Mercedes-Benz S600 C140: que tal um cupê com o motor do Pagani Zonda na sua garagem?

Dalmo Hernandes 7 janeiro, 2017 0
Mercedes-Benz S600 C140: que tal um cupê com o motor do Pagani Zonda na sua garagem?

Você já deve ter visto alguma menção ao motor M120 da Mercedes-Benz aqui no FlatOut. O V12 alemão de seis litros é uma de nossas usinas de força favoritas, e já foi chamado por nós de “obra prima da engenharia alemã”.

Não é por acaso: o M120 esteve no cofre de todo Mercedes-Benz com motor V12 nos anos 1990 e início dos anos 2000. E isto inclui até mesmo o Mercedes-Benz CLK GTR, que nasceu para competir nas provas de longa duração e ganhou uma versão de rua para homologar o carro de corrida.

Uma de suas aplicações mais famosas (e, parando para pensar, uma das mais impressionantes) aconteceu em 1999, quando o Pagani Zonda foi lançado: a primeira versão do supercarro utilizava exatamente o mesmo motor que o Mercedes-Benz S600 da geração W140 tinha quando foi lançado, em 1992– um V12 de seis litros com 394 cv a 5.200 rpm e 58,1 mkgf de torque a 3.800 rpm. Com ele, o Zonda C12 chegava aos 100 km/h em 4,2 segundos e até os 160 km/h em 9,2 segundos.

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Tanto nos Mercedes-Benz quanto no Zonda, o M120 apareceu em versões de seis litros, sete litros e 7,3 litros, variando o deslocamento com mudanças no curso dos pistões e diâmetro dos cilindros. Por exemplo, a versão de seis litros tem 80,2×89 mm, respectivamente, enquanto a versão de 7,3 litros tem 92,4×91,5 mm.

No caso do cupê da Mercedes, são 5,5 segundos para chegar até os 100 km/h, enquanto a velocidade máxima, sem limitador, é de 288 km/h – o que não é nada mau para um automóvel lançado há 25 anos. E é exatamente um exemplar do S600 cupê, código C140, nosso Achado Meio Perdido de hoje.

Também conhecido como 600SEC ou CL600, dependendo do ano de fabricação, o S600 C140 era o topo-de-linha da Mercedes-Benz na época, e utilizava o primeiro motor V12 produzido em série pela companhia. O M120 foi projetado como dois seis-em-linha unidos pelo virabrequim, e possui dois módulos eletrônicos de controle, um para cada uma das bancadas. O bloco é de alumínio, e os cabeçotes traziam comando duplo e quatro válvulas por cilindro, sendo que os comandos das válvulas de admissão eram variáveis. Ele também está entre os primeiros motores V12 produzidos em série alimentados por injeção eletrônica multiponto. No caso do S600, o câmbio era automático de quatro marchas, e levava a força para as rodas traseiras.

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Sendo o mais caro e potente carro da linha na época, o C140 foi uma vitrine de inovações, o que incluía sistemas eletrônicos para controlar tudo no carro e amortecedores com carga ajustável. Por dentro, havia ar-condicionado digital de duas zonas, acabamento em madeira, cortinas elétricas para as janelas traseiras e portas com fechamento automático por sucção. Você não precisava sequer buscar o cinto de segurança: um extensor elétrico entregava a fivela na sua mão.

Grand tourer por excelência, o S600 C140 é muito espaçoso, macio e silencioso, e o entre-eixos de 2,94m (quase três metros!) é responsável por isto em parte, bem como a suspensão bem acertada, o motor que é referência em suavidade, e os vidros duplos (duas folhas de vidro com uma camada de vácuo entre elas, isolando os ruídos externos de forma muito eficiente).

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O exemplar em questão pertence a Maurício Ribeiro, que adquiriu seu S600 1993 em 2014. O carro, que tem 63.000 km rodados, está em incrível estado de conservação e, de acordo com o proprietário, tem toda a manutenção em dia – mecânica, suspensão e elétrica estão totalmente em ordem. A carroceria tem a pintura original muito bem conservada e o interior também não traz detalhes.

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Aliás, ao contrário do que se costuma pensar, o S600 não é um carro tão problemático assim de se manter. Claro, estamos falando de um Mercedes-Benz de luxo da década de 1990, o que significa que existem diversos componentes eletrônicos com mais de 20 anos de uso, mas eles não são difíceis de encontrar e são bastante duráveis. É claro que eles custam caro, mas você esperava algo diferente em um carro deste nível?

O valor pedido, de R$ 96,8 mil também não é para qualquer um. Na verdade, este S600 é um investimento: é um carro raro no Brasil e que tende a valorizar nos próximos anos.

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Sendo assim, se você tem R$ 100 mil para gastar em um carro, este pode ser um grande negócio. O carro está anunciado no Webmotors, e você pode entrar em contato com o anunciante pelo telefone (11) 9 9947-5762.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial, tampouco de uma reportagem aprofundada. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.