diálogos”.

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A diversidade realmente impressiona. De pequenas cidades cheias de pessoas, carros e construções a estradas no meio do deserto e florestas perfeitas para ralis e trilhas, não falta nada. Assim como não faltam oportunidades para aproveitar o modo fotográfico. Aliás, não apenas isto: se você quiser, pode controlar um drone virtual e filmar as paisagens (e corridas) de cima.

 

Você é quem manda

“E por que eu iria querer filmar outras pessoas correndo?” Simples: para que o Festival Horizon seja um sucesso. As transmissões ao vivo das corridas ajudam seu festival (e você) a conquistar fãs. Quanto mais fãs, mais popular é seu festival e, quanto mais popular seu festival, mais fãs.

Você é o encarregado de definir novos eventos (além dos pré-programados), escolhendo carros, categorias, locações e até a música que toca no rádio e no sistema de som ao ar livre. E, se você não gostar do repertório do game, pode carregar suas próprias músicas, que são devidamente tratadas e equalizadas para dar a impressão de estarem tocando ali, no festival, ao vivo.

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Dito isto, você não vai ficar preso em um menu, definindo parâmetros para o festival. Você só precisa dirigir e atrair mais fãs. Você pode fazê-lo vencendo corridas, mas esta não é a única forma. Aliás, se você tiver paciência, pode até progredir no jogo sem vencer um campeonato sequer. Bater nos outros carros, destruir o cenário, apostar rachas nas ruas, tirar uma boa foto ou tirar uma bela fina de outro carro… tudo isto acumula pontos de experiência.  É fácil ganhar dinheiro e carros, porque o barato mesmo é se divertir.

Claro, é possível vencer corridas usando suas próprias regras. Como o The Verge bem observa, as setas coloridas no asfalto são meras sugestões. “Você pode até seguir o caminho pré-estabelecido, mas a rota mais rápida entre dois pontos é uma linha reta, que vai te tirar da estrada e te fazer atravessar vinícolas verdejantes, subir montanhas e entrar e sair das florestas”. Se quiser seguir uma rota alternativa, vá em frente. Na real, este era o sonho de qualquer um que jogasse games de corrida na década de 1990, não era?

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E, claro, há os desafios já clássicos: você ainda pode (e deve) encontrar celeiros com raridades (com a ajuda de Anna, sua assistente virtual que atua como um GPS), derrubar sinais de trânsito e ser pego por radares acima da velocidade permitida. Se você for famoso o suficiente, só este tipo de coisa já lhe garante um novo nível, um novo carro, muita grana e a expansão do seu festival. Simples assim.

 

Muitos carros como sempre, customizados como nunca

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Com uma variedade tão grande de cenários e pisos, naturalmente os carros teriam que acompanhá-los. Uma demonstração da diversidade de Forza Horizon 3 aparece logo nos primeiros minutos, que te colocam quase simultaneamente ao volante do Lamborghini Centenario e de uma picape Trophy Truck. Uma vez que você passa pela sequência da introdução, escolhe um rosto para seu personagem (as opções são bem difersificadas), seu nome e seu apelido – há dezenas deles para escolher, e todos são pronunciados pelos outros personagens do game com muita naturalidade. E sim, há dublagem em português. Há dois ou três NPCs que te ajudam a ir de uma missão a outra, mas eles só servem mesmo para isto. Não há uma história para seguir, e eles só estão lá para interagir de leve. O foco, no fim das contas, são os carros.

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São quase 400 deles, todos com interior detalhadamente modelado e visão da cabine, com roncos mais fieis e mais altos do que nunca, e todos podem ser customizados com ainda mais liberdade do que em Forza Horizon 2. A preparação mecânica é mais simples, mas as modificações estéticas são inúmeras: há kits disponíveis no mundo real, como os da Liberty Walk e incontáveis de opções de rodas, pinturas e até adesivos. Dependendo do seu perfil, você poderá até curtir passar mais tempo brincando com as formas do seu carro do que o pilotando.

O veredicto de todas (sim, todas) as análises que lemos é simples de entender: Forza Horizon 3 não é apenas o melhor game da franquia até agora, mas também um dos melhores e mais divertidos games de corridas de todos os tempos.

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