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Project Cars Project Cars #363

Honda Civic VTi: a história do Project Cars #363

Fala, galera do Flatout! Tudo tranquilo? Sou o Flávio Diniz, também conhecido como Zaca, e eis-me aqui mais uma vez quebrando a cabeça com os meus bons e amados Hondinhas. A primeira vez que apareci por aqui foi com o PC #25 da foto aí de baixo, que não concluí aqui no Flatout simplesmente porque acabei vendendo o carro pra começar outro projeto.

Eu nunca concluo um projeto na correria ou pra vender o carro. Isso não é minha atividade comercial, é apenas um hobby. Então sempre faço tudo com o maior zelo, com o maior carinho, com as melhores peças e serviços, como se fosse ficar eternamente com o carro. Só que basta ficar pronto que lá vem a tara de sair correndo e começar um projeto novo. Mas não se preocupem, já estou tratando esta loucura com um psicólogo. E na verdade, este é o motivo pelo qual eu decidi participar novamente do Project Cars agora, já que entram apenas carros concluídos.

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Bem, depois que acabei o Civic VTi 1997 (EK4), pela influência do meu camarada Rodrigo Veloso eu achei que era chegada a hora de partir para novas aventuras. Como ele tinha saído da Honda para a BMW (ele também foi selecionado nessa nova leva do PC, em breve com o PC “BMW M3 US Spec E36” por aqui) e estava bastante contente com o carro, achei que era chegada a hora de partir para algo novo e diferente. Além disso, sempre me disseram que o caminho natural de todo hondeiro era uma BMW. Foi assim que resolvi correr atrás de uma bimmer pra chamar de minha.

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Como graças a Deus nunca tenho muita dificuldade pra vender um carro, assim que o EK se foi eu parti pra uma E46 323Ci AT 2000 que estava anunciada no interior de SP. Mas sabe como é: Eu já disse que ainda não estou curado da doença de projeto atrás de projeto, e lá fui eu para a pauleira. Além das manutenções devidas e peças para melhorar a performance (escapamento em inox, rodas originais forjadas e staggered e por aí), resolvi encarar junto com meus brothers Rafhael e Thiago Carneiro o swap de câmbio para MT. O câmbio e todo o resto saíram de uma E46 idêntica. O resultado? Perfeição. Ficou como de fábrica, mecânica e eletronicamente, absolutamente sem nenhum senão. Tem um retorno aqui perto de casa que sofreu comigo e com as saidinhas de traseira. Hoje eu entendo a galera do Drift que ama andar de lado.

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Mas “sacumé”… A coceira de projeto finalizado somado ao custo de manter uma BMW (não tentem se enganar: o preço pra comprar é de carro popular, mas a manutenção continua sendo de um carro que custava 200 mil reais no começo dos anos 2000) me direcionaram para mais uma “encrenca”.

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Isso mesmo, Honda CRX VTi 1993. A bimmer realmente é um carro de outro nível, simplesmente incomparável tecnicamente a qualquer um dos carros que eu já tive até hoje. Mas os hondinhas são minha paixão. Sabe aquele sentimento que você não explica? Não sei se é o VTEC, se são os RPM estratosféricos, se é o cheiro de óleo toda vez que sai com o carro ou se é a fumaceira que sai do escapamento quando abre o VTEC. Só sei que a saudade bateu e acabei fazendo uma troca bem boa financeiramente da bimmer pelo CRX.

Obviamente, em poucos dias ele já estava com rodas de VTi EG, tapinha na suspensão, revisões múltiplas e por aí vai. E cara, que carrinho maneiro. Sim, eu ainda acho o visual um pouquinho feminino, mas ele continua sendo um pocket rocket (mesmo B16A2 dos VTis, com 160CV, VTEC “de verdade” e 8200RPM), mas praticamente conversível (eu sei, targa nunca vai ser conversível, mas é quase igual) e com o teto eletrônico (chamado Transtop) que é uma maravilha de ver funcionando, principalmente se considerarmos que estamos falando de um projeto do começo dos anos 1990.

 

Mas aí (sempre tem um mas) depois de curtir um pouquinho o CRX, eu me lembrei de como sempre fui apaixonado pelo interior dos Honda Preludes BB2 (1992 a 1995 aqui no Brasil). Pesquisando na internet, vi vários vídeos do lançamento do carro e comerciais japoneses com ninguém menos que o ídolo Ayrton Senna no comando. Aí veio aquela pequena voz: Tem dois carros de rua da Honda que o Senna dirigiu. Prelude e NSX. Ou seja, apenas um factível para um reles plebeu como eu. Então toca fazer rolo do CRX num Lude! E o que eu tenho de andar devagar nas ruas, eu tenho de ser rápido pra trocar carro. Mais uma semaninha e outra troca com troco, e lá estava o Preludão Si 1995 na garagem.

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Mais uma vez, toca conseguir rodas na infeliz furação dele (4×113,4), toca comprar Tein H Tech pra deixá-lo na altura decente, toca agilizar manutenção e toca fazer um detailing altíssimo nível com meu brother Bruno Campos, indiscutivelmente o melhor detailer (e tão doido com projetos quanto eu) dessas bandas do país. Voilá! Um Prelude que não conseguia passar discreto em lugar nenhum. Fui chamado para rachinhas com esse carro mais do que com qualquer outro. Óbvio, eu nunca fui de fazer graça na rua, então permanecia quietinho na minha. Mas é engraçado como um design matador atiça os outros motoristas metidos a piloto.

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Vida que segue, estava tranquilão com Lude, mas eis que uma mudança de emprego aqui me obrigou a fazer uns ajustes nas contas, e o Prelude tinha que dançar. E é aí que entra o meu brother Leandro Portela, vulgo Macho (um nordestino arretado da gota serena), e o Project Cars “Honda Civic VTi 1993 – A Restauração” na história. O carrinho, apesar da estrutura simplesmente impecável e da quilometragem baixíssima, estava parado há mais de 7 anos, largado, sem dono, sem motor, e a ponto de virar doador de peças. Mas o resto dessa história fica para o próximo post…

Por Flavio “Zaca” Diniz, Project Cars #363

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