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Zero a 300

Mercedes-AMG C63 2019 chega ao Brasil por R$500.000, Toyota fará jipe lunar, Volkswagen elétrico chega em maio e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas (ou não) do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

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Mercedes-AMG lança três versões do C63 2019 no Brasil

A Mercedes-AMG está lançando no Brasil a linha 2019 do C63. Os modelos chegam com o facelift promovido no final do ano passado em três configurações diferentes: C63, C63 S e C63 S Cupê. Os preços são R$ 500.000, R$ 547.000 e R$ 556.000, respectivamente.

Todos eles são equipados com o motor V8 biturbo de quatro litros, que tem 476 cv no C63 e 510 cv nos C63 S, combinado ao câmbio de nove marchas e embreagem dupla AMG Speedshift. Com esse conjunto, o C63 vai de zero a 100 km/h em 4,1 segundos e tem sua velocidade máxima limitada em 250 km/h. O C63 S vai de zero a 100 km/h em 4 segundos na versão sedã e 3,9 segundos na versão cupê. Nos dois, a velocidade máxima é limitada eletronicamente em 290 km/h.

A principal mudança na linha 2019 é um sutil facelift que mudou  o conjunto óptico, que ganhou um novo arranjo interno, e a grade dianteira que passa a adotar o estilo “Panamericana” com aletas verticais como nos outros AMG recentes.

Por dentro, a principal novidade é o par de telas que compõem o chamado Mercedes-Benz User Experience, ou MBUX. Uma das telas substitui o quadro de instrumentos e a outra, posicionada no centro do painel, exibe as informações de áudio, vídeo, navegação, câmeras e ajustes do carro. Além do MBUX, o C63 também ganhou um novo volante, com almofada circular e novos comandos para o sistema MBUX. (LC)

 

Volkswagen começa a vender hatch ID em maio – e quer lançar outros 70 elétricos até 2030

Determinada a deixar para trás as trapaças com os motores a diesel, a Volkswagen parece querer liderar a transição da indústria para os carros elétricos. Seu primeiro modelo construído sobre a plataforma dedicada MEB, o hatchback I.D., começará a ser vendido no dia 8 de maio de 2019, cerca de seis meses antes de o modelo ser apresentado publicamente no Salão de Frankfurt, na Alemanha.

A fabricante está confiante, e acredita que a edição de lançamento se esgotará na pré-venda antes mesmo da apresentação do carro. De acordo com a Volks, o preço do ID deverá começar nos € 30.000 (cerca de R$ 129.000 em conversão direta), com uma linha composta por três versões. A mais cara delas terá autonomia de 550 km com uma carga completa.

E a VW precisam ser otimista, mesmo, porque o plano é ambicioso. Cerca de um ano depois do lançamento do ID hatch, a fabricante lançará o ID Crozz, um SUV com o porte do Tiguan. Em 2021, será a vez de um cupê elétrico e, no ano seguinte, virá a ID Buzz, sucessora espiritual elétrica da primeira Kombi.

Até 2030, a ideia da Volkswagen é colocar no mercado 70 novos modelos elétricos, espalhados pelas 12 marcas do grupo – incluindo Audi, Bentley, Porsche, Skoda, Seat e a própria Volks – e em todas as categorias, de SUVs a esportivos, passando por automóveis de passeio, minivans e picapes. Por outro lado, a fabricante também prevê que as mudanças trarão uma redução de cerca de 30% nos empregos, visto que o processo de fabricação de um carro elétrico envolve menos mão de obra e componentes. (DH)

 

Toyota irá fabricar “jipe” lunar do Japão

Foi anunciado ontem (12) um acordo entre a Toyota e a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) para o desenvolvimento de um novo veículo lunar tripulado. O anúncio foi acompanhado de uma projeção conceitual, mostrando um veículo de seis rodas com uma grande inspirada pelo SUV retrô FJ Cruiser, que por sua vez era uma referência ao icônico Land Cruiser (o nosso Toyota Bandeirante).

A JAXA não pretende construir um foguete para mandar pessoas à lua, ao menos por enquanto. Mas a agência acredita que o veículo criado pela Toyota poderá ser de grande utilidade em uma missão internacional colaborativa, que já está nos planos e deve ocorrer na década de 2030.

De acordo com a Toyota, o veículo deverá ter o tamanho aproximado de dois microônibus lado a lado, com seis metros de comprimento e volume interno de 13 m³ – o suficiente para levar dois astronautas e seus equipamentos, ou quatro astronautas em caso de emergência.

Ainda é cedo para falar em detalhes técnicos, mas a Toyota acredita que, com o uso de células de combustível de hidrogênio combinadas a painéis solares, o veículo poderá ter mais de 10.000 km de autonomia – distância equivalente a quase uma volta ao redor da Lua, cuja circunferência na linha do equador é de 10.916 km. (DH)

 

Jeep terá um novo modelo de sete lugares – e pode trazer o Wagoneer de volta

Em entrevista ao site Auto Express o CEO da FCA e presidente da Jeep, Mike Manley, falou a respeito dos futuros lançamentos. E confirmou que a marca está planejando um novo SUV de sete lugares posicionado acima do Grand Cherokee e mais dois novos modelos.

Manley afirmou que o novo topo de linha compartilhará a plataforma e a motorização do Grand Cherokee, mas usará outro nome, que ainda não foi definido – especulava-se que ele poderia se chamar Grand Cherokee Chief, mas esta possibilidade foi negada por Manley, que citou a importância da identidade do Grand Cherokee para seu público.

Além deste novo modelo de topo, a Jeep também está trabalhando em um modelo para complementar o segmento do Grand Cherokee. Este novo SUV poderá ser batizado como Jeep Wagoneer, visto que a fabricante já praticamente confirmou que planeja trazer o nome do clássico de volta. Com isto, abre-se a possibilidade de que o modelo de topo seja chamado Grand Wagoneer, trazendo abaixo dele o Wagoneer e o Grand Cherokee.

A previsão é que os três novos Jeep apareçam ainda em 2019, mais para o fim do ano. Além dos lançamentos, é possível que a companhia aproveite para introduzir versões híbridas em modelos já existentes – manobra sinalizada pela apresentação do Renegade e do Compass híbridos em Genebra. (DH)

 

Novo motor diesel da Volvo pode ser o último do fabricante

A Volvo anunciou que em junho lançará um motor diesel novo e esse poderá ser o último da marca. O executivo Lex Kerssemakers afirmou em entrevista a revista Autocar que uma família de motores à diesel tem ciclo de vida de três a quatro anos, então é provável que daqui cinco anos a Volvo não terá mais motores diesel. O CEO Hakan Samuelsson disse que o fabricante precisa ter suas prioridades e no momento a prioridade são os híbridos e elétricos, por isso que a nova geração do S60 não tem opção de motor diesel.

O motor diesel atual da Volvo faz parte da arquitetura Drive-E lançada em 2013, ele compartilha o mesmo bloco do 2.0 à gasolina usado em toda a linha, em versões de 120 cv a 235 cv. A Volvo não deu mais informações sobre o motor novo, apenas que ele vai fazer sua estreia no XC90 em Junho. (ER)

 

Designer da BMW explica a grade imensa do novo Série 7

Se achou a grade do BMW Série 7 exageradamente grande, saiba que você não está sozinho nessa. Segundo as estatísticas do FlatData, 11 em cada 10 pessoas acharam o mesmo, e para estas pessoas a BMW tem uma explicação sobre a hidronefrose bilateral de seu sedã de luxo.

Em entrevista ao site BMW Blog, o designer da marca, Alexey Kheza, disse que a grade avantajada do Série 7 foi idealizada para “ter uma melhor conexão com o restante da linha BMW e com a posição do modelo na linha”. Resumidamente, a grade é grande porque o sedã é grande — o que faz tanto sentido quanto vender sapatos com base na altura do sujeito em vez do tamanho do pé.

Além disso, Kheza disse que a grade maior permitiu que ele desenhasse um para-choque mais baixo e mais limpo, sem as grades laterais do modelo pré-facelift, que agora “é substituída por uma aleta que direciona o fluxo de ar para otimizar a aerodinâmica do sedã”. É uma explicação mais sensata que a proporção desproporcional, não? (LC)

 

Renault reduz preços de seus carros em até R$ 13.000

A Renault anunciou nesta terça-feira (12) uma série de reduções nos preços de praticamente toda a sua linha. Os descontos chegam a mais de R$ 13.000, no caso da picape Duster Oroch.

Começando pelo menor modelo, o Kwid teve os menores descontos, passando de R$ 32.810 para R$ 32.650 (R$ 160 mais barato) na versão Life, e de R$ 38.450 para R$ 38.270 ( -R$ 180) na versão Zen. A versão Intense permaneceu a R$ 40.490.

O Sandero teve reduções em todas as suas versões, e a mais generosa foi a Expression 1.0 MT, que teve seu preço reduzido em R$ 5.595, passando de R$ 53.090 para R$ 47.495. O Expression 1.6 MT também teve redução semelhante, passando de R$ 57.590 para R$ 52.115, redução de R$ 5.475. Os especiais também tiveram descontos: o Stepway Dynamique passou de R$ 64.290 para R$ 60.680, uma redução de R$ 3.610, enquanto o RS foi de R$ 67.790 para R$ 65.300 — R$ 2.490 a menos.

Os menores descontos da linha Sandero ficaram com o Authentique 1.0 e com o GT Line 1.0. O primeiro baixou R$ 950, enquanto o segundo apenas R$ 675, e agora custam R$ 45.215 e R$ 48.850, respectivamente.

A versão sedã, Logan, teve descontos de R$ 950 no Authentique 1.0, passando de R$ 49.490 para R$ 48.540. As demais versões foram reduzidas entre R$ 3.820 e R$ 4.070, levando os preços para R$ 51.670 na versão Expression Advantage 1.0 (era R$ 55.490), R$ 49.420 na versão Expression 1.0 (era 53.490) e R$ 54.425 na versão Expression 1.6 (era R$ 54.425).

Os maiores descontos estão na linha de SUV e crossovers da Renault, com reduções variando de R$ 3.210 a R$ 13.345. O Captur é quem teve as menores reduções desse segmento, passando de R$ 82.990 ara R$ 78.990 (R$ 4.000 a menos) na versão Zen 1.6 Manual, de R$ 93.900 para R$ 90.690 na versão Intense 1.6 CVT, e de R$ 98.990 para R$ 91.690 (R$ 7.300 a menos) na versão Intense 2.0 Automático.

Na linha Duster, a versão Expression 1.6 Manual passou de R$ 72.290 para R$ 65.970, R$ 9.320 reais a menos. O Expression 1.6 CVT teve redução semelhante, passando de R$ 82.790 para R$ 73.475 ( -R$ 9.315),  enquanto o Dynamique 1.6 CVT foi de R$ 87.890 para R$ 77.590 ( -R$10.300) e o Dynamique 2.0 Automático foi de R$ 93.990 para R$ 81.130 (R$ 12.860 mais barato).

Por último, o Duster Oroch foi quem teve o maior desconto: a versão Dynamique 2.0 Manual passou de R$ 88.210 para R$ 74.865, uma redução de R$ 13.435. O Dynamique 2.0 Automático baixou de R$ 90.210 para R$ 79.890 ( -R$ 10.320), enquanto o Expression 1.6 foi de R$ 79.910 para R$ 71.900 e o Dynamique 1.6 Manual de R$ 83.310 para R$ 73.890.

 

Mitsubishi diz que não vai mais fazer esportivos e explica o porquê

Milhares, talvez milhões, de entusiastas no mundo todo lamentaram a morte do Lancer Evolution, consumada em 2016, e a transformação do Eclipse em um crossover em 2018. E, pelo visto, a Mitsubishi não está muito preocupada em se redimir junto de seus admiradores – na verdade, é bem o oposto. Em entrevista ao site Car Throttle, o diretor executivo Mitsubishi britânica Rob Lindley disse que o segmento dos esportivos não é mais atrativo para a companhia. Em vez disso, a marca vai investir em SUVs e crossovers daqui para a frente, e este aparentemente é um caminho sem volta.

“O foco da Mitsubishi agora são os SUVs, crossovers, tração integral e tecnologia em combustíveis alternativos”, disse Lindley. “A Mitsubishi já passeou por diferentes, fossem hatchbacks compactos ou versões esportivas, como o Evo – mas não tivemos clareza no nosso objetivo.”

Na prática, a Mitsubishi não vê importância suficiente no nicho dos esportivos é importante o bastante para mantê-lo preenchido. “Não sei quantas pessoas querem carros de alto desempenho agora. Mas não acho que seja um segmento grande no mercado automotivo dos dias de hoje.”

Do ponto de vista de quem admira os carros da Mitsubishi por sua tradição esportiva, como o sucesso do Lancer Evolution nos ralis na década de 1990, e modelos icônicos como 3000GT e o próprio Eclipse, esta é uma notícia bem desconfortável. Questionado sobre a possibilidade de manter um modelo esportivo como produto de nicho, concentrando o restante da linha em utilitários e picapes – algo que já está sendo colocado em prática pela Ford com o Mustang –, Lindley foi categórico: “Como uma companhia que vende 1,2 milhões de carros mundialmente, do ponto de vista global não somos tão grandes”, afirmou. “E se tentarmos nos fazer presentes em todos os diferentes segmentos do mercado, seguindo tendências como esportivos, será difícil nos mantermos economicamente viáveis.”

É uma pena. Toyota, Subaru e Mazda já mostraram que é possível manter um ou mais esportivos com pegada altamente entusiasta e, ainda assim, diversificar e modernizar o restante da linha para satisfazer o consumidor médio. Mas a Mitsubishi não está disposta a fazer o mesmo, e acredita que a nostalgia pelos bons tempos deve ser suficiente para manter o interesse dos entusiastas.

“Este tipo de consumidor também dirige outros tipos de carros. Eles podem adorar os Evo e os outros esportivos de antigamente, mas há uma boa chance de eles terem outros tipos de veículos em suas garagens.” (DH)

 

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