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Mustang hardtop com V8 Ferrari biturbo, GT Carbon Series e mais: a Ford no SEMA Show 2018

Hoje o FlatOut está com uma programação especial dedicada às três grandes fabricantes norte-americanas no SEMA Show 2018. Depois da Mopar, com uma bela seleção de Dodge modificados, agora viemos falar da Ford – que aproveitou o evento para revelar uma versão especial do Ford GT e uma série limitada do Mustang customizada por Vaughn Gittin Jr.

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No total a Ford levou mais de 50 veículos ao SEMA Show 2018 e clamou para si o título de maior expositora OEM nesta edição do evento. São literalmente dezenas de conceitos, sendo a maioria esmagadora deles feita com base em picapes e SUVS. O que faz todo o sentido, visto que a fabricante só vai vender o GT, o Mustang, picapes e SUVs nos EUA daqui para a frente.

O pessoal da CJ Pony Parts fez uma tour pelo estande da Ford, com todos os veículos expostos, que você confere mais abaixo. A maioria deles é de preparadoras e customizadoras independentes que fizeram parcerias com a Ford para dar sua própria “cara” a veículos como o Ford Edge, a Ford Ranger, a F-150 e o próprio Mustang.

No entanto, vamos abrir este post com um carro da Ford que não foi levado ao SEMA pela Ford – e que certamente é um dos project cars mais radicais do SEMA 2018: o Mustang Corruptt – assim mesmo, com dois “t”.

 

Pony car com motor de cavallino rampante

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Projetos muito radicais usando muscle cars  e pony cars como base são um assunto delicado – muitos fãs destes carros são bastante tradicionalistas e torcem o nariz para qualquer modificação que “destrua o caráter” de determinado modelo. Trocar o motor por outro, de outra fabricante? Nem pense nisto!

Por outro lado, também existe uma parcela de entusiastas que não têm pudor algum em levar a cabo project cars verdadeiramente ousados, tendo como ponto de partida ícones norte-americanos. Nesta questão, somos da opinião de “tudo é relativo” – existem versões raríssimas que devem ser preservadas, por exemplo. Por outro lado, alguns carros verdadeiramente hereges com certeza merecem atenção. Seja pelo exotismo, pela execução ou pelo conceito.

No caso do Corruptt, estamos falando de um Ford Mustang hardtop 1968 – um carro que está nas mãos de seu dono, Tony Arme, há uns 15 anos. Arme é fundador e dono de uma preparadora especializada em muscle cars e hot rods chamada American Legends, e o Corruptt foi quase todo feito em sua oficina, com exceção de alguns itens de acabamento mais delicados que foram feitos sob encomenda.

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Tony conta que o carro teve algumas modificações feitas na carroceria e o conjunto mecânico removido e, depois disto, ficou parado por cerca de dez anos – por falta de tempo e dinheiro para dar sequência ao projeto como queria. Faz cerca de um ano que ele decidiu dar continuidade ao trabalho de customização, incluindo a instalação de um V8 Ferrari comprado no eBay, vindo de uma F430 batida.

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As adaptações necessárias para acomodar o novo motor no cofre foram mínimas – em dimensões, o V8 de 4,3 litros da F430 não difere muito de um small block norte-americano, e as mudanças debaixo do capô tiveram propósito principalmente estético, dando ao cofre um aspecto mais limpo. Por outro lado, foi preciso adaptar o coletor de admissão de uma Ferrari California, que tem motor dianteiro, no lugar da peça original da F430, feita para carros de motor central-traseiro. O câmbio escolhido foi um Tremec T-5, manual de seis marchas.

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O motor da F430 originalmente entregava 490 cv, mas com a ajuda de dois turbocompressores da Nelson Racing, instalados atrás da grade dianteira, trabalhando a 0,5 bar. O carro ainda não foi testado em dinamômetro e sequer passou por um shakedown, mas Arme estima que tenha por volta de 650 a 700 cv.

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Um aspecto interessante do carro seu sistema elétrico, que inclui conexão por Bluetooth com um iPad. Através de um app é possível controlar diversas funções do carro – dar a partida, abaixar e erguer os vidros, ligar e desligar os faróis, operar ar-condicionado e sistema de som, e até mesmo controlar a altura da suspensão a ar RideTech.

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Todos os painéis da carroceria sofreram alguma modificação – a dianteira foi encurtada em alguns centímetros, o teto foi rebaixado, as laterais foram alisadas e os vidros foram todos colados para ficarem mais rentes à lata. As rodas são da Avant Garde Wheels, os freios são da Wilwood e o sistema de escape, da Flowmaster. Já o interior foi feito aproveitando alguns dos elementos da Ferrari F430, como os instrumentos e saídas de ar, porém com diversos componentes feitos in-house – algo que, segundo Arme, não é o padrão da American Legends, que geralmente terceiriza a fabricação dos interiores de seus carros.

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Como dissemos, um projeto como este pode não ser a praia de todo mundo aqui – para alguns, talvez seja simplesmente errado colocar um V8 Ferrari em um Mustang. Por outro lado, é impossível não apreciar o nível de execução do carro, mesmo que o resultado possa ser considerado ousado demais.

 

Ford GT Carbon Series

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Passando às atrações da própria Ford. De cara,  temos como destaque uma edição especial do Ford GT, a Carbon Series, feita para quem participa de track days. Como você deve ter deduzido pelo nome, trata-se de uma edição especial com foco no uso de fibra de carbono –e que também emprega outros materiais leves, como titânio e policarbonato. A fibra de carbono já era empregada originalmente no GT mas, para o Carbon Series, há mais componentes do carro onde o material está exposto, sem pintura: duas listras percorrendo todo o comprimento da carroceria, os painéis inferiores e as rodas.

Já o titânio aparece nos parafusos das rodas e no sistema de escape – ambos opcionais em qualquer Ford GT comum. Por fim, o policarbonato fica na cobertura do motor, que possui saídas de arrefecimento extras.

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O interior do Ford GT perdeu o porta-objetos para o carona e também o porta-copos para reduzir peso. O resultado foi uma redução de… 18 kg no peso do carro. Ou seja: em vez dos 1.521 kg originais, o Ford GT Carbon Series pesa 1.502 kg.

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Caso a Ford tivesse removido também o sistema de ar-condicionado, o rádio e a central multimídia Sync 3, talvez tivesse conseguido enxugar mais alguns kg. Isto não foi feito porque, segundo a fabricante, a ideia é que o proprietário possa ir dirigindo até a pista, acelerar por lá e voltar dirigindo com um mínimo de conforto.

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A Ford já abriu um novo processo de seleção para clientes interessados na segunda leva do Ford GT, que terá mais 350 exemplares fabricados – e declarou que os aprovados já podem encomendar o pacote Carbon Series.

 

Mustang RTR Series 1

Feito em parceria com o piloto de drift Vaughn Gittin Jr., foi apresentado no SEMA o Mustang RTR Series 1. Trata-se de um Mustang GT modificado, naturalmente – e na primeira olhada podemos notar um novo body kit, luzes auxiliares embutidas na grade, novos emblemas e rodas de 19×9,5 polegadas na dianteira e 19×10 polegadas na traseira.

A decoração externa fica completa com adesivos nos vidros, faixas laterais e um novo spoiler traseiro com uma Gurney flap embutida.

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O que não se vê imediatamente são as modificações na suspensão, que incluem barras estabilizadoras ajustáveis – segundo a Ford, elas permitem que se acerte o comportamento do carro para diferentes situações e cenários, como uma dragstrip, um circuito de drift ou um passeio mais animado por uma estrada cheia de curvas.

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De acordo com a Ford, a partir do primeiro semestre de 2019 serão disponibilizados 500 kits do RTR Series 1 para serem instalados em concessionárias selecionadas. Não há componentes mecânicos inclusos no pacote, o que permite que tanto o Mustang com motor turbo Ecoboost quanto o Mustang GT, que usa o V8 Coyote, podem recebê-lo.

 

 

 

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