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Minha primeira vez no Hot Lap Limeira e no Flatout!

Antes de mais nada, como este é o meu primeiro post aqui no FlatOut, peço licença para me apresentar. Sou fotógrafo desde 2005 , tenho um Peugeot 106 com swap para um 1.6 16V preparado de 308, com cerca de 175 cv no motor (alguns de vocês já conhecem o meu carro) e, desde que me conheço por gente, a minha vida está relacionada a carros, na maioria preparados. Agora, faço parte dos colaboradores do Flatout e espero trazer coisas relevantes para o site e para vocês.

Passando as formalidades, vamos ao que interessa!

No último domingo (12/01/2014), aconteceu o 11º Hot Lap Limeira – e finalmente consegui participar. Tinha bastante curiosidade em descobrir como seria o meu desempenho neste evento, pois, apesar de ter um carro com modificações consideráveis (motor, trambulador, suspensão, freios e pneus), ele tem alguns detalhes que talvez fossem limitantes no resultado em uma pista tão travada. A caixa de direção, por exemplo, não é nada direta (é preciso girar o volante várias vezes para esterçar bem), também não sabia se a relação de marchas iria casar com a pista – e, bem, a ¨pecinha¨ atrás do volante que não é lá aquelas coisas. Portanto, eu não tinha grandes expectativas com relação ao tempo de volta – tanto que optei por não levar os pneus slick nem fazer nenhum tipo de alteração específica para o evento. O objetivo era somente me divertir e ter uma base do quanto os carros que eu já conhecia, e que já haviam andado lá, eram mais rápidos do que eu.

Chegando ao evento, foi fácil perceber que o espirito dominante é a camaradagem, não a competição. Isso é muito bom para os novatos e para quem quer só curtir o carro em um lugar seguro sem necessariamente pilotar no limite. Não existe fofoca nem pressão de ter um resultado impressionante. E existe uma grande diversidade de carros, de Ka 1.0 original a WRX preparado. Como amostra, saquem este vídeo, que bacana – é o Uno 1.0 de Julio Nishikawa, acompanhado de uma trilha eurobeat (Initial D feelings?):

O Hot Lap inicia com um breve briefing, explicando o sistema de cronometragem e os pontos da pista que exigem mais atenção. Na sequência, todos os carros entram juntos na pista para fazer algumas voltas de reconhecimento. Nessas voltas, já deu para sentir que o carro tinha se adaptado bem à pista, a direção não seria um problema e a relação de marchas acabou sendo perfeita para o trajeto, ajudando bastante no resultado – na verdade, só usei a segunda marcha. Apesar disso tudo, ainda não sabia o que esperar do cronômetro.

A primeira bateria começou e, logo de cara, o Leo Ceregatti, com seu Voyage turbo (vídeo acima), quebrou o próprio recorde. Foi o primeiro tração dianteira a andar na casa do 1:02 e ainda melhorou o tempo no decorrer do evento, terminando o dia com a marca de 01:02,684. Na minha primeira volta, virei 01:07,931, que já estava abaixo do 01:08 que tinha como estimativa. O número me motivou bastante a baixar a marca, já que ainda tinha muitos pontos para ajustar no traçado. Abandonei a estimativa conservadora e escolhi uma meta ousada, que se mostrou ainda mais ousada do que eu imaginava: ao final do evento, descobri que, até então, nenhum carro com tração dianteira de pneus radiais tinha entrado na casa do 01:06 que eu passei a almejar. (OBS: Era o que achava até o momento que publiquei o post aqui, após a publicação fui informado nos comentários que o record tração dianteira radial pertence ao Neto Oliveira e o tempo é de 01:05.738)

Na segunda bateria, grande parte dos participantes ganhou confiança e melhorou consideravelmente os tempos. Consegui baixar para 01:07.345 e a motivação aumentou. Mas, próximo ao final da segunda bateria, um dos participantes acabou atropelando a fotocélula e o evento precisou ser interrompido por alguns instantes, até que a organização pudesse fazer a reposição do equipamento.

Antes da terceira bateria, uma leve chuva caiu sobre a pista. Na prática, ela não afetou muito o evento. Como foi fraca e o dia estava bastante quente, logo o asfalto estava seco. Porém, como não sabia como a pista ficaria, preferi não arriscar. Aproveitei para levar o Flávio Sganzerla, que está fazendo um vídeo do meu carro, para filmar uma volta onboard.

Na quarta entrada, encerrei a volta com o sentimento de dever cumprido. Pensei que havia acertado a mão, mas, quando olhei o tempo, vi 01.07,456! O resultado foi pior que a segunda tentativa e comecei a ter dúvidas se conseguiria atingir meu objetivo…

Na quinta saída pra pista, tentei uma abordagem diferente, só que o resultado também ficou bem distante do esperado. Nessa etapa, alguns participantes encerraram a sua participação no evento.

Na sexta bateria, tive mais uma vez a impressão de cravar um ótimo tempo – e foi uma das minhas piores marcas. Resolvi entrar na sétima volta só para não chegar em casa com o sentimento de que poderia ter tentado outra vez, mas já tinha perdido as esperanças de baixar o tempo. Estava satisfeito com os resultados. Terminei a volta sem grandes expectativas e, para a minha surpresa, foi aí que descobri que virei 01:06.844. Parecia uma criança em uma loja de doces… mesmo sem conseguir perceber o que fiz de diferente para o tempo ter baixado.

Com o objetivo batido, entrei na oitava bateria o mais agressivo possível para tentar polir os detalhes que tinham feito a diferença na passagem anterior. No entanto, na curva que vem antes da reta dos boxes, passei do ponto, o carro espalhou e abri a volta mais lento. Encerrei o trajeto frustrado, achando que tinha sido a pior marca do dia. Acabou sendo a minha segunda melhor.

Mais um novato que começou com o pé direito foi o Wesley Alves. Com um Subaru WRX, ele virou 01:04,223, ficou com o segundo lugar na classificação geral e a primeira colocação na 4×4.

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Como estava mais concentrado em pilotar, acabei fotografando bem pouco. Aqui estão alguns dos meus cliques.

 

Você pode conferir mais fotos feitas pelo Rafael Micheski, na fanpage da Revista Trackday.

revistatrackday

Assim encerro a minha primeira participação no FlatOut e aproveito para pedir a vocês que falem o que gostaram ou não gostaram no texto. Podem criticar sem dó. Provavelmente os meus próximos posts serão mais relacionados à fotografia. Mas gostaria que falassem o que acham interessante que eu posto aqui. Obrigado.

Para quem quiser conhecer mais do meu trabalho:

Portifólio

Fanpage

Canal no Youtube

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