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Muscle cars de cara nova: Dodge mostra Charger e Challenger 2015 no Salão de Nova York

Comendo pelas beiradas da briga entre Camaro e Mustang, o Challenger pode não ter vendas tão expressivas, mas tem seus fãs que não trocariam por nada seu Dodge por um Ford ou Chevrolet. Já seu companheiro de estábulo, o Charger, está praticamente sozinho — não há outro sedã americano com veia agressiva e cara de muscle à venda atualmente. E os dois acabam de ganhar atualizações para o ano-modelo 2015.

O Charger como conhecemos hoje foi lançado em 2005 sobre a plataforma LX (a mesma do 300C, com arquitetura Mercedes-Benz) e ganhou uma nova geração em 2010. Ambas são bem parecidas, com as maiores mudanças sendo realizadas atrás — as duas lanternas quadradas deram lugares a uma peça única, que percorre toda a largura da traseira, ficando parecida com a do Challenger.

Apesar de não lembrar em nada o clássico Charger lançado em 1968 — sua geração mais cultuada —, o Charger fez relativo sucesso, agradando a quem queria performance e visual agressivos de muscle car sem abrir mão da praticidade de um sedã. Até mesmo o visual que, a princípio, dividiu o público, passou a ser admirado, principalmente a partir de 2010.

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Agora o Charger de segunda geração ganhou uma reestilização de meia-vida, apresentada ontem (16) no Salão de Nova York. Segundo a Dodge, quase todos os painéis da carroceria foram renovados, ainda que a dianteira seja o local onde as mudanças são mais perceptíveis — gritantes, para dizer a verdade. O estilo agora é claramente influenciado pelo Dodge Dart, com faróis mais estreitos e arredondados dotados de LEDs que acompanham o contorno interno. Para-choque (que recebeu mais LEDs) e capô também foram modificados, bem como a grande, cujos elementos agora formam um desenho trapezoidal invertido. A mudança radical da dianteira não agradou aos jornalistas, em parte por sua inspiração em um carro menor e mais barato. Por outro lado, não duvidamos que com o tempo todo mundo se acostume e passe a gostar do novo Charger.

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Lateral e traseira parecem inalterados em um primeiro momento, mas com um pouco de atenção é possível ver que o carro todo ficou mais esguio e arredondado, pero no mucho — o que é bom. A Dodge destaca que os para-lamas dianteiros e traseiros, além das portas, são totalmente novos. A lanterna traseira agora é mais estreita e curvada, modernizando o visual da parte de trás sem perder a identidade.

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O lado de dentro não mudou muito em termos de design, porém a Dodge adicionou alguns recursos interessantes, a começar por uma tela de TFT de 7 polegadas entre os dois mostradores principais do quadro de instrumentos, além de um novo sistema de entretenimento com tela multitoque de até 8,4” no console central, para o qual estão disponíveis  aplicativos para download (com a ajuda da Wi-Fi integrada) e navegação 3D opcional. Detalhes de acabamento, alavanca de câmbio também foram revisados.

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Debaixo do capô, porém, as coisas continuam iguais: o Charger R/T terá o motor V8 Hemi 5.7 de 375 cv e 51,8 mkgf de torque, enquanto as versões de entrada SE e SXT usarão o V6 Pentastar de 3,6 litros, 296 cv e 35,9 mkgf de torque (304 cv e 36,4 mkgf). A transmissão automática TorqueFlite de oito marchas é a novidade, substituindo a antiga caixa de cinco marchas. Ainda não foram divulgadas informações sobre a versão SRT-8, que atualmente usa um Hemi de 6,4 litros e 477 cv.

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O atual Challenger, lançado em 2008, sobre uma versão encurtada da plataforma LX, denominada LC. O Challenger, sim, é um verdadeiro muscle car retrô — sendo, inclusive, o mais fiel ao modelo em que foi inspirado. A reestilização apresentada em Nova York traz mudanças bem  mais brandas: uma nova grade e novas lanternas, que remetem ao Challenger 1971, e novos faróis com LEDs — agora eles são simétricos, o que remete bem mais ao modelo original.

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O interior, contudo, mudou bastante, ficando bem parecido com o do Charger, porém com foco maior no motorista. Os recursos presentes no novo Charger também estarão no Challenger: tela colorida no quadro de instrumentos e novo sistema multimídia com tela de 8,4 polegadas.

Até agora, oito versões do Challenger foram apresentadas: SXT, SXT Plus, R/T, R/T Plus, R/T Shaker, R/T Plus Shaker, 6.4 Scat Pack e 392 HEMI Scat Pack Shaker. As duas primeiras usam o V6 Pentastar 3.6 de 304 cv. As intermediárias R/T e R/T Plus trazem o V8 Hemi 5.7 de 375 cv e as duas mais potentes, 6.4 Scat Pack e 392 Shaker, usam o Hemi 6.4, calibrado para render 492 cv e 56,7 mkgf de torque. Todas as versões trarão câmbio manual de seis marchas de série e automático TorqueFlite de oito marchas como opcional.

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Como no caso do Charger, a Dodge ainda não se pronunciou a respeito da versão mais potente, a SRT-8, que deverá vir com o novo motor Hemi 6.2 com compressor mecânico, chamado Hellcat. Segundo o Allpar.com, podemos esperar potência na casa dos 600 cv e torque acima de 90 mkgf.

Por que eles querem nos fazer esperar tanto, hein? Estamos ansiosos, ainda mais sabendo que o Charger e o Challenger estrearão no Brasil depois do Salão do Automóvel, em outubro.

Confira abaixo mais fotos dos novos Charger e Challenger.

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