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Achados meio perdidos

Isuzu Impulse: este divertido cupê japonês com alma britânica está à venda no Brasil

Nem todo mundo sabe, mas a General Motors já teve uma aliança com a fabricante japonesa Isuzu — foi assim que, na década de 1970, o Chevette foi parar no Japão, onde era vendido como Isuzu Gemini (que pode ser sua inspiração para um Chevette com estilo JDM). Avançando alguns anos no tempo, temos isto: o Isuzu Impulse, cupê baseado no Gemini de segunda geração que, embora não fosse um Chevette disfarçado, ainda usava vários componentes da GM.

E qual é o tamanho da probabilidade encontrar um Impulse à venda no Brasil? Obviamente, não muito grande, mas com certeza não é impossível, porque o Achado Meio Perdido de hoje é justamente um Isuzu Impulse — raro, bem conservado e por um preço razoável. Será que ele é sua cara?

No Japão, o Isuzu Impulse é conhecido como Piazza, e sua primeira geração é baseada no carro que chamamos de Chevrolet Chevette. A Isuzu encomendou o desenho para o estúdio Italdesign, de Giorgetto Giugiaro, em 1978.

Em 1979, o conceito batizado como Asso di Fiori (“Ás de Paus” em italiano), de linhas retilíneas e limpas, vidros rentes à carroceria e tração traseira foi apresentado no Salão de Genebra. Foi muito bem recebido e, 48 horas depois, a Isuzu começou a se mexer para produzi-lo em série quase sem alterações no visual, começando em 1980.

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Ele não parece ter sido lançado pelo menos cinco ou seis anos depois?

A primeira geração do Impulse foi comercializada por dez anos praticamente sem mudanças, mas a década de 1990 exigia um carro mais moderno. E ele veio: a segunda geração do Impulse ganhou uma plataforma totalmente nova e visual mais arredondado, mas seguia como uma evolução estética do modelo anterior.

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A nova plataforma, porém, usava motor transversal e tração dianteira. É a chamada plataforma P da chevrolet, e também foi usada na nova geração do Gemini, além de ter uma versão empregada pela Lotus no roadster Elan M100.

Por falar em Lotus, nessa época a fabricante britânica fazia parte da General Motors, assim como a Isuzu. Por isso ela foi designada para afinar a suspensão desse esportivo usando amortecedores mais rígidos, barras estabilizadoras mais espessas e molas mais macias. Considerando que o Lotus Elan M100 foi considerado o melhor carro de tração dianteira de sua época pela imprensa britânica, este Impulse não deve ficar muito atrás.

Os motores também eram iguais aos usados no Lotus: um 1.6 de 120 cv e um 1.8 de 140 cv, além de um 1.6 com turbo, compressor mecânico e 180 cv (160 cv na versão americana). Todos os motores são de quatro cilindros com comando de válvulas duplo no cabeçote.

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O modelo turbo é chamado Impulse RS, e é o mais raro de todos — dos cerca de 13.000 impulse produzidos entre 1990 e 1992 (sim, ele teve vida curta), apenas por volta de 2.300 são RS. E o carro das fotos, segundo o proprietário, é um dos três que hoje rodam no Brasil, e o único que está à venda.

Trata-se de um Impulse RS branco fabricado em 1991 e, a julgar pela presença de itens como repetidores dos piscas nos para-choques, sua origem é americana, o que significa que o motor turbo entrega originalmente 160 cv. Segundo o proprietário, foram realizadas algumas modificações simples, como a troca da bomba de combustível original por outra, de alta vazão, bem como a substituição dos injetores de combustível.

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O anunciante Cleberson Duarte afirma ser o segundo dono e que o carro está com toda a mecânica em ordem — motor, câmbio (manual de cinco marchas) e suspensão, bem como os componentes elétricos. Ele também frisa o excelente estado de conservação do interior, que tem os componentes mais difíceis de encontrar (e ganhou um jogo de tapetes estilo “chão de ônibus” que, felizmente, pode dar lugar a um mais parecido com os originais).

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Não foram realizadas modificações estéticas permanentes (há alguns adesivos e a inscrição “LOTUS” na traseira, mas estas são reversíveis) e todos os itens de acabamento aparentam estar no lugar, e os faróis parcialmente escamoteáveis estão em pleno funcionamento. A única exceção são as rodas que, originalmente, são de 15 polegadas, mas foram trocadas por modelos aftermarket, maiores.

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O dono pede R$ 27 mil — valor maior do que normalmente estaríamos dispostos a pagar por um carro de 25 anos de idade, mas há de se observar: não estamos falando de um carro comum no Brasil e que, com um bom canal de componentes lá fora, pode ser um esportivo bastante atraente para quem quer algo fora do comum. Se estiver interessado, pode entrar em contato com Cleberson pelo telefone (11) 9 4165 6230 ou pelo email [email protected].


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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