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Zero a 300

Mercedes lança C300 perua no Brasil, o trailer da nova temporada de “The Grand Tour”, McLaren usará tração integral e motores elétricos e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Este é o primeiro trailer da segunda temporada de “The Grand Tour”

Depois de quase meio ano desde o fim da primeira temporada de “The Grand Tour” (e depois de dois acidentes de Richard Hammond), a Amazon publicou nesta terça-feira (11) o primeiro trailer da segunda temporada de “The Grand Tour”.

São apenas 35 segundos, mas suficientes para mostrar muito do que está por vir: eles esfregam na nossa cara um McLaren 720S, um Lancia 037 Martini Racing (sim, um Lancia 037 do Grupo B com a pintura Martini Racing), um Audi TT RS, um Jaguar XJ dos anos 1990/2000 e, claro, o Rimac Concept One que acabou destruído por Richard Hammond em uma subida de montanha na Suíça.

Além dos carros, como tem se tornado cada vez mais frequente com Jeremy Clarkson, Richard Hammond e James May, também vemos alguns aviões e até um tanque Ripsaw atravessando uma parede — a destruição, aliás, é outro elemento cada vez mais presente nos episódios do trio.

Apesar do lançamento do trailer, ainda não foi divulgada a data de estreia do programa, mas considerando que já temos um trailer publicado, a estreia do primeiro episódio não deve passar de setembro.

 

McLaren quer tração integral e sistemas híbridos em seus carros de rua

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Enquanto sua equipe de F1 sofre com um motor que não funciona e as limitações da regras, a McLaren segue desenvolvendo e evoluindo seus carros de rua, como vimos com o lançamento do 720S e seu 4.0 V8 biturbo de 720 cv.

Neste mais recente esportivo o motor V8 foi modificado para deslocar quatro litros em vez de 3,8, ganhou novos turbos e outros componentes internos (vimos os detalhes neste post), mas ele continuou movendo somente às rodas traseiras, mantendo-se fiel à configuração clássica dos supercarros.

Mas isso deve mudar em breve. Em entrevista à edição americana da revista Car and Driver o chefe da McLaren Automotive, Mike Flewitt, disse que seus carros estão chegando aos limites da tração traseira e que a fabricante considera a adoção de tração integral: “Ainda não chegamos lá, mas diria que estamos nos aproximando do limite da tração traseira. Ainda não estamos planejando o uso de tração integral, mas estamos cientes de que esta é uma direção que poderemos tomar”, disse.

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Se Flewitt já está falando sobre isso abertamente com a imprensa, pode apostar que os futuros McLaren terão mesmo tração integral. Mas sendo uma empresa de tecnologia automotiva, é claro que eles não usarão um sistema de diferencial central com uma árvore de transmissão atravessando o carro até o eixo dianteiro. Em vez disso eles certamente usarão o mesmo arranjo do Honda NSX e do Porsche 918: um eixo dianteiro motriz, equipado com motores elétricos. A dica está muito clara na seguinte citação de Flewitt: “Nossa arquitetura híbrida será flexível, e do ponto de vista da engenharia, não faz sentido usar um cardã no meio do carro.”

Outra mudança que a McLaren pretende implementar em seus futuros modelos, é a forma de afixar o motor à estrutura do carro: eles querem abandonar os sub-chassis e adotar motores e câmbios como componentes estruturais, exatamente como os carros de corrida: “Sempre pergunto aos engenheiros como reduzir o peso e, claro, carros de corrida não usam subchassi. Não sei se podemos fazer isso com um carro de rua, certamente haveria alguns desafios em termos de refinamento, mas não seria bom usar um [arranjo de] monocoque, motor e câmbio?”, disse.

Bem, Flewitt, você sabe que é possível: a Ferrari F50 e o Mercedes CLK GTR já eram assim há duas décadas. Além disso, seus rivais da Mercedes e da Red Bull estão desenvolvendo dois carros com este exato arranjo de monocoque-motor-câmbio: o AMG Project One e o Aston Martin Valkyrie.

Embora tudo ainda soe como possibilidades para o futuro, você terá menos surpresas se encarar tudo isso como um anúncio discreto sobre como serão os McLaren do futuro: mais leves, com tração integral e muito mais potentes.

 

Airbags “fatais” da Takata causam mais uma morte

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A Honda confirmou nesta semana mais uma morte causada pelos airbags fatais da Takata e, para adicionar ainda mais infelicidade à tragédia, a morte não aconteceu em um acidente de trânsito, mas com o carro parado: a vítima foi um mecânico que desmontava o console central de um Honda Accord.

Segundo o site Detroit News, a investigação sugere que a chave do carro estava no contato (embora o fato não tenha sido) e o mecânico usou um martelo na desmontagem da peça o que, segundo a Honda, foi o que disparou o airbag. Há uma possibilidade de que tenha sido o impacto, uma vez que o módulo de controle dos airbags do Honda Accord fica posicionado à frente do console central. Dependendo da força da martelada, o sensor de desaceleração do módulo pode ter se ativado, disparando os airbags.

Apesar de a morte ter sido confirmada pela Honda, a fabricante japonesa reforçou que “é difícil determinar a causa das lesões” que causaram a morte do homem, ainda que a própria Honda tenha mencionado a presença de fragmentos metálicos nas fotos da perícia policial. A dúvida, segundo a Honda, é se a morte foi causada pela ruptura do deflagrador do airbag ou pela presença do martelo em frente a um airbag em deflagração”.

O relatório policial ainda indica que o Honda Accord não tinha passado pelo serviço de substituição do airbag defeituoso, que afetou 29 milhões de carros em todo o mundo. Independentemente da causa da morte, o caso só reforça a necessidade de se fazer a substituição dos airbags defeituosos, que envolvem também os carros vendidos no Brasil.

 

Mercedes-Benz lança C300 Estate no Brasil

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Nos últimos anos as peruas resistiram no Brasil graças à Fiat Adventure e às marcas alemãs, que, apesar da baixa demanda por estes modelos, continuaram oferecendo suas Estates, Wagons e Tourings. A mais recente integrante da resistência agora é a Mercedes-Benz C300 Estate.

Oferecida na versão única Avantgarde, a C300 Estate substitui a C180 Estate no catálogo nacional da Mercedes. Como você já percebeu pelo nome, a C300 Estate é um modelo mais luxuoso e mais potente: o motor 1.6 turbo da C180 dá lugar ao 2.0 turbo com 245 cv e 37,7 mkgf, que empurra a perua aos 100 km/h em 6,1 segundos e aos 250 km/h. O câmbio é automático de nove marchas, que podem ser trocadas manualmente pelas borboletas no volante.

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Além dos 490 litros de volume no porta-malas, a C300 Estate Avantgarde traz bancos de couro, teto solar panorâmico, bancos traseiros com rebatimento elétrico, abertura elétrica da porta do porta-malas, monitoramento de pressão dos pneus, controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, sistema de limpeza e secagem automática dos discos de freio e assistente de estacionamento. O preço? Bem… R$ 266.000. Quem mandou gostar de um carro que ninguém quer.

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