McLaren P1 Longtail lançando em Goodwood, um Aston Martin Cygnet com motor V8, Toyota Supra estreia em ação e mais!

Leonardo Contesini 12 julho, 2018 0
McLaren P1 Longtail lançando em Goodwood, um Aston Martin Cygnet com motor V8, Toyota Supra estreia em ação e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas (ou não) do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Com o Festival of Speed de Goodwood começando hoje, teremos os principais destaques do evento britânico para mostrar na edição desta quinta-feira. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Lanzante revela as primeiras imagens do P1 GT Longtail

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A Lanzante não resistiu à ansiedade e apresentou seu McLaren P1 GT nesta manhã de quinta-feira (12), um dia antes da data anunciada. O modelo foi inspirado pelo McLaren F1 GT Longtail de 1997, feito para homologar a versão GTR do clássico dos anos 1990. 

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Todos os elementos estéticos e aerodinâmicos do F1 foram aplicados de forma criteriosa e harmônica ao P1 GTR: a traseira é alongada, as caixas de roda dianteiras têm respiros na parte superior, logo após os faróis, o splitter frontal é pronunciado e feito de fibra de carbono, e o teto agora tem um scoop que captura o ar no topo do para-brisa e o direciona para a admissão do motor.

 

Infelizmente a Lanzante guardou as especificações técnicas do carro para mais tarde e não revelou exatamente quanta potência o V8 de 3,8 litros terá. Considerando que o carro tem uma nova admissão e escape de Inconel, é possível que a potência tenha aumentado sutilmente, o que significa que ele deve ter pouco mais de 1.000 cv.

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Por dentro, o carro não se tornou um grã-turismo como o F1 GT, mas uma boa dose de couro para revestir painel, bancos, portas, soleiras e console central, combinados a um novo volante mais convencional e cintos de três pontos no lugar dos cintos de cinco pontos originais do GTR.

 

Aston Martin Cygnet ganha motor V8

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Lembra do Aston Martin Cygnet? Ele era um Toyota iQ que foi modificado pelos britânicos para se transformar em um Aston Martin (ou Aston Marty, como costumo chamar) porque a legislação exigia um limite máximo de emissões para toda a linha da marca. Com um modelo urbano de 1,3 litro a Aston Martin conseguiria reduzir a média das emissões da marca e manter seus V8 e V12 aspirados sem ser incomodada pelos ambientalistas do governo.

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Era um bichinho interessante: ele tinha a grade “bigode” dos Aston, tinha materiais mais refinados no acabamento interno como os Aston, era um 2+2 como os Aston, e até respiros no capô como os melhores Aston. Mas seu motor tinha só 98 cv.

Para resolver isso, o pessoal da divisão Q da Aston (a divisão especial de customização) decidiu dar um pouco mais de força ao menor modelo da história da marca. Só que eles fizeram isso de um modo nada ortodoxo: em vez de usar turbos ou aumentar o deslocamento do quatro-cilindros, eles instalaram um V8 de 4,7 litros cedido por um Vantage S. Agora, em vez de 98 cv ele tem 430 cv, e em vez de levar 11,5 segundos para chegar aos 100 km/h, ele precisa só de 4,2 segundos. E em vez de chegar aos 170 km/h de velocidade máxima, ele agora vai às 170 mph, ou 274 km/h. Agora sim!

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Obviamente não foi uma tarefa fácil. Apesar dos V8 terem bloco de comprimento semelhante aos quatro-cilindros, o Cygnet usa um motor transversal, o que significa que a Aston precisou modificar toda a parede corta-fogo, as torres da suspensão dianteira e o túnel da transmissão. Falando nela, obviamente foi preciso manter o câmbio automático de sete marchas do Vantage.

Por dentro, o console central mais elevado dividiu o carro ao meio, e ele recebeu bancos Recaro e um novo painel de fibra de carbono com o quadro de instrumentos do Vantage, uma forma de simplificar a adaptação do motor, sem precisar reprogramar nenhuma ECU.

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A principal mudança visual, contudo, está no lado de fora: o carro ganhou bitolas muito maiores, para-lamas salientes e novos freios de 380 mm na dianteira e 330 mm na traseira.

Obviamente você não pode levar um desse para casa, mas a simples existência deste carro já é satisfatória em tempos de conceitos elétricos genéricos, não?

 

Toyota Supra aparece em ação pela primeira vez em Goodwood

A Toyota prometeu levar seu Supra para Goodwood neste final de semana e cumpriu a promessa de um jeito que ainda não gostamos muito, mas é válido. Depois de tantos teasers com o carro camuflado, ela finalmente colocou o carro para acelerar na subida de Goodwood, mas ainda… camuflado. Pô, Toyota!

O Supra está andando relativamente devagar pois nesta quinta-feira os carros estão apenas sendo apresentados ao público — a subida pra valer começa na sexta-feira. Ele está sendo pilotado pelo engenheiro-chefe do projeto Tetsuya Tada e pelo piloto de testes Herwig Daenens.

Não se sabe se a Toyota vai arrancar os adesivos durante a noite e revelar as formas finais do carro de uma vez por todas, ou se ela continuará com esse mistério por muito tempo. Também não sabemos se ela pretende revelar as especificações oficiais e confirmar o que todos já sabem sobre o seis-em-linha 3.0 turbo de 340 cv que também poderá ter uma variação de 400 cv em uma versão hardcore da GRMN.

O que sabemos é que ele será finalmente lançado no segundo semestre de 2019, mas a Toyota bem que poderia mostrar logo o carro, não é?

 

Um Mustang clássico autônomo em Goodwood

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Combinações improváveis são interessantes. Bacon e chocolate, por exemplo, foi uma descoberta bacana dos últimos anos. Motores V8 em minicarros urbanos também são legais. Mas algumas combinações são tão improváveis que a gente sequer pensa nelas. Imagine, por exemplo, fazer melancia assada na brasa. Ou trocar os brigadeiros por camafeus na festinha de 6 anos do seu filho. Ou levar um Mustang 1965 autônomo a Goodwood.

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Pois então… alguém decidiu levar um Mustang autônomo à meca dos entusiastas britânicos em um evento que celebra a paixão pela direção. E esse alguém foi ninguém menos que a Siemens e a Universidade de Cranfield, da Nova Zelândia. E pensar que no passado eles nos davam Bruce McLaren, Denny Hulme e Chris Amon…

O carro irá participar do Festival of Speed tentando completar a subida de montanha sem intervenção do piloto e será o primeiro carro autônomo a participar do evento. Além dele, os promotores da Fórmula-E, que querem lançar uma categoria de carros-robôs chamada Roborace, também irão levar o protótipo autônomo-robótico para o evento.

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O Mustang provavelmente conseguirá fazer a subida, uma vez que já tem todos os dados da pista inseridos na programação do controlador e usará sensores e sistemas diversos para prevenir acidentes e saídas de pista. Além disso, sua velocidade máxima não será superior a 65 km/h.

 

 

O fim do Tata Nano

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Lembra do Tata Nano? Ele chegou em 2008 prometendo ser o carro mais barato do mundo — na época era anunciado como “o carro de 2.000 dólares” — e conseguiu fazer isso por um breve período. Sua intenção era fazer com que as famílias indianas trocassem as motos por um carro e, por isso, era tão barato.

Agora, depois de 10 anos, ele está prestes a sair de linha simplesmente porque nunca chegou perto da expectativa de vendas da marca. Segundo a agência Bloomberg a Tata produziu somente uma unidade do Nano em junho, ante as 275 de junho passado. O que significa que o carro está deixando de ser produzido devido à baixa demanda.

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Ratan Tata esperava vender 250.000 unidades por ano — lembrando que a Índia é o segundo país mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes — mas ele nunca chegou a 75.000 unidades anuais. Apesar de extremamente espartano, a imprensa britânica avaliou o carro na época e o comparou ao Mini original (algo que os jornalistas britânicos costumam fazer para elogiar carros pequenos, baratos e com atributos satisfatórios). Aparentemente ninguém quer um carro barato demais.