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Project Cars Project Cars #51

Honda Civic Supercharger: a montagem do motor do Project Cars #51

Fala, galera! Como prometi a vocês, nesta postagem do Flat Out eu mostraria como ficou a pintura do coupe, porém resolvi que isso ficaria melhor para uma próxima postagem, onde pudesse mostrar o carro totalmente montado e presentear vocês com algumas fotos mais bacanas, então aguentem firme pois essa parte virá numa próxima postagem. Vou apenas dar um spoiler:

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Continuarei fazendo as postagens de acordo com o cronograma que estou seguindo aqui, pois ele muda conforme minha necessidade.

Após o carro voltar de pintura, comecei a montar tudo que era possível. Algumas peças do interior, caixa de direção, chicotes da parte elétrica, e outros detalhes da carroceria… Essa parte irei detalhar mais em outra postagem. Dedicarei mais o assunto desta e das próximas montagens ao motor.

O D16Z6 original do carro foi substituído por um swap completo da mesma versão com o intuíto de ser montado a partir do zero, usando medidas standard. Como o motor chegou logo após o Natal, aproveitei as férias para começar a abri-lo e verificar a situação. A ideia inicial era comprar o motor standard e já colocá-lo no cofre, porém após abri-lo a minha ideia mudou totalmente.

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Antes de continuarmos gostaria de agradecer imensamente meu amigo Luan Fernando Nunes, que me ajudou arduamente na desmontagem desse motor e que sempre acompanha o projeto, além do André Renato Cé e Fernando Barni que sempre tem me quebrado um galho enorme nessas idas e vindas. Existem muitos outros que merecem agradecimento – dedicarei uma publicação especial a todos ao final do projeto.

Voltando ao assunto… o fator importante aqui também foi a negociação feita de maneira clara com o vendedor. Não sabíamos com toda certeza se o motor estava standard e combinamos que eu verificaria isso abrindo o motor por conta própria. Para a minha surpresa infelizmente haviam muitas limalhas de ferro das bronzinas no fundo do cárter. O motor estava praticamente sem óleo.

Captura de Tela 2016-02-08 às 11.52.45

 

A especulação é de que o motor nunca havia sido feito na parte de baixo, e acreditei nisso, pois o seguinte fator se aplica para explicar tudo isso: o carro no qual saiu esse motor sofreu um acidente e tombou, sendo que a tampa do cabeçote rachou, fazendo todo óleo do motor vazar. A probabilidade é de que o motor continuou funcionando mesmo com o carro virado, não tendo como a bomba puxar o óleo, faltando lubrificação no motor.

O procedimento após abrir o motor foi levar o virabrequim em uma retífica para tirar as medidas, calculadas em 0.50. Não serviria para o meu projeto, pois ficaria muito fraco. Eu poderia desistir a partir dai, porém o restante do motor estava bom: pistões, bielas, cabeçote, bloco e periféricos estavam em perfeito estado, apenas carbonizados.

Não desisti tão cedo. Por sorte, a retífica tinha um virabrequim com medidas standard e consegui arrematar o mesmo por um valor muito baixo, à base de troca em conjunto com uma negociação com o vendedor do motor. Aí todos (eu, meu mecânico, o vendedor e a retífica) entramos em um consenso: melhor ter um motor que você sabe como está do que comprar fechado e ter futuras surpresas. Como o projeto tem a intenção de receber o supercharger, nada melhor do que aproveitar o motor aberto para fazer tudo de uma vez, detalhe por detalhe, não é mesmo?

O cabeçote foi uma surpresa a parte, não estava com a junta queimada e logo após ser retirado foi encaminhado a retífica para um diagnóstico mais preciso: standard. Algumas válvulas serão substituídas, assim como retentores e juntas, todos originais. Não haverá alterações significativas, acredito que como estipulei algo entre 180 e 250 cv para o projeto, não precisarei alterar comando (sistema variável – VTEC), retrabalhar dutos e/ou colocar molas especiais e afins.

Em seguida será feito o bloco, onde entram bielas, pistões para turbo e bronzinas novas, além de todas as juntas e retentores originais. A ideia agora, se o orçamento permitir, é aproveitar para forjar o motor. A montagem será acompanhada pessoalmente (bloco e cabeçote) e o restante farei por conta própria e com a ajuda necessária.

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Depois de tudo montando e devidamente no lugar, o motor utilizará lubrificantes especiais escolhidos a dedo, o Militec não poderá faltar, além de detalhes como bujão do cárter imantado. Na parte de arrefecimento será utilizado radiador de alumínio, mangueiras de silicone, líquido de arrefecimento original Honda e provavelmente bomba d’água nova. Entrarei em mais detalhes nesta parte em breve.

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O motor rodará por um tempo sem upgrades significativos, pois pretendo estudar bem as peças que utilizarei no sistema de injeção, ignição e sobrealimentação (supercharger). A princípio a parte de ignição receberá cabos de vela originais Honda, velas de Iridium e módulo programável AEM – que rodará com o mapa original do sistema provisoriamente.

Por Willian Klaumann, Project Cars #51

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