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Morando no autódromo: Circuito dos Cristais promete ser o primeiro condomínio-autódromo do Brasil

Todo entusiasta sonha em morar perto de um bom autódromo — para alguns, isto significaria não ter que viajar centenas de quilômetros para assistir a uma corrida ou acelerar no fim de semana. Seria um belo estímulo, não? Mas você já pensou em morar no autódromo?

Não estamos falando de invadir Interlagos com um colchão, um travesseiro e um fogão portátil (se você estava pensando em fazer isso, não faça), e sim de morar em um complexo automobilístico com infraestrutura residencial — um verdadeiro condomínio-autódromo. Isto já existe lá fora (você talvez até conheça algum deles e não saiba) e, agora, uma empresa está trazendo a ideia para o Brasil.

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O projeto do Autódromo Internacional de Curvelo, localizado na cidade de mesmo nome em Minas Gerais, a cerca de 170 km de Belo Horizonte, foi apresentado em 2012. A ideia, que contava com o apoio da prefeitura de Curvelo, é construir um autódromo homologado pela FIA e pela FIM para receber etapas dos campeonatos mais importantes do automobilismo e do motociclismo — e, além disso, fornecer infraestrutura completa para dar ao autódromo condições de fornecer hospedagem, cuidados médicos e um espaço para realização de eventos.

Até aí já era um projeto ambicioso — mas ainda tinha mais: falava-se em, no futuro, abrigar um condomínio residencial integrado ao autódromo. Este futuro já chegou, pois agora o projeto original tornou-se o Circuito dos Cristais, o primeiro condomínio-autódromo do Brasil — que deve ficar pronto já em 2015.

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A TecRacing, responsável pelo projeto, afirma que o Circuito dos Cristais “é um empreendimento único na América Latina”. De fato, não conseguimos pensar em nada parecido com um complexo de quatro milhões de metros quadrados que abrigue um autódromo internacional, um condomínio fechado e uma área de preservação ambiental.

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Vamos à parte que interessa, o circuito em si. Com 4,4 km de extensão, o traçado tem 16 curvas e variação de relevo de 30 metros, o que certamente garante bons desafios aos pilotos. Além disso, serão 18 postos de sinalização e infraestrutura para 30 boxes. A animação abaixo dá uma ideia do traçado:

Construído de acordo com as normas da FIA, da FIM e da CBA, quando ficar pronto o Circuito dos Cristais estará apto a receber provas de nível mundial, incluindo Fórmula 1 e MotoGP, além de provas de motocross e off road. Imagine só uma etapa mundial no quintal de casa?! Definitivamente é uma boa notícia em meio às sucessivas notícias de circuitos desativados.

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Aparentemente alguém se deu conta de que não é preciso destruir um autódromo para dar lugar a um condomínio e que é possível ter os dois. De fato, o maior diferencial do Circuito dos Cristais é o condomínio, batizado de Clube Casa de Pista. Serão mais de 100 lotes de pelo menos 500 m² — podendo o cliente comprar o lote para construir ou uma Casa de Pista pronta, que poderá ser utilizada para morar, passar os fins de semana fuçando no carro (todas as casas terão espaço para oficina) ou mesmo alugar.

O condomínio ainda oferecerá praças, áreas de convivência, um clube de lazer e acesso exclusivo ao circuito principal e às pistas de motocross e off road. Agora você entendeu por que este é um projeto ambicioso de verdade?

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Por outro lado, acreditamos que um condomínio-autódromo é mais viável do que nunca no Brasil. O conceito não é novidade lá fora — basta observar, por exemplo, o Ascari Race Resort, complexo na Espanha que, como o próprio nome diz, também conta com hotéis (de sete estrelas) e entretenimento para os membros da família que não são muito ligados em velocidade — e ainda permitem que você, se quiser, deixe seu carro “morando” lá, com cuidados de engenheiros especializados 100% do tempo.

Normalmente localizados em países desenvolvidos, os condomínios-autódromo podem encontrar alguma demanda no Brasil — e não estamos falando só da falta de autódromos homologados pela FIA, mas sim em relação aos fanáticos por track days, que estão cada vez mais populares. Esses caras adorariam morar em um condomínio de luxo integrado a um autódromo de qualidade. Ou você prefere casa de bonecas, raia olímpica, varanda gourmet e brinquedoteca?

Ao mesmo tempo, muita gente rica está deixando de comprar seus supercarros no Brasil para ir morar nos EUA ou na Europa — e comprar suas máquinas por lá, onde elas custam menos e não é preciso se preocupar com assaltos ou sequestros. Um condomínio-autódromo pode ser uma alternativa a este plano, oferecendo um local seguro para ter um superesportivo ou carro de luxo e não precisar sair dele para acelerar.

Você acha que a ideia vai dar certo por aqui?

[ Sugestão de Rodrigo Passos ]

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