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Lykan Hypersport: o supercarro árabe de US$ 3,4 milhões com diamantes nos faróis de Furious 7

Se você já assistiu a “Velozes e Furiosos 7” (Furious 7) no cinema, deve saber (e se não assistiu, vai saber agora) que parte da história se passa em Abu Dhabi — é lá que vive um bilionário que comprou um pen drive contendo o God’s Eye, programa de computador que permite que se encontre qualquer pessoa em qualquer lugar do planeta. Dom, Brian e companhia são recrutados por Hobbs para recuperá-lo.

Se estas linhas não parecem descrever um filme da saga “Velozes e Furiosos”, bem, é só um reflexo do direcionamento que a franquia toma desde 2009, com “Velozes e Furiosos 4” (Fast & Furious). Cadê os carros?

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Bem, esta viagem a Abu Dhabi acaba servindo para Dom dar uma breve, porem intensa voltinha no W Motors Lykan Hypersport — o autoproclamado primeiro supercarro fabricado nos Emirados Árabes Unidos, tão exclusivo que só existem sete deles, cada um custando o equivalente US$ 3,4 milhões de dólares, ou quase R$ 10,5 milhões em conversão direta . Foi o carro mais caro a participar das filmagens de qualquer um dos filmes da série.

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De acordo com o coordenador automotivo de Furious 7, Dennis McCarthy, o Lykan Hypersport foi a resposta para o dilema: “estamos em um cenário onde as pessoas usam seu Bugatti Veyron para ir ao Starbucks”, ele comenta no featurette com o supercarro, abaixo. “Como se supera isto?”

E, na cifra, o Hypersport supera mesmo o Veyron: o supercarro com motor W16 quadriturbo de 1.001 cv custa está cotado, atualmente, em US$ 1,9 milhão — um hipercarro lançado há dez anos que só agora encontrou concorrentes com desempenho à altura. Sim estamos falando de LaFerrari, Porsche 918 Spyder e McLaren P1, claro. Mas o Lykan Hypersports também é um deles?

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Em termos de desempenho, não exatamente. É claro que seu motor é muito forte — e uma escolha deliciosamente purista em um carro com visual tão futurista: um flat-6 de 3,8 litros biturbo de origem Porsche, preparado pela Ruf para despejar nada menos que 751 cv e 97,9 mkgf nas rodas traseiras. De acordo com a W Motors, é o bastante para ir até os 100 km/h em 2,8 segundos, com máxima de 386 km/h. A transmissão pode ser automática sequencial de seis marchas ou de dupla embreagem e sete marchas.

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O ronco do boxer é direcionado às saídas de escape por um sistema de tubos de inox com válvulas ativas, que podem ser abertas para deixar o ruído ainda mais alto. É realmente muito intimidador:

O Hypersport também é equipado com elementos aerodinâmicos ativos, como a asa traseira móvel; diferencial traseiro de deslizamento limitado; suspensão do tipo McPherson na dianteira e multilink com amortecedores horizontais na traseira; e freios com discos de carbono-cerâmica perfurados e pinças de alumínio de seis pistões. Além disso, o carro tem controles de tração e estabilidade e ABS.

Ou seja: apesar do desempenho de alto nível, a mecânica do Lykan Hypercar não traz nada de revolucionário ou mesmo inovador: o motor é um conhecido seis-cilindros alemão, a suspensão é relativamente simples e o design o faria se sentir em casa na extravagante garagem de Tony Stark. Não é o tipo de coisa que faz um carro custar R$ 10 milhões. O que é, então?

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Mais do que a exclusividade de um carro do qual só existem sete unidades no mundo, a razão para um preço tão alto são os materiais empregados. Os faróis, por exemplo, são feitos com uma peça de titânio e podem ter diamantes, pedras de ouro branco ou safiras, dependendo da cor do carro. No caso do Lykan vermelho que aparece no apartamento de luxo em Furious 7, são 420 diamantes em cada farol.

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O relógio Cyrus Klepcys de edição limitada — só fizeram sete, cada um para um carro — no valor de US$ 300 mil (cerca de R$ 930 mil) também entra na conta. À prova d’água até 30 metros de profundidade e feito de ouro branco 18 quilates, o relógio aparentemente é uma “homenagem ao design do Lykan Motorsport. Também está incluso no preço um serviço de reparo que aciona uma equipe de engenheiros e mecânicos pronta para solucionar qualquer problema 24 horas por dia, sete dias por semana, em qualquer lugar do planeta.

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O interior traz costuras de ouro nos bancos, e revestimentos que trazem inúmeras combinações de cores e materiais. A central multimídia no console, segundo a W Motors, traz um display holográfico interativo e o quadro de instrumentos com grafismos tridimensionais e iluminação azul faz o posto do motorista parecer a cabine de um Transformer com elementos de Tron.

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Sendo assim, é óbvio que Dom Toretto daria um jeito de usar o carro para escapar de uma situação tensa — e de destruir o carro no processo. Mais óbvio ainda é que o carro de verdade só foi usado nas cenas mais tranquilas, que mostram o Lykan em detalhes. Para o salto entre os dois prédios, obviamente, foi usada uma réplica. E isto não foi um spoiler, pois aparece no trailer, ok?

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As réplicas imitam as formas do Hypersport de forma quase perfeita do lado de fora (embora não seja necessária uma segunda olhada para notar que se trata de uma cópia “barata”), enquanto o lado de dentro só traz as formas básicas do original, com materiais de qualidade bem inferior. Dá para conhecer melhor uma delas por dentro no vídeo abaixo.

Agora, nos próximos dias faremos um especial com os carros mais marcantes de Furious 7 — afinal, apesar de os carros ficarem em segundo plano na história pintou muita coisa interessante na telona. Fiquem ligados!

 

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