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Na Natureza Selvagem: uma road trip de carro pelo Alasca

Tem alguma coisa especial em road trips que me fascina profundamente. Não sei se é a sensação de desbravamento de um novo caminho, a liberdade que se tem mesmo que não haja possibilidade de desvios no caminho, ou simplesmente o isolamento que o veículo – independente de qual seja – acaba provocando na gente.

Aprendi desde cedo a gostar de road trips, e devo muito disso às viagens que fiz com minha família, ou às vezes somente com meu pai. Desde que tinha 10 ou 11 anos sou mais alto que minha mãe e por isso (e também para evitar as confusões com meus irmãos no banco de trás) acabei assumindo o posto de “navegador”, no banco dianteiro do passageiro, e gostava da responsabilidade de auxiliar meu pai ao procurar as saídas das cidades, qual caminho tomar em um entroncamento mal sinalizado, ler mapas etc.

Isso sempre foi tão forte para mim que sempre que posso incluo um trecho de estrada nas viagens que eu faço. Algumas delas (Alemanha, Detroit) pude ter o prazer de compartilhar com vocês e a experiência sempre foi positiva.

Desta vez não seria diferente. Após um primeiro semestre de muito trabalho para auxiliar a organização de um evento de grande porte no trabalho, tudo deu certo e foi-me permitido participar de uma Conferência em San Diego que eu almejava há alguns anos.

Aproveitando isso, marquei férias para aproveitar a ida para os EUA e fazer mais uma viagem pela terra do Tio Sam. E, novamente, a estrada estaria presente. Foquei em dúvida entre dois roteiros diferentes: Canada 1 – Alberta Highway 93 – Canada 16, cortando os parques Banff e Jasper, iniciando em Calgary e terminando em Edmonton; e a Interstate 17 – Arizona Highway 179 e 89A – Outras Highways, passando por Aspen, Pikes Peak até Denver. Ao pesquisar o preço das passagens, acabei optando por uma terceira alternativa.

opção 1 opção 2

Alasca!

Como tive todas as confirmações da viagem a alguns dias do embarque, acabei apenas reservando as passagens de San Diego para Anchorage, as hospedagens ao longo do caminho, um passeio pelo Denali National Park and Preserve e o carro para me levar por essa jornada.

Ao fazer algumas pesquisas por most scenic routes in USA no google, invariavelmente todos os links trazem alguma estrada no 49° estado. Posteriormente eu descobri que TODAS as estradas lá são scenic routes.

Capítulo 2

Cumprindo a jornada

Finda a Conferência, embarquei no dia seguinte para Anchorage. Dois vôos de aproximadamente 3h de duração cada, com uma parada em Seattle me levariam ao que foi, indubitavelmente, uma das melhores roadtrips da minha vida!

Vi um pôr do sol belíssimo no aeroporto Tacoma, esperando para embarcar para o Alasca, e aquilo, sem eu saber, já era um prelúdio do que me esperava nos próximos dias. Ao chegar em Anchorage, já próximo da meia noite, minhas forças me permitiram apenas retirar o carro no aeroporto e ir para um hotel próximo dormir. O dia seguinte seria cheio!

chegada ANC

seattle

Acordei cedo, tomei o café da manhã e antes de partir, passei em um supermercado para comprar algumas coisas: um fardo de garrafas d’água, jerked beef, batatas fritas em lata, chocolate, barras de cereal, pão, alguns remédios para rinite alérgica e curativos. Como sabia que passaria por pequenos vilarejos, mas que por longos trechos não veria traços de civilização, aquilo era necessidade, e não gula.

roteiro alascaroteiro alasca zoom

Já na rodovia AK-3, ou George Parks Highway, em direção à Fairbanks, tive uma overdose de endorfinas. Nada do que eu lesse – e vocês lerão e verão no resto do meu relato – faz real jus ao que pude presenciar. O Alasca é deslumbrante e os adjetivos faltam para descrever a beleza daquele lugar. Aliás, colocar adjetivos, por melhores que sejam, simplesmente limitam a real experiência, mas mesmo assim tentarei passar o que senti durante todos esses dias.

Para colocar em perspectiva, demorei cerca de 8:30 para percorrer cerca de 386 km, entre Anchorage e o hotel que me hospedaria nas próximas duas noites. Não que tenha sido uma viagem maçante – como a velocidade média de aproximadamente 45 km/h faz supor – mas é que numa estrada daquela literalmente o que importa é o caminho, e não o destino!

Estava realmente muito estressado e mentalmente esgotado antes da viagem, e já no primeiro dia, ao me deparar com uma cena na estrada, eu senti todo meu cansaço simplesmente ir embora. Eu presenciei uma das cenas mais bonitas que jamais vi – e provavelmente jamais verei: um alce tomando banho em um rio num local que poderia tranquilamente ter sido tema de um quadro de Claude Monet. Aliás, toda a cena, para mim, era a live action de um quadro de Monet. Apesar das fotos não fazerem jus, vejam abaixo e me digam se eu não tenho pelo menos um pouquinho de razão.

alce 1 alce 2

Ao chegar no hotel, que por si só envolvia um conjunto de construções muito bonitas, decidi que não iria ficar ali esperando o dia se acabar com tanto para ver. Após o check-in, peguei o carro e fui jantar em Fairbanks, a aproximadamente 200 km dali. Para colocar em perspectiva, era como se eu resolvesse, saindo de minha casa em Brasília, ir jantar em Goiânia e voltar para dormir na minha cama.

Pouco me importava isso, eu simplesmente QUERIA mais daquilo.

No dia seguinte, embarquei cedo pela manhã por um passeio de aproximadamente 12h pelo Denali National Park and Preserve. Neste parque, após cerca de 20 a 30 milhas do centro de recepção ao turista, não se pode trafegar com carros particulares, apenas os ônibus da empresa autorizada a explorar turisticamente o parque e alguns carros particulares de biólogos e geólogos com autorização para estudo passam da cancela onde fica um park ranger controlando a entrada.

Novamente, mais uma overdose de endorfinas vendo a natureza exuberante do local. Bandos de caribus e alces pastando perto da estrada, uma mamãe urso com seus dois filhotes comendo berries para ganhar peso e se preparar para a hibernação invernal, dall sheeps (carneiros da montanha) escalando as escarpas das montanhas, riachos, glaciares, a tundra, a taiga, montanhas com picos nevados, lagos, cabanas. Tudo que se espera do Alasca estava lá, exceto o Monte Denali que foi caprichosamente escondido pelas nuvens baixas e chuvosas que foram presentes durante todo o dia.

caribu ursos

Mesmo não vendo o maior pico dos EUA, foi um passeio incrível e bem cansativo. De noite, já de volta ao hotel, jantei um hambúrguer de carne de rena (renas e caribus são primos, diferenciando-se pelos primeiros serem domesticados e os segundos, selvagens). Depois disso, mais estrada.

Percorri alguns km das Stampede Road, vicinal que cruza com a AK-3 perto do hotel e que foi a trilha final percorrida por um jovem chamado Christopher McCandless, ou Alexander Supertramp. Quem tiver curiosidade sobre a história de vida desse jovem, procurem pelo filme “Na Natureza Selvagem” (Into The Wild – 2007). No fim dessa estrada começa a trilha de mesmo nome, percorrida por ele e onde, no fim dela, ele feneceu. Ali ficou claro para mim o porquê dele ter escolhido o Alasca como destino de sua jornada e parte das coisas que ele fez durante a vida passaram a fazer um enorme sentido para mim.

trilha

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No dia seguinte parti rumo à Copper Center, vilarejo onde fica a próxima hospedagem desta roadtrip. Voltando para Cantwell – e com o tanque cheio – divergi à esquerda pela AK-8. Nesta estrada não-pavimentada, pude ter um contato ainda mais próximo da natureza. Aqui, aqueles mantimentos que comprei em Anchorage valeram o custo. Passei o dia praticamente inteiro sem ver nenhum traço de civilização. Nenhum posto de gasolina, vilarejo, absolutamente NADA de vida humana, a não ser a de alguns carros que cruzei ao longo do dia.

Almocei pão, chocolate, jerked beef e batatas fritas, e não me incomodei nem um pouco com isso! No almoço, a única coisa que quebrou o silêncio foi o sonic boom de um caça que realizava exercícios no céu acima de mim, mas foi só. Além da fauna e flora, passei por córregos de água pura vinda da neve das montanhas e pude beber dessa água. Dessa vez passei perto de glaciares também e pude ver montanhas com picos nevados.

Neste dia rodei cerca de 400 km até o hotel, e demorei aproximadamente 8h para isso. Fui com calma, parando pelo caminho, tirando fotos e absorvendo com todos os meus sentidos todas as boas energias do local onde estava. Ao chegar no hotel, novamente fui jantar bem longe. Desci até Valdez (aproximadamente 160 km) apenas para curtir a paisagem, o Worthington Glacier e voltar para dormir.

No dia seguinte, enquanto tomava o café da manhã, fiquei conversando com a dona do bed&breakfast onde estava hospedado. Aqui, tive mais uma experiência incrível daquelas que não são possíveis viajando de avião ou outro transporte coletivo, isolado do mundo. A dona do local era uma senhora simpaticíssima e muito culta, e minha previsão de partir até às 9 da manhã acabaram furando. A conversa estava tão boa, e eu estava tão feliz de simplesmente estar ali e ter conhecido a Kate, que, quando me dei conta, já passavam das 11 da manhã. Acho que conheci um pouco da hospitalidade alasquiana.

Kate e eu

Parti novamente em direção à Valdez, because roadtrip. Dessa vez, após o almoço lá, tomei o rumo de Anchorage.

Eu corro um sério risco de parecer repetitivo, mas simplesmente não conseguia me cansar e me espantar com a beleza do Alasca. Dessa vez, enquanto dirigia perto de um lago, passou uma águia careca americana sobrevoando o carro. Como a estrada estava vazia, consegui fazer meia volta, peguei a câmera e tirei algumas fotos daquela ave lindíssima e seu vôo elegante. Ali eu entendi porque aquela ave se tornou o animal símbolo dos EUA. A impressão que eu tive é que ela sabe o quanto é foda e voa de maneira imponente justamente por isso. Sério. Ela abre bem as asas, bate poucas vezes e meio que plana no ar, mantendo curso estável.

aguia

Perto de Anchorage avistei o Matanuska Glacier. Nesse glaciar é possível chegar bem perto e subir nele. Porém, como cheguei faltando apenas 15 minutos para o parque fechar, não pude entrar. Fica para uma próxima vez. Não fiquei triste por isso, pelo contrário. Estava muito grato por ter a oportunidade apenas de passar por ali e sentir a paisagem.

No dia seguinte, adivinhem só? Mais estrada. Me dirigi à cidade portuária de Seward, a aproximadamente 200 km de Anchorage, para participar de um cruzeiro pelo Golfo do Alasca e pelo Kenai Fjord. Neste Fiorde há um glaciar que encontra com o braço de mar. A única pessoa com quem comentei da viagem (e que também não havia feito cara de espanto) e que já havia visitado o Alasca havia me recomendado o passeio e eu aceitei a sugestão.

Apesar do tempo nublado e chuvoso, o cenário era deslumbrante! Nessa hora pudemos ver baleias, focas, mais águias carecas, golfinhos, outros pássaros pescadores e uma lontra marinha fizeram parte da fauna avistada.

barco 1 barco 2

Infelizmente, devido à maré alta e ao swell vindo do sul não conseguimos navegar por mar aberto até entrar no fiorde. Chegamos a enfrentar ondas de até 4 metros de altura, e muitas pessoas na embarcação passaram mal por isso.

Seward é o marco 0 da rota original da corrida de trenós Iditarod. Infelizmente não consegui encontrar este marco para tirar uma foto, mas pelo menos voltei com um ímã de geladeira da corrida como recordação.

Na volta, mais uma surpresa. Como lá é o ponto mais ao sul onde chega a ferrovia trans-alasca, pouco depois de deixar a cidade cruzei com o trem azul e amarelo indo em direção à Fairbanks. A sensação de dirigir em uma estrada paradisíaca ao lado do trem foi uma sensação maravilhosa e só completou a experiência incrível que tive lá. Ainda consegui parar em um ponto adiante e tirar a foto abaixo, que resume muito bem o Alasca: uma montanha, uma floresta de pinheiros, o trem ao fundo, um lago, um hidroavião, uma cabana de madeira, um banquinho para admirar a paisagem e um cenário digno de um Monet, caso existissem aviões na época dele.

trem 1 trem 2

Todas as vezes que comentava com alguma pessoa que iria para o Alasca, o espanto era a reação comum, seguido da pergunta “mas o quê você vai fazer lá?”, com um ar até mesmo de desdém. Apenas uma única pessoa havia visitado este estado, e essa mesma pessoa me falou que a viagem seria incrível.

Foi mais que isso.

Nada nem ninguém poderia me preparar para o que eu vi e vivi nesses dias. Foi uma das viagens mais sensacionais que eu já fiz. Tomei um verdadeiro chacoalhão da natureza, coisa que eu precisava há muito tempo, mas sequer sabia disso.

Então, no dia seguinte, quando embarquei pela manhã de volta a San Diego, apesar da mala ter voltado um pouco mais pesada por conta dos souvenires que comprei, o espírito estava muito mais leve.

Ainda bem que eu não dei ouvidos aos que falaram com desdém da viagem!

 

Dirigindo no topo do mundo

Ao pesquisar em alguns sites de turismo no Alasca, vi uma série de recomendações sobre como planejar a viagem. Dentre a lista de coisas a checar e providenciar – como corrente para os pneus durante o inverno, kit de sobrevivência e até como comunicar às autoridades locais o seu roteiro, dependendo de qual rodovia irá percorrer – uma particularmente me chamou a atenção e eu vi ser realmente necessário se atentar: a autonomia. No Alasca não é raro situações onde se roda até mais de 200 mi sem ver um resquício de civilização, que dirá um posto de gasolina!

Costumo utilizar um buscador que varre todas as locadoras e me entrega os menores preços. Quando os resultados vieram, procurei preço e autonomia. Resolvi fazer da seguinte maneira: pegar o carro que estava publicado como o padrão da categoria, entrar no site do fabricante e calcular autonomia teórica com dados de consumo EPA em ciclo urbano e capacidade do tanque de combustível. Desta forma teria uma previsão de consumo mais pessimista do que o esperado, já que a maior parte da viagem seria em estradas.

Acabei ficando entre as três categorias mais econômicas, sendo que os carros padrão eram o Chevrolet Spark, Nissan Versa Note e Toyota Corolla. A diferença de preço entre o mais barato e o mais caro era de US$ 1,50 por dia, sendo que ficaria com o carro 6 dias, ou seja, 9 dólares no total. Então fui para o cálculo de autonomia, e aqui ficou a maior surpresa. O carro com maior autonomia era o de pior consumo: Corolla (28 mpg; 13,2 gal; autonomia 369,6 mi), seguido do Versa (31 mpg; 10,8 gal; autonomia 334,8 mi) e o pior foi o Spark (30 mpg; 9 gal; autonomia 270 mi).

hodometro

Como na hora raramente o carro padrão é o disponível, a locadora me entregou um Chevrolet Cruze 2017, já equipado com o Ecotec turbo 1.4 e caixa automática epicíclica de 6 marchas a frente. Não calculei na hora, mas bastou uma olhada no site para ver que o consumo seria compatível com o Toyota: 30 mpg; 13,7 gal; autonomia 411 mi.

Retirado o carro, vamos à estrada! A malha rodoviária alasquiana não é muito capilar, mas é extensa. Com uma população de aproximadamente 750 mil habitantes espalhados em uma área mais ou menos do tamanho dos estados do Amazonas e Ceará somados, é de se esperar que as pessoas usem outros meios de transporte, como barcos e aviões de pequeno porte, para se locomover. As cidades não são muito povoadas, sendo Anchorage a maior delas, com mais ou menos 300 mil habitantes. Para se ter uma idéia, Juneau – a capital do estado – é inacessível por meio rodoviário!

As rodovias são muito bem conservadas e sinalizadas, mesmo quando não pavimentadas. A maior parte delas é de mão dupla e há muitos trechos com 3ª faixa, já que também há muitos trechos em serra e o tráfego de veículos lentos é relativamente alto.

Por falar em veículos lentos, fiquei espantado com a quantidade de motorhomes de vários tamanhos e caminhonetes fullsize puxando treilers ou carretinhas com quadriciclos e equipamentos para camping e caça. Pelo menos nas estradas que trafeguei (veja no mapa abaixo) esses veículos compuseram a maioria esmagadora do tráfego. A cultura de caça, pesca e atividades ao ar livre é muito comum e até certo ponto estimulada por lá.

reboques

Também achei curioso, mas entendi logo que toda rodovia alasquiana é uma scenic road em potencial! Havia muitos pontos, devidamente sinalizados, onde era possível estacionar para contemplar a natureza ao redor, tirar fotos e descansar. Eu perdi a conta de quantos scenic park passei por lá.

Outro ponto é que lá é proibido reter mais que cinco veículos atrás de você. E em alguns pontos, onde não foi possível construir uma 3ª faixa, há um recuo onde os veículos lentos são obrigados a encostar e deixar os carros mais rápidos passarem. Também é proibido parar no acostamento, exceto em emergências. Se você quer parar para admirar a paisagem ou armar acampamento, faça isso em um local apropriado, ou levará uma multa!

ultrapassagem 2 ultrapassagem 3

Então, caso algum de vocês tenha ficado animado em visitar o Alasca, algumas dicas importantes:

  • Planeje bem o roteiro, hotéis e postos de gasolina. O lugar é praticamente inabitado fora das cidades, e não há sinal de celular para te salvar na tundra;
  • Leve muita água, mantimentos e remédios para o básico. Fora dos centros urbanos isso é caro, raro e é sempre bom viajar prevenido;
  • Estude a autonomia do carro a ser alugado. Novamente, a densidade demográfica é minúscula e você não quer passar perrengue no meio do nada, acredite em mim;
  • Ande com sua câmera preparada para um saque rápido e leve baterias reserva. A natureza SEMPRE vai te surpreender lá;
  • Vá no verão (entre junho e agosto) e se prepare para frio e chuva. Lá a maior temperatura que enfrentei foi de 22°C em Anchorage, mas no interior ela variou entre 6,7°C e 11°C, sendo que a mínima foi de 2°C. Não é nada de outro mundo, mas nós não estamos acostumados com isso. Em setembro a neve já começa a cair, e também há nevascas na primavera.
  • Deixe a câmera de lado também. Tente absorver com todos os sentidos o momento. Audição, tato e olfato vão complementar perfeitamente o que a visão está captando e tornar a experiência ainda mais completa;
  • Não ligue para o eu os outros vão dizer. O Alasca é incrível e a experiência será inesquecível!

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