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As marcas de carros extintas que a gente traria de volta — se pudesse

Não adianta fazer carros incríveis se eles não vendem ou não dão lucro. Como qualquer empresa uma fabricante de automóveis precisa de dinheiro para sobreviver e, por mais apelativa ou passional que seus produtos sejam, uma marca não morre sem prejuízos e decadência. Perguntamos a nossos leitores que marca extinta (ou quase) eles trariam de volta, e agora temos a lista com as melhores sugestões.

Lancia

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Como já dissemos, a Lancia não está morta — ainda. Atualmente a marca vende Chrysler rebatizados (o Lancia Thema, por exemplo, na verdade é um 300C) e modelos com base nas plataformas do grupo Fiat — por exemplo, o atual Delta, fabricado desde 2008 compartilha a plataforma com o Fiat Bravo. A Lancia não tem mais o espírito inovador dos seus dias de glória e a Fiat, dona da marca desde 1969, não parece muito interessada em investir nela. Seria maravilhoso se alguém com muito dinheiro, muito dinheiro mesmo, ajudasse a marca a recuperar a veia entusiasta — e, quem sabe, produzisse nosso sonho não realizado: o novo Stratos.

Plymouth

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Os fãs dos muscle cars só ganhariam com a volta da Plymouth, divisão da Chrysler que teve como último produto o Prowler, um hot rod moderno com visual matador e o motor errado. Contudo, nas décadas de 1960 e 1970, a Plymouth foi uma bela companheira de estábulo para a Dodge, lançando modelos icônicos como o Hemi ‘Cuda, o Road Runner, o GTX e o Superbird — seria incrível vê-los nas ruas de novo, e até mesmo uma atualização do Prowler, desta vez com um V8 decente debaixo do capô.

prowlah

Até existiram boatos dizendo que o grupo Fiat Chrysler traria a Plymouth de volta, mas a apresentação desta semana já deixou claro que isto está fora de questão em um futuro próximo.

TVR

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A TVR, na verdade, já ressuscitou — em meados do ano passado, a marca foi adquirida pelo empresário Les Edgar, que promete lançar dois novos modelos em 2015. Ele também assumiu o compromisso de manter a essência selvagem da marca, com motores dianteiros super potentes, tração traseira e o mínimo de assistência eletrônica possível. Só torcemos para que ele consiga cumprir sua promessa.

Trazer o Sagaris de volta já seria um belo começo.

Tucker

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Preston Tucker foi uma das pessoas que aproveitaram o fim da guerra para se aventurar no segmento dos automóveis. Com experiência em veículos militares e aeronaves, Tucker decidiu mostrar um automóvel com vários recursos inovadores — o modelo 48, conhecido também como Torpedo, que usava motor boxer de seis cilindros na traseira, três faróis e recursos de segurnça inéditos. Contudo, Tucker foi acusado de ter criado o projeto só para angariar fundos e enganar investidores ingênuos — uma suposta fraude que o levou a um julgamento, o qual ele perdeu.

Dizem que Preston Tucker até tentou recomeçar no Brasil no início dos anos 1950. Pretendia lançar por aqui o Carioca, um pequeno esportivo inspirado no Torpedo com motor traseiro e linhas ousadas, mas o projeto foi abortado. Uma volta da Tucker traria também a chance de vermos projetos inovadores como o Carioca e o Torpedo sendo lançados mais uma vez.

Puma

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A Puma nasceu nas pistas. O primeiro carro foi concebido por Rino Malzoni para competições no início da década de 60, usando plataforma e mecânica DKW e carroceria de fibra de vidro. Entre 1964 e 1966 foi produzida uma versão de rua, que depois passou a usar a plataforma dos Volkswagen refrigerados a ar. Em 1974, foi lançado o Puma GTB, baseado no Opala e, no fim da vida, a empresa também produziu caminhões — até fechar as portas em 1990, com a reabertura das importações.

Da última vez que ouvimos falar da Puma, alguém estava construindo as carrocerias na África do Sul para ser usadas com a famosa plataforma “a ar” VW — seguindo o clássico estilo que consagrou a marca. Contudo, o site da empresa não é atualizado desde 2011. Pense como seria legal ver a Puma de volta, lançando reinterpretações de seus clássicos com os motores TSI da Volkswagen.

Saab

http://www.autogaleria.hu -

A Saab está em uma situação parecida com a TVR: está com um novo dono — porém, desta vez, uma empresa chinesa — e promete voltar ao mercado em breve. Este ano foi anunciada a volta da produção do 9-3 com motores elétricos, mas o que queríamos mesmo era ver renascer uma Saab capaz de lançar um sucessor para o 900 Turbo no mercado.

Delahaye

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Nem todos conhecem a Delahaye, mas os que conhecem a têm como uma das melhores fabricantes francesas de todos os tempos. A marca foi fundada em 1895 e morreu em 1954, mas ao longo da vida lançou alguns modelos de aerodinâmica incrível e ótimo desempenho, como o roadster 135 MS, de 1938, com motor seis cilindros em linha, 135 cv e uma breve história de sucesso nas 24 Horas de Le Mans. Não basta isto para você querê-la de volta?

Pontiac

2006 Pontiac GTO

Ah, a Pontiac… a divisão responsável por criar o primeiro muscle car propriamente dito da história — o GTO — foi morta em 2010, e é uma das marcas de que mais sentimos falta. A marca morreu depois de lançar alguns de seus melhores carros, como a última geração do GTO e o G8, ambos baseados nas versões esportivas do Holden Monaro, com tração traseira e motor V8, como um muscle car deve ser. Quem sabe, se a Pontiac tivesse resistido, não teríamos hoje um Pontiac Firebird baseado no atual Camaro?

Duesenberg

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Imagine uma marca americana capaz de concorrer, em luxo e desempenho, com nomes como Rolls-Royce, Bentley e Bugatti. A Duesenberg tinha tudo para ser esta marca — se não tivesse acabado lá em 1937, com 24 anos de existência. Em 1928, os irmãos Duesenberg lançariam o Model J, um carro extremamente luxuoso movido por um oito-em-linha de sete litros que, em 1932, ganhou uma versão com compressor mecânico de 320 cv! Se existiu, algum dia, uma marca que poderia dar a resposta americana ao Veyron, esta marca seria a Duesenberg.

Gurgel

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A marca mais citada pelos leitores foi a Gurgel. A marca fundada por João do Amaral Gurgel em 1969 teve no X12 um de seus primeiros modelos, mas o carro que mostrou que a empresa poderia ser a primeira grande fabricante nacional foi o BR-800, de 1988. Depois dele, Gurgel chegou a planejar até uma fábrica no Ceará, que nunca se tornou realidade.

A Gurgel tinha até seu próprio motor, o Enertron, baseado no boxer VW, porém arrefecido a água. Com menos de 800 cm³, chegou a produzir 36 cv no Supermini. Imaginamos o que João Gurgel seria capaz de fazer hoje se tivesse os recursos mas, infelizmente, nem todo o dinheiro do mundo traria o homem de volta.

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