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Motorista é multado por “dirigir comendo drops de menta” no interior de São Paulo

Na última segunda-feira (5) um motorista foi multado no interior de São Paulo, região de Sorocaba, por chupar uma bala de menta enquanto dirigia. Ao menos é isto o que está escrito na descrição da multa aplicada pelo agente na Rodovia Senador José Ermírio de Moraes, conhecida como Castelinho. Não precisamos dizer que o motorista, de 32 anos, não concordou com a multa — que acabou virando piada nas redes sociais. Mas como isso aconteceu?

O condutor do veículo — um Porsche Cayman — foi parado pela viatura da Polícia Rodoviária sem motivo aparente. O relato diz que ele trafegava dentro da velocidade permitida pela via na faixa da esquerda. Quando viu a viatura, mudou de faixa, e neste momento os policiais emparelharam com ele e assim permaneceram por algum tempo.

Em determinado momento, peguei uma bala e coloquei na boca. Na mesma hora, eles começaram a dar sinal para que eu encostasse“, o motorista, que não quis ser identificado, contou ao portal G1.

Ele ainda relata que um dos policiais desceu do carro e pediu os documentos do motorista e do carro, como é de praxe. Contudo, ao ver que tudo estava em ordem, o policial começou a dar voltas no carro, checando todos os detalhes do carro (pneus, faróis, placa). Em seu perfil pessoal no Facebook (que manteremos anônimo para preservar sua privacidade), o motorista disse que o procedimento durou meia hora, e também que o policial voltou para a viatura algumas vezes antes, de finalmente, revelar ao condutor que o multaria por ter colocado uma bala na boca enquanto dirigia.

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Foto: reprodução

O caso teve enorme repercussão nas redes sociais nos últimos dias, levando o motorista multado a afirmar no dia seguinte, novamente através de seu perfil no Facebook, que não questionava a atuação da polícia e que sempre apoiou o trabalho da corporação, mas que realmente gostaria de saber se o procedimento de abordagem foi correto e se uma autuação realmente precisa levar tanto tempo para ser feita. A suspeita de abuso de poder por parte do policial também levou o motorista a exigir que o policial descrevesse a razão exata da autuação.

É, de fato, uma situação no mínimo estranha. O Artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro proíbe, entre outras coisas, “dirigir com apenas uma das mãos, exceto quando deva fazer sinais regulamentares de braço, mudar a marcha do veículo, ou acionar equipamentos e acessórios do veículo”. Considerado estritamente o texto do CTB, a multa é justificada.

Contudo, como comentou Bob Sharp, do Autoentusiastas, há de se ter bom senso: colocar uma bala na boca — ação que não leva dois segundos —, enquanto se dirige é tão perigoso quanto coçar o nariz ou mesmo ajeitar os óculos de grau (cujo uso é obrigatório para muitos motoristas).

A Polícia Rodoviária falou sobre o caso e limitou-se a dizer que, no campo de observações da autuação, o agente da polícia deve mesmo informar a razão da multa para poder se defender caso o motorista entre com um recurso.

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