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Mclaren 720S: o início de uma nova era para os supercarros da marca

Foi em 2011 que a McLaren decidiu voltar a fabricar superesportivos – nada menos que 13 anos depois do fim do McLaren F1. Depois disso, os britânicos lançaram mais um punhado de modelos de rua, culminando com o insano P1 e seu conjunto híbrido capaz de entregar nada menos que 916 cv. Nos últimos seis anos, foram nada menos que seis superesportivos de rua lançados pela McLaren, que agora, no Salão de Genebra, revelou o passo seguinte: o 720S.

Os carros da McLaren são divididos em séries: a Sports Series traz os modelos de entrada (540C, 570S e 570GT); a Super Series engloba os supercarros intermediários (650S, 675LT) e a Ultimate Series é representada apenas pelo P1 e sua versão GTR. O McLaren 720S é o primeiro membro da segunda geração da Super Series, a Super Series II. E, claro, ele traz muitas novidades.

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A primeira e mais óbvia delas é a nova identidade visual – que a gente já conhecida depois de tantas imagens “vazadas”, mas tem outro impacto com a apresentação oficial. A McLaren deixou de lado a narcisista inspiração em seu próprio emblema e partiu para formas mais agressivas e sofisticadas.

Os faróis são pequenos e parecem olhos com raiva, mas as cavidades onde ficam alojados são grandes e dão ao 720S uma cara bem invocada. Eles também atuam como dutos aerodinâmicos – aliás, a McLaren faz questão de deixar bem claro que as formas do novo supercarro são ditadas pela função, porém sem deixar a estética de lado.

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Um exemplo disso é a ausência de dutos de admissão para os radiadores nas laterais, algo que causou estranheza em muita gente quando as primeiras fotos do carro surgiram na Internet. De acordo com a McLaren, esta é uma das principais características do design do 720S: as entradas de ar ficam escondidas sob uma “segunda pele” nas portas e só são visíveis do ângulo certo. As portas, aliás, são diedrais e a abertura inclui parte do teto, facilitando o ato de entrar e sair do carro.

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O 720S utiliza uma nova versão da estrutura Monocage da McLaren, uma célula de fibra de carbono que, segundo a marca, garante rigidez e leveza sem precedentes na linhagem, e agora inclui também o teto do carro. Pesando 1.283 kg sem fluidos, o 720S é mais leve que seu antecessor, o 650S, cujo peso seco é de 1.370 kg.

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Além de usar mais fibra de carbono e outros materiais leves, o 720S perdeu alguns quilos dispensando elementos como barras estabilizadoras, que foram substituídas por um sistema hidráulico que conecta todos os amortecedores – medida que, sozinha, eliminou 16 kg de massa não-suspensa.

O espaço interno, diz a McLaren, é maior, e a visibilidade de dentro do carro também foi melhorada. Os materiais estão mais sofisticados, e o visual moderno e minimalista agrada.

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Um dos destaques do interior é o cluster de instrumentos escamoteável: quando no modo Race, os mostradores se resumem a um conta-giros horizontal, indicador de marchas e velocímetro, todos digitais, melhorando a visibilidade e reduzindo as distrações. Em uso normal, uma tela de LCD exibe um quadro de instrumentos mais completo, com todas as informações habituais.

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O motor, um V8 biturbo de quatro litros, traz 41% de seus componentes renovados em relação ao motor de 3,8 litros que ainda equipa os outros modelos da marca. Com pistões e bielas mais leves, um virabrequim de maior curso (também mais leve) e novos turbocompressores, o V8 agora entrega 720 cv a 7.500 rpm (o corte de giro ocorre às 8.200 rpm) e 78,5 mkgf de torque a 5.500 rpm. A transmissão de dupla embreagem e sete marchas foi recalibrada para adequar-se ao comportamento do novo motor.

O conjunto mecânico é capaz de levar o 720S até os 100 km/h em 2,9 segundos; aos 200 km/h em 7,8 segundos, aos 300 km/h em 21,4 segundos e à velocidade máxima de 341 km/h. A ação oposta também é notável: para frear de 200 km/h a zero, o 720S só precisa de 4,6 segundos e 117 m. De 100 km/h a  zero, são 2,8 segundos e 29,7 metros.

O belo vídeo de apresentação do McLaren 720S, que traz uma das melhores frases de Ayrton Senna e a participação de seu sobrinho Bruno Senna. Aliás, é ele que aparece ao volante do carro nas fotos de divulgação

Para tal, os freios de carbono cerâmica (com discos de 390 mm na dianteira e 380 mm na traseira) recebem a ajuda da asa traseira, que faz parte do pacote aerodinâmico ativo e, ao se levantar, atua como freio aerodinâmico. Ela também possui outras duas posições: uma para aumentar a downforce e outra, para reduzir o arrasto aerodinâmico.

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Ativos também são os amortecedores, que recebem a ajuda da nova geração do sistema Proactive Chassis Control da McLaren para se adaptar às condições de rodagem de acordo com o modo de direção escolhido (Comfort, Sport, Track ou Race). O sistema traz novos algorítimos e usa dados de sensores espalhados pelo carro para definir os ajustes de suspensão, a carga da direção e o mapeamento do acelerador.

A McLaren já está aceitando encomendas em suas concessionárias, e as primeiras entregas estão previstas para o mês de maio.

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