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Achados meio perdidos

Não é sempre que se encontra um Mitsubishi Eclipse tão conservado quanto este. E ele está à venda!

Se houve um carro que marcou época e virou moda no Brasil foi o Mitsubishi Eclipse. Preferido dos jogadores de futebol nos anos 1990, ele nasceu em 1989, um ano antes de as importações de carros serem novamente liberadas no Brasil. Foi oportuno. Era confiável, robusto e um sopro de modernidade em meio a carros quadrados e de projeto antigo.

Inicialmente com faróis escamoteáveis e linhas arrojadas, ele era oferecido no exterior em cinco opções: básica, com motor 1.8, GS (também 1.8), GS 16V (2.0), GS-T , com motor 2.0 turbinado, e GSX, topo de linha, com turbo e tração nas quatro rodas. Nosso Achados Meio Perdidos de hoje é exatamente um Eclipse GSX, automático, da primeira geração, mas já com faróis comuns. E em estado impecável, considerando as fotos do anúncio.

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O Eclipse nasceu de uma parceria entre a Chrysler e a Mitsubishi. Nos anos 1970, a americana comprou 15% das ações da japonesa e passou a importar e vender modelos da Mitsubishi nos EUA sob as marcas Dodge, Plymouth e Chrysler. Foi uma parceria que, de início, deu certo pacas, já que os americanos buscavam modelos mais econômicos, devido à crise do petróleo. Mas a Mitsubishi também começou a crescer no mercado americano e passou a querer vender mais carros por lá.

A solução foi começar a fabricar nos EUA. Chrysler e Mitsubishi criaram a Diamond-Star Motors, uma joint venture que brincava com os emblemas de suas controladoras (o diamante da Mit e a estrela de cinco pontas da Chrysler) e tinha fábrica em Illinois. Sobre a plataforma do Galant foram criados o Eclipse, o Plymouth Laser e o Eagle Talon. Posteriormente, a Chrysler chamou a plataforma de D e utilizou suas atualizações para criar o Chrysler Sebring e os Dodge Avenger e Stratus. Em 1993, a Mitsbishi comprou a parte da Chrysler e, em 1995, renomeou a empresa para Mitsubishi Motors Manufacturing America.

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Com 4,39 m de comprimento, 2,47 m de entre-eixos, 1,69 m de largura e 1,31 m de altura (1,30 m na versão GSX), o carro tinha desempenho bom o suficiente para ser incluído na lista Ten Best da Car and Driver de 1989 até 1992. Seu motor 2.0 turbo, o famoso 4G63T, com o câmbio automático de quatro marchas, era limitado a 177 cv, mas o motor , que tinha taxa de compressão mais baixa e esguichos de óleo sob os pistões, para melhor refrigeração, podia chegar a 197 cv.

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Em 1992 o Eclipse trocou os faróis escamoteáveis por modelos convencionais. É deste primeiro ano da segunda safra o nosso Achado Meio Perdido de hoje, um Eclipse GSX 1992. O modelo está com seu quarto proprietário, e rodou somente 56.000 milhas — ou 90.000 km. Para um carro de 23 anos, é uma quilometragem relativamente baixa — são menos de 4.000 km por ano.

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O vendedor, aliás, é bem honesto em relação ao carro. Em contato conosco ele nos disse saber que o carro nunca poderia estar perfeito — a menos que não rodasse. Entre as coisas por fazer o vendedor recomenda a troca do coxim do câmbio e do atuador de marcha lenta. Ainda assim ele está bem acima da média.

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A pintura tem retoques, mas nada de desabone o carro, até porque o carro nunca foi batido. A documentação está em dia e no nome do atual proprietário, já com o licenciamento pago. As únicas coisas não originais no carro são sensores de ré, instalados pelo dono anterior do Eclipse, e kits duas vias, com tweeters, no sistema de som — felizmente sem furações adicionais. Os tweeters estão presos no lugar com fitas dupla face.

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O Eclipse vai embora com chave reserva, manual e recomendações para a garagem de alguém disposto a pagar R$ 27.000. Antes que gritem que está caro nos comentários, o vendedor admite: está mesmo. Orlando disse que quer usar o preço para filtrar quem tem dinheiro, e fará uma proposta condizente, de quem é curioso e pede informações e fotos “só pra matar vontade”. E você, o que acha?

 

[ OLX / Dica do leitor Bruno Padovan]


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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