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Achados meio perdidos

Lotus Elite no Brasil: sua chance de ter um clássico britânico na garagem

Para quem gosta de carros leves e bons de guiar, os modelos da Lotus são verdadeiros sonhos de consumo. E não falamos apenas dos atuais Elise e Exige, que dão uma verdadeira lição no quesito “potência não é tudo”, mas também dos clássicos. O Elite é um deles, e encontramos este à venda no Brasil.

O nome Lotus Elite começou a ser usado pela marca inglesa em 1958. O primeiro modelo era um pequeno cupê de fibra de vidro com motor dianteiro de 1,2 litro e tração traseira.  Sua formas arredondadas estavam em sintonia com o design da época, e sua principal característica era o tipo de construção, que usava um monobloco de fibra de vidro no lugar da tradicional configuração de carroceria sobre chassi. Havia, ainda, um subchassi de aço na dianteira que suportava o motor e a suspensão. O resultado era um carro leve, rígido e mais seguro para o motorista no caso de um acidente.

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Primeira geração do Lotus Elite

Graças ao baixo peso, o primeiro Elite tinha desempenho esportivo mesmo com apenas 75 cv. Infelizmente as técnicas de construção daquela época não eram avançadas como hoje e, com o tempo, a estrutura de fibra cedia nos pontos de fixação da suspensão. O Elite ficou apenas 5 anos em linha, sendo descontinuado em 1963.

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Em 1974 foi lançado um novo Elite. Desta vez, era um esportivo de quatro lugares em forma de shooting brake. O Elite tinha uma carroceria de fibra de vidro montada sobre um chassi do tipo backbone — que consiste em uma coluna central resistente que serve como a espinha dorsal do veículo —, empregado em todos os modelos da marca desde o Elan, sucessor do primeiro Elite.

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Chassi do Lotus Elan. O Elite usa uma configuração bem parecida

A suspensão era independente nas quatro rodas com molas helicoidais, e o Elite foi o primeiro carro da Lotus a usar o motor 907, um quatro-cilindros slant com comando de válvulas duplo no cabeçote e bloco de ferro fundido de origem Vauxhall. Foi este o que deu origem ao motor de algumas versões do Lotus Esprit, talvez o maior clássico da Lotus, que foi vendido de 1976 a 2004.

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Com 1.973 cm³ de deslocamento e 155 cv, o motor dianteiro era capaz de fazer o carro de 975 kg acelerar até os 100 km/h em cerca de oito segundos, com máxima de pouco mais de 200 km/h. O câmbio era manual, de cinco marchas, e levava a força direto para as rodas traseiras. Câmbio automático, ar-condicionado, e direção assistida eram opcionais.

A partir de 1980 o motor do Elite passou a deslocar 2,2 litros e entregar 160 cv. A Lotus dizia que o novo motor (agora chamado 912) conseguia fazer o Elite chegar aos 100 km/h em 7,1 segundos, com velocidade máxima de 212 km/h. 

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O carro das fotos é um Elite 2.2 S 1980, portanto já pertencente a esta segunda safra. Segundo o anúncio no Clube do Carro Antigo, o carro está em perfeitas condições de rodagem, embora seu interior — com direção hidráulica e do lado direito, e ar-condicionado — apresente as marcas normais para um carro de quase 35 anos. O lado de fora também está em bom estado, embora o vendedor tenha alertado para pequenas manchas perto dos bocais de combustível (sim, são dois!) devido ao contato com o vapor da gasolina nos abastecimentos. A pintura preta e dourada, inspirada nos carros de Fórmula 1 da época,  evidencia as formas pouco convencionais, porém elegantes do esportivo.

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Por ele, o vendedor pede R$ 89 mil. Não é um carro comum no Brasil — é possível que este seja o único — e nem no mundo: foram produzidas apenas 2.535 unidades. Por este valor, a compra não parece uma má ideia, ainda mais se levarmos em consideração o preço que alguns nacionais em estado de conservação semelhante vêm alcançando nos últimos tempos. Você concorda?

[ Clube do Carro Antigo ]


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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