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Nada de elétrons: Lamborghini diz que seus motores V10 e V12 aspirados ainda têm muito a oferecer

McLaren P1, Porsche 918 Spyder e LaFerrari. O lançamento destes três carros marcou o início de um novo tempo no mundo automotivo de alto desempenho: a era dos supercarros híbridos, que foi coroada pela adoção de motores elétricos auxiliares na Fórmula 1, e tem um reinado que promete ser abrangente e duradouro.

Contudo, como acontece com toda nova forma de poder, sempre há as forças dissidentes, e no mundo automotivo ela se chama Automobili Lamborghini S.p.A. Embora seja parte do grupo Volkswagen, de onde saíram o Porsche 918 Spyder, os Audi e-tron de Le Mans e o futurista Volkswagen XL1, a Lamborghini ainda não se rendeu ao downsizing, nem à hibridização, e já anunciou que seus motores V10 e V12 aspirados ainda têm muito a oferecer.

A declaração foi feita pelo CEO da marca italiana, Stephan Winkelmann ao site australiano CarAdvice. Na entrevista, Winkelmann disse que os motores ainda têm muito espaço para desenvolvimentos em termos de potência e eficiência, e que eles são parte do DNA da marca, que por enquanto não pretende mudar essa característica.

Desde sua fundação, em 1963, a Lamborghini só teve um modelo com menos de dez cilindros (Urraco e seus derivados Jalpa e Sillouette) e nunca lançou mão da indução forçada, seja por turbos ou compressores.

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Apesar de afirmar e reafirmar que os motores aspirados ainda têm vez na Lamborghini, Winkelmann admitiu que é possível que um dia as leis de emissões tornem-se ainda mais restritas ao ponto de tornar impossível a sobrevivência dos V10 e v12 aspirados, mas então ele adotou um discurso um tanto sensato a respeito do endurecimento das leis:

Eu realmente acredito que haverá um dia, não sei quando, que as leis de emissões nos obriguem a fazer algo diferente. Mas por enquanto, continuo achando que esses motores são muito bons. Eles ainda têm espaço para aprimoramentos e, além disso, nossos clientes não usam os carros diariamente. Nós produzimos apenas 2.000 dos 170 milhões de carros registrados anualmente. Esses carros não são usados todos os dias. É preciso considerar isso”.

É realmente muito legal ver uma marca assim empenhada a preservar seu DNA, mas a ideia de um dia ver os Lamborghini no partido dos turbocompressores ou dos híbridos, não parece assim tão ruim. Especialmente quando se pensa nos vários modelos turbo feitos por preparadoras independentes…

… ou no potencial do Porsche 918 Spyder

O que vocês acham de um possível futuro híbrido para os Lamborghini?

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