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McLaren 720S Spider e 600LT Spider chegam ao Brasil por R$ 3,4 milhões

A McLaren São Paulo lançou na manhã desta quinta-feira (27) seus dois conversíveis mais recentes: o 720S Spider e o 600LT Spider. A dupla completa a linha de conversíveis da marca, que já oferece desde o início de 2018 a versão de entrada 570S Spider.

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Como em todos os conversíveis da marca, eles se diferenciam dos cupês apenas pelo teto retrátil — todo o resto, incluindo o monocoque, é exatamente o mesmo das versões fechadas. Isso é possível devido ao projeto do monocoque MonoCell, que foi desenvolvido sem teto, como uma concha. Desta forma os conversíveis dispensam os reforços estruturais que, além de aumentar o peso do carro, tornariam seu comportamento dinâmico muito diferente dos modelos fechados.

 

720S Spider

O 720S Spider usa o V8 biturbo de quatro litros da versão fechada com os mesmos 720 cv a 7.500 rpm e 78,5 mkgf de torque a 5.500 rpm. Este motor é a segunda geração do V8 da McLaren, que teve 41% de seus componentes renovados em relação ao motor de 3,8 litros que ainda equipa os modelos da Sport Series (como veremos mais adiante).

O tempo de aceleração de zero a 100 km/h é exatamente o mesmo do cupê: 2,9 segundos. De zero a 200 km/h o Spider é apenas 0,1 segundo mais lento, atingindo a velocidade em 7,9 segundos. A velocidade máxima de 341 km/h é a mesma do cupê, mas o teto precisa estar fechado. Com ele aberto, o 720S Spider fica nos 325 km/h.

Os freios usam discos de carbono cerâmica (com 390 mm na dianteira e 380 mm na traseira) e também recebem a ajuda do spoiler traseiro, que faz parte do pacote aerodinâmico ativo e, ao se levantar, atua como freio aerodinâmico. Ele também possui outras duas posições: uma para aumentar a downforce e outra, para reduzir o arrasto aerodinâmico.

Os amortecedores também são ativos, controlados pela nova geração do sistema Proactive Chassis Control da McLaren, que adapta as condições de rodagem de acordo com o modo de direção escolhido (Comfort, Sport, Track ou Race).

Como no cupê, o teto do 720S Spider também é feito de fibra de carbono com a porção central de vidro com sistema eletrocrômico, podendo ficar transparente ou opaco de acordo com o gosto do proprietário. Com o carro desligado, ele escurece automaticamente. A abertura e o fechamento levam 11 segundos e podem ser feitos a até 50 km/h.

O design é sutilmente diferente de sua versão fechada, especialmente no deck traseiro, como era de se esperar de um conversível. As colunas C são vazadas (em arcobotante) para atender uma dupla necessidade: direcionamento do ar e otimização da visibilidade externa.

A McLaren importou quatro exemplares do 720S, e o preço médio é R$ 3.450.000 — ele varia de acordo com opções de acabamento e personalização: costuras e materiais do interior, pacote de fibra de carbono, de redução de peso, rodas lightweight ou mesmo um modelo MSO.

 

600LT Spider

O outro lançamento do dia, o 600LT Spider usa o motor V8 biturbo de 3,8 litros do cupê, com 600 cv a 7.250 rpm e 63,2 mkgf de torque; e também o mesmo câmbio de dupla embreagem e sete marchas. O tempo da corrida de zero a 100 km/h é exatamente o mesmo do cupê (e do 720S!): 2,9 segundos. No zero-a-200 km/h, porém, a aerodinâmica entra em cena e o 600LT Spider perde 0,2 segundo em relação ao cupê, cumprindo a tarefa em 8,4 segundos. A velocidade máxima também varia de acordo com o teto: de 315 km/h com o teto aberto, e 323 km/h com o teto fechado.

Tanto o 600LT Spider quanto o 720S Spider são apenas 50 kg mais pesados que as versões fechadas. Isso se deve às pequenas mudanças na traseira dos carros e ao mecanismo do teto retrátil, que pesa 46 kg. O peso seco do McLaren 600LT Spider é de 1.297 kg com o pacote MSO Clubsport, que elimina o ar-condicionado e o sistema de som e adiciona parafusos de alumínio para as rodas e bancos de fibra de carbono iguais aos do McLaren Senna – que, sozinhos, correspondem a uma redução de peso de 21 kg. No total, o 600LT Spider pode pesar até 100 kg a menos que o 570S Spider.

Sendo um modelo da Sport Series, o 600LT Spider tem seu preço um pouco mais baixo que o 720S Spider, custando, em média, R$ 3.250.000. Ele também terá quatro exemplares importados inicialmente, e continuará oferecido por encomenda.

Os oito exemplares importados virão equipados com os opcionais bancos elétricos, sistema “front lift” e sistema de áudio Bowers & Wilkins.

 

Caso de famílias

Apesar dos nomes alfanuméricos, do V8 biturbo entre o monocoque e o eixo traseiro, e do sobrenome Spider, o 720S e o 600LT são modelos de famílias diferentes — não se trata apenas de diferença de potência e design.

 

Atualmente a linha da McLaren se divide em três séries: a Sport Series, a Super Series e a Ultimate Series. Em termos simples, pode-se dizer que a primeira engloba os esportivos, a segunda os supercarros e a terceira os hipercarros — o que evidentemente significa que há uma hierarquia técnica.

Não é uma separação muito clara, especialmente na Sport Series e na Super Series, que usam nomes baseados na potência métrica dos modelos com uma letra para diferenciar a proposta/carroceria do carro. O 600LT, por exemplo, parece relacionado com o 675LT, porém eles fazem parte de famílias diferentes — o 600LT é um Sport Series e o 675LT era um Super Series.

As diferenças começam pela utilização de elementos ativos na aerodinâmica e na suspensão pela Super Series, enquanto a Sport Series se limita às asas e spoilers fixos, barras estabilizadoras fixas e amortecedores adaptativos.

Sistema hidráulico substitui as barras estabilizadoras na Super Series e na Ultimate Series

Com o lançamento do 720S, a Super Series também passou a se diferenciar pelo monocoque, que utiliza uma derivação fechada do MonoCell batizada MonoCage — o que também resulta em uma diferença de construção: enquanto os Super Series têm a estrutura superior do cockpit feito de fibra de carbono, nos Sport Series o fechamento é de alumínio, sendo apenas a parte inferior de fibra de carbono. O MonoCage (esse aí abaixo) também é usado pela Ultimate Series, que recebem todas as tecnologias e conceitos mais avançadas desenvolvidas pela fabricante.

Outra diferença é o motor: Sport Series usam o V8 biturbo de 3,8 litros, o M838, em diferentes variações de potência. Os modelos da Ultimate Series e os Super Series usam a evolução deste motor, o V8 biturbo de quatro litros. Aqui vale uma contextualização tão importante quanto interessante: esse V8 deriva de um projeto originalmente feito pela Tom Walkinshaw Racing com base no V8 VRH da Nissan, mas que acabou engavetado. A Ricardo, que fornece as transmissões da McLaren, comprou o projeto e, com base no layout do bloco, desenvolveu o V8 McLaren.

Atualmente a Sport Series é composta pelo 540C, pelos 570S GT, 570S e 570S Spider e pelos 600LT e 600LT Spider. As letras indicam Club (C), Sport (S) e Long Tail (LT) — embora neste caso sua cauda não seja tão longa quanto em seus inspiradores, o F1 LT e o 675LT.

Falando no 675LT, com o fim de sua produção a Super Series passou a ser formada apenas pelo 720S e pelo 720S Spider. A McLaren deve lançar uma versão mais radical no próximo ano, provavelmente batizada 750LT ou algo perto disso.

No topo, a Ultimate Series, que começou somente com o P1 e sua variação GTR, agora é composta pelo Senna, pelo Senna GTR e pelo novo Speedtail, o “sucessor” espiritual do McLaren F1. Se você está se perguntando: o F1 não foi incluído retroativamente na Ultimate Series.

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