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Mais algumas cores marcantes dos automóveis brasileiros: anos 70, anos 90 e as sugestões dos leitores

Há alguns dias começamos a relembrar uma época em que as ruas brasileiras eram mais coloridas, e não dominadas por tons de cinza e um ocasional vermelho – é verdade que tal situação era mais perceptível no fim da década passada do que agora, visto que as fabricantes vêm trazendo de volta as tonalidades mais ousadas em seus automóveis.

Foi justamente este revival que nos motivou a fazer a primeira parte deste post. No Brasil, Fiat e Volkswagen trouxeram nos últimos anos algumas cores muito vivas e vibrantes: o Novo Uno e seu amarelo “marca-texto”, o Mobi e seus tons de roxo e azul, o Up! apostando também no amarelo e no laranja.

 

Mais extravagância noventista

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Lembramos também que nos anos 1990, as cores extravagantes eram comuns em lançamentos no Brasil, talvez justamente para mostrar ousadia e modernidade. Além dos já citados Fiat Palio e Volkswagen Gol, o Chevrolet Corsa lançado em 1994 foi outro que apostou nos tons fortes de verde, roxo, azul e laranja.

Tais cores acabaram reservadas ao hatch de duas portas: quando as versões de quatro portas, sedã e perua foram lançadas, na segunda metade dos anos 90, as cores já estavam mais discretas e só voltaram a ganhar ousadia no fim da década seguinte.

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Foto: Ricardo Agliardi

Vale lembrar que o Chevrolet Kadett GSi também foi oferecido em um tom de verde metálico, o Verde Beethoven, em 1994.

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O Ford Fiesta Mk4, conhecido também como “tristonho”, não ficou para trás. Lançado no Brasil em 1996, o primeiro Fiesta fabricado aqui  (a terceira geração foi trazida da Espanha em 1995), o Fiesta podia ser encontrado em laranja metálico, verde abacate perolizado e em “Cinza Detroit”, que mais parecia um roxo furta-cor e causava muita confusão na hora de conferir os documentos do carro.

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A cor verde metálica voltou a aparecer no Fiesta em sua atual geração: o Verde Coimbra era uma das cores disponíveis no lançamento do New Fiesta, em 2012. O laranja metálico, por sua vez, é uma das cores que podem ser vistas no atual Ecosport.

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As mais-mais dos anos 70

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Foto: vwbr.blogspot.com

Voltando um pouco mais no tempo – para a década de 1970, vemos que as cores vivas eram muito mais comuns. Não dá para incluir nesta lista, por exemplo, os tons de verde, azul, laranja e amarelo utilizados pelo Fusca ou pelo Fiat 147. Dito isto, havia sim algumas cores que se destacavam entre as outras. A própria VW, por exemplo tinha a sua:

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Foto: vwbr.blogspot.com

O Violeta Pop foi disponibilizado apenas em 1974, e era completamente diferente das outras tonalidades da paleta: um roxo perolizado, com jeitão de lowrider, no qual foram pintados exemplares do TL, da Variant, da Brasilia, do SP1 e do SP2.

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Foto: vwbr.blogspot.com

Este acabamento diferenciado era uma forma de se destacar em ruas já cheias de carros coloridos. Mas havia outras, claro. Você podia, por exemplo, colocar um nome bastante polêmico em uma cor não-tão-polêmica assim.

Estamos nos referindo ao Rosa Pantera que a Chevrolet ofereceu para a linha Opala em 1974. O nome era mais extravagante do que a cor — um rosa suave com uma queda para o laranja, que muitos de nós aprendemos a chamar de “salmão”. Diz-se que a ideia era atrair o público feminino, e que alguns fãs do modelo compraram para agradar às esposas. O problema era que, na hora de vender, o preconceito com o nome da cor falava mais alto.

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Foto: Túlio Cerqueira

O que nem todo mundo sabe ou lembra é que a cor já estava disponível no catálogo da Chevrolet desde 1969 — existem alguns exemplares da picape C10/C14 que saíram de fábrica na cor Rosa Pantera, que deixou de ser oferecida justamente em 1974.

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Outros cupês da época eram mais tradicionais no approach, mas não dá para dizer que eles eram discretos. O Dodge Charger R/T, por exemplo, ofereceu em 1971 (e 1971 apenas) a cor Verde Tropical, tom quase cítrico que era muito semelhante ao Sublime Green da Mopar nos Estados Unidos.

 

Sugestões dos leitores

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Os leitores também não bobearam na hora de sugerir mais cores interessantes disponibilizadas nos automóveis brasileiros. Aproveitando o gancho que começamos com a Fiat, vocês nos lembraram que o Novo Uno ofereceu tons que saíam do lugar-comum em sua reestilização de 2015: o Azul Maserati e o Laranja Ruggine, ambos metálicos. O Azul Maserati também foi oferecido para outros Fiat, como o Punto e o Bravo.

Falando em laranjas, outros Fiat também utilizaram tons de laranja nos últimos anos: o Fiat 500 ofereceu o Laranja Rama, tom metálico bastante parecido com o Ruggine do Fiat Uno…

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… e a minivan Idea, que foi vendida na cor Laranja Evolution em 2005, ano de seu lançamento. A cor estava disponível apenas para a versão topo de linha HLX, equipada com motor 1.8 8v GM, e era frequentemente acompanhada do teto solar Skydome, que ocupava com vidro 70% da área do teto do carro.

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Esta é uma Idea europeia, mas a cor e o teto solar são iguais aos que tínhamos no Brasil

Falando em cores de lançamento e na GM, chegamos ao Chevrolet Vectra GT/GT-X, o Opel Astra hatch europeu adaptado para complementar a linha Vectra no Brasil. Ele teve duas cores especiais: laranja metálico, cor do carro na época do lançamento, em 2007 (com dez unidades fabricadas com esta tonalidade)…

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… e Azul Arian, tom metálico igual ao dos esportivos da linha OPC da Opel que foi apresentado em 2009, na série especial Remix.

 

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