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Honda Fit: preços, versões e detalhes da nova geração

Depois de uma década no Brasil, o Honda Fit chegou à sua terceira geração por aqui, e já está sendo oferecido nas concessionárias. O carro fabricado em Sumaré/SP mudou bastante, mas a essência permanece a mesma: um hatchback com jeito de monovolume prático, bem equipado e, agora, com visual mais agressivo. Vamos, agora, conhecer em detalhes o novo Fit.

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De cara, o carro dá a impressão de ter crescido. E cresceu mesmo: agora, são 3,99 metros de comprimento e entre-eixos de 2,53 metros, um aumento de 10 cm e 3 cm, respectivamente. O design também ficou mais maduro e esportivo — os faróis triangulares deram lugar a peças alongadas, a grade ficou maior e protuberante, e a traseira ganhou lanternas em formato de bumerangue que invadem a área do para-brisa. A impressão geral é de um carro mais baixo e largo, embora a altura tenha ficado 1 cm maior e a largura tenha permanecido inalterada.

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As mudanças se estendem ao interior, que também ficou mais moderno — e de visual menos poluído. Agora, predominam tons escuros e linhas retas, com os comandos do console central em uma posição mais tradicional e voltados para o motorista. Seu maior atrativo, o espaço interno, ganhou com a nova plataforma. O braço da suspensão traseira é menor, o que permitiu que a distância entre os passageiros aumentasse em 8 cm, e o espaço para as pernas ficasse 12,2 cm maior. E, sim, os bancos continuam reconfiguráveis, e ainda dá para fazer uma cama de casal reclinando os bancos dianteiros — algo que a Honda chama de “modo Refresh”.

 

Mudou também o que há debaixo do capô. O motor 1.4 foi aposentado, e agora todas as versões usam o mesmo motor 1.5 16v. A potência continua a mesma — 116 cv a 6.000 rpm, mas o torque aumentou de 14,8 para 15,3 mkgf (etanol). O motor é praticamente idêntico ao antigo, com o mesmo sistema de comando variável i-VTEC, que ajusta continuamente o tempo de abertura das válvulas de acordo com a rotação do motor.

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A Honda não divulgou os dados de desempenho, preferindo nos dar os números de consumo: com etanol, o modelo com câmbio manual faz 8,3 km/l na cidade e 9,5 km/l na estrada. Com câmbio CVT, são 8,3 km/l e 9,9 km/l, respectivamente. Com gasolina, o Fit manual faz 11,6 km/l na cidade e 13,6 km/l em percurso rodoviário, enquanto o CVT consegue rodar 12,3 km/l e 14,1 km/l, respectivamente. O Fit continua sendo um carro econômico, um de seus maiores trunfos — na verdade, a Honda diz que o consumo melhorou 17% nas versões com CVT e 8% nas versões de câmbio manual. Outra boa novidade é o sistema FlexOne, que dispensa o tanque de partida a frio.

Mas, se todas as versões têm o mesmo motor, o que diferencia uma da outra e define os preços? A resposta: acabamento, equipamentos e o câmbio.

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O Fit 2015 tem quatro versões: DX, LX, EX e EXL, em ordem crescente de preço e acabamento. Todas oferecem câmbio CVT — opcional nas duas primeiras, e o único disponível no EX e EXL.

O Fit DX custa R$ 49.990 com câmbio manual, R$ 54.900 com CVT e traz, de série, ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricos, airbag duplo e freios ABS. O interior é o mais simples, com iluminação laranja nos instrumentos e plástico fosco no console central. Por fora, rodas de aço de 15” com calotas e grade e retrovisores  na cor preta. O LX, que custa R$ 54.200 com câmbio manual e R$ 58.800 com CVT, acrescenta rodas de liga leve, retrovisores na cor da carroceria, rádio double din com USB e Bluetooth, regulagem de altura para o banco do motorista e interior modular — ausente no DX.

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As coisas começam a ficar mais interessantes a partir da versão EX. Apenas com câmbio CVT, custa R$ 62.900 e traz sistema de som com tela sensível ao toque de cinco polegadas, câmera de ré, faróis de neblina, grade em preto brilhante e rodas de 16 polegadas. Por fim, a versão topo de linha EXL, que custa R$ 65.900, ganha bancos de couro, airbags laterais na frente, controlador de velocidade, para-brisa com faixa degradê e retrovisores com repetidores das setas. O painel com acabamento preto brilhante traz um quadro de instrumentos diferente dos demais, com iluminação azul, computador de bordo e indicador de consumo.

Sem dúvida, o Fit evoluiu bastante, mas nem tudo andou para a frente, além do “downgrade” dos freios traseiros (que agora usam tambores, em vez de discos, em todas as versões) sentimos falta de controles de estabilidade e tração, por exemplo, que  cairiam bem ao menos na versão EXL, e o excelente sistema de bancos modulares, que poderia equipar a versão de entrada DX.

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Mas, considerando o histórico do carro no mercado brasileiro, o novo Fit manteve as características que conquistaram o público em seus mais de dez anos de carreira, e desta vez,  seu novo visual mais agressivo deve ajudar a atrair novos consumidores.

[ Fotos: Honda/Divulgação ] 

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