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Achados meio perdidos GT40 Classificados Zero a 300

KITT às avessas: este Pontiac Trans-Am Daytona 500 Pace Car esta à venda no Brasil!

Eles podem não ter mais o perfil “garrafa de coca-cola”, os para-choques cromados e frisos polidos da década de 1960. Mas não temos dúvida de que os muscle cars dos anos 80 possuem o seu charme próprio, banhados pela cultura futurista e tecnológica que dominou aquela década, com forte influência nipônica, linhas retilíneas e mostradores digitais.

Um grande exemplo disto é o Pontiac Firebird da década de 1980. A terceira geração do “primo-gêmeo” do Chevrolet Camaro assumiu este visual mais moderno, com faróis escamoteáveis, superfícies lisas e dimensões mais compactas, assim como o próprio Camaro. Estes atributos renderam ao Firebird e ao Camaro uma nova geração de adoradores – entre fãs de Vaporwave, saudosistas dos anos 80, aos que aproveitam as técnicas de preparação atuais para liberar o potencial oculto destes carros, estrangulados pelas regulamentações da época da crise do petróleo. Se você é um destes caras (ou pretende se tornar um deles), talvez queira dar uma olhada neste Firebird que está anunciado no GT40.com.br!

O Pontiac Firebird lançado em 1982, como de costume, utilizava a plataforma do Camaro, porém seguia um estilo mais clássico e agressivo, enquanto o Camaro apostava em um visual mais limpo e futurista. Não foi à toa que os roteiristas de “A Super Máquina” (Knight Rider) decidiram usar um Firebird de terceira geração para “interpretar” o KITT – um carro com inteligência arficial que era parceiro de Michael Knight (David Hasselhoff) no combate ao crime. A série estreou em 1982, e serviu como forma de divulgar a nova geração do Firebird.

Mecanicamente, pela primeira vez o Firebird dividia todos os seus motores V6 e V8 com outros modelos da linha GM – até a segunda geração, havia um V8 de receita exclusiva da Pontiac. Era parte da estratégia para conter custos por parte da General Motors, algo necessário em tempos nos quais os esportivos americanos sofriam com o preço da gasolina, ainda alto por causa da crise do petróleo de 1973.

O próprio projeto do Firebird refletia tal preocupação. O carro era mais compacto e leve do que a geração anterior (4,95 m contra 4,99 m de comprimento; 1.550 kg contra 1.750 kg na balança) e, de acordo com a Pontiac, mesmo as versões menos potentes, com motores de quatro e seis cilindros, entregavam melhor desempenho do que os V8 da segunda geração.

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O Pontiac Firebird anunciado no GT40 é um Trans-Am Daytona 500 Pace Car Edition 1983. O óbvio: trata-se de uma edição especial comemorativa, em homenagem ao pace car da Daytona 500 de 1983. O não tão óbvio assim: foram fabricadas 2.500 unidades, pelo menos uma para cada concessionária Pontiac dos Estados Unidos, todas com motor V8 de cinco litros (305 pol³), todos com a pintura em dois tons que imitava à do Trans-Am usado na corrida.

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A tampa traseira do tipo hatchback era uma característica marcante da terceira geração do Firebird, e permitia que a região do vigia dispensasse componentes estruturais, contribuindo para a redução de peso no carro

Havia duas opções de conjunto mecânico diferentes para o Pontiac Trans-Am Daytona 500: o motor V8 LG4, com carburador de corpo quádruplo e 145 cv, acoplado a uma caixa manual de cinco marchas; e o V8 LU5, que estreava a injeção eletrônica Crossfire, tinha 165 cv e vinha com câmbio automático de três marchas. Apenas 520 exemplares foram feitos com o motor carburado: os 1.980 exemplares restantes receberam motor injetado e câmbio automático.

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A iluminação vermelha no painel era exclusividade do Trans-Am Daytona 500

Cristian Oliveira, o proprietário, mora em Brasília/DF e conta que o carro tem apenas 38.000 milhas marcadas no hodômetro. Ele diz também que é o primeiro dono do carro no Brasil, e que o mesmo foi comprado zero-quilômetro por um médico libanês radicado nos Estados Unidos. Este primeiro dono rodava muito pouco com o carro, que conserva toda a documentação original relacionada à compra e aos serviços de manutenção em autorizadas.

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As características originais estão muito bem preservadas neste exemplar, que é um dos 1.864 com teto targa e injeção eletrônica. Tanto a pintura a là AE86 de Initial D (impressão reforçada pelo próprio estilo adotado pela Pontiac para a terceira geração do Firebird) quanto o interior em couro e camurça cinza parecem impecáveis pelas fotos. E, de acordo com Cristian, o carro roda ao menos uma vez por semana para garantir que o conjunto mecânico, mantido sempre em ordem, não se desgaste pela falta de uso (carros que nunca rodam ressecam buchas e borrachas, estragam bombas, etc).

O carro foi importado junto com um DeLorean DMC-12, e este vídeo mostra o momento de sua chegada ao Brasil, quatro anos atrás

O dono afirma, ainda, que o carro teve todo o conjunto mecânico revisado recentemente e que tudo está em ordem. E o nível de originalidade é alto, com certificado emitido pelo Museu Nacional do Automóvel.

Se você curtiu este esportivo americano inspirado pela Nascar e curtiu a ideia de “Knight Rider encontra Initial D” proposta pelo visual do carro, pode acessar o anúncio no GT40 e pegar os contatos do proprietário.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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