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Zero a 300

Netflix conta por que não contratou Clarkson e cia., Ford Focus tem quase 50% do mercado de hatches médios, o novo Megane, Fusion pode ter versão ST e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Netflix explica por que não fechou com Clarkson e companhia: não valia o investimento

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Depois que a Amazon surpreendeu o mundo ao dizer que tinha contratado Jeremy Clarkson, James May e Richard Hammond para um novo programa pelo Amazon Prime, o CEO da Amazon, Jeff Bezos, admitiu que eles custaram caro, mas que valiam a pena. Afinal, o contrato seria de US$ 250 milhões para três anos de programa. Pois é justamente essa a justificativa de Neil Hunt, produtor chefe do Netflix, para não ter fechado negócio com eles.

Segundo Hunt, o Netflix já distribui programas antigos do Top Gear e sabe bem o que agrada ou não aos consumidores. “Nossas decisões de negócios são baseadas em dados. E temos muitos dados para baseá-las. Claramente não valia a pena fechar o contrato. Acho que eles se venderam por muito mais do que valiam”, disse ele ao site Digital Spy.

Segundo analistas de mercado, o negócio serviu muito mais como peça de marketing da Amazon, para fazer propaganda de seu serviço de streaming de vídeos, o Prime, do que pela contratação do trio em si. Certamente eles conseguiram um bocado de mídia espontânea com o anúncio do negócio. Só temos de ver se isso vai se converter em um número maior de assinantes. Se eles o lançarem em outros países, como no Brasil, pode ser que funcione.

 

Ford Focus temquase 50% do mercado de hatchbacks médios em agosto

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Ford Focus tem quase 50% do mercado de hatchbacks médios em agosto
O pessoal da Ford deve estar rindo à toa. Ainda que agosto tenha sido, como todos os meses deste ano, horroroso para a venda de veículos novos, o Ford Focus vendeu 1.860 unidades de sua versão hatch, segundo dados da Fenabrave. Isso representa quase 50%, ou mais exatamente 48,2% de tudo que o segmento de hatchbacks médios vendeu no mês, ou 3.862 unidades.

O segundo lugar ficou para o Chevrolet Cruze Sport6, com 659 unidades. Quase um terço do que o Ford obteve. VW Golf vem em terceiro, com 553 carros vendidos. Peugeot 308 vendeu 398 unidades, ficando em quarto lugar. Em seguida vêm Fiat Bravo, com 224 unidades, e Hyundai i30, que já liderou o segmento, com 168 unidades.

 

Volkswagen está testando Golf GTE no Brasil

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A Volkswagen divulgou nos últimos dias que está testando o Golf GTE no Brasil, uma variação esportiva com powertrain híbrido plug-in do hatch. Combinando o motor 1.4 TSI de 150 cv e um motor elétrico de 102 cv, o hatch dispõe de 204 cv e 35,7 mkgf para exercitar sua vocação esportiva. A aceleração de zero a 100 km/h é feita em 7,6 segundos e a velocidade máxima é de 222 km/h — como comparação, o GTI a gasolina vai de zero a 100 km/h em 6,5 segundos e chega à máxima de 244 km/h.

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Segundo a Volkswagen, o Golf GTE pode rodar 100 km/l com 1,5 litro de gasolina de acordo com a norma europeia de medição de consumo e emissões (NEDC). Traduzindo para nossos quilômetros-por-litro, isso significa até 66,6 km/l. Em modo totalmente elétrico, o Golf GTE pode rodar até 50 km antes de exigir uma recarga completa de três horas e meia em uma tomada convencional. No modo combinado, a autonomia chega a 940 quilômetros.

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Apesar de divulgar os testes no país, a Volkswagen não mencionou preços, nem uma possível data de lançamento para o modelo. Considerando que o GTI de 30.000 euros custa, no Brasil, R$ 112.800, o GTE, de 37.000 euros, não chegaria aqui por menos de R$ 140.000 — faixa de preços dos híbridos mais empolgantes que o Prius, como o Fusion Hybrid (R$ 144.000) ou o Lexus CT200h (R$ 149.000).

 

Renault apresenta a quarta geração do Mégane

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O Salão de Frankfurt será o palco de outra estreia importante para a Renault, além do sedã e da perua Talisman. Será em território alemão a chegada da quarta geração do Mégane.

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Com a nova identidade visual da marca, com faróis diurnos de LED em formato de colchetes, o Mégane ficou maior e mais esportivo. Ainda sem informações sobre o comprimento, o novo hatchback médio agora tem 2,67 m de entre-eixos ( 28 mm a mais do que o Mégane III), 1,45 m de altura (25 mm a menos) e bitolas 47 mm mais largas na dianteira (1.593 mm, contra 1.546 mm) e 39 mm maiores no eixo traseiro (1.586 mm, contra 1.547 mm). Assim como o Nissan Pulsar, ele é construído sobre a plataforma modular CMF-CD.

Além dos faróis diurnos, o novo Mégane trará também lanternas diurnas, ou mais especificamente fios de LED sob as lanternas. Eles contornam o desenho das peças traseiras e quase se unem perto do emblema da Renault, no centro da tampa traseira. Com perfil bem esportivo, de vincos pronunciados sobre as caixas de rodas, o Mégane traz balancos dianteiro e traseiro menores.

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A quarta geração do Mégane estreia exatamente 20 anos depois da chegada da primeira geração, depois de vendas de mais de 6,5 milhões de unidades. E já estreará com sua versão GT pronta. Ela traz duplas saídas de escape, rodas diamantadas de aro 18, extrator de ar traseiro e provavelmente um motor de respeito sob o capô. Fala-se em um 1.6 TCe de 200 cv, mas não há confirmação oficial sobre isso. A versão RS, ainda por revelar, deverá ter um motor 1.8 TCe de 280 cv.

 

Ford pode estar preparando Fusion ST

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Em seus quase 10 anos de estrada, o Ford Fusion teve apenas uma discreta versão esportiva, batizada “Fusion Sport” e vendida apenas no mercado americano, com motor V6 de 3,5 litros e 266 cv e suspensão recalibrada. Mas parece que nesta nova geração o sedã grande da Ford terá uma versão esportiva de verdade, com direito ao sobrenome ST.

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O pessoal do Carscoops flagrou um Fusion camuflado que ostentava escape com quatro saídas, rodas de 19 polegadas e pinças de freio bastante semelhantes às do Focus ST, além de um intercooler dando as caras por trás da grade dianteira inferior. Segundo o site americano, suas fontes na Ford apontam que o motor seria o V6 2.7 turbo EcoBoost de 300 cv adotado na picape F-150, combinado a um câmbio automático de seis marchas.

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Contudo, é mais provável que o sedã acabe usando uma versão do 2.3 EcoBoost, que produz entre 315 (no Mustang) e 350 cv (no Focus ST), um powertrain mais adequado ao mercado europeu — onde o Fusion é vendido como Mondeo.

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O modelo certamente faz parte dos futuros esportivos que Ford planeja até 2020, e chegará após o lançamento do facelift do modelo, previsto para os próximos meses.

 

Última Ferrari FXX vai a leilão — e com autógrafo de Michael Schumacher

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Foram fabricadas apenas 30 unidades da Ferrari FXX. A 30ª ficou com Michael Schumacher — aquele modelo preto que vimos no Top Gear quando Schumi fingiu ser o Stig —, mas a 29ª, a última vendida ao público, ganhou um autógrafo do heptacampeão no capô. Agora, ela será leiloada no próximo dia 26 de setembro pela casa de leilões alemã Auctionata.

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Equipada com um V12 de 6,2 litros e 800 cv, o modelo exclusivo para as pistas está avaliada em 2 milhões de euros. A FXX está com seu segundo proprietário, que a comprou em 2007 depois que o primeiro comprador (alguém que certamente encabeça a lista VIP da Ferrari) sofreu um acidente que danificou a quina dianteira direita do hipercarro.

Apesar de ser um carro exclusivo de pista, o exemplar tem uma quilometragem considerável — o que mostra que foi usado como se deve — , e marca 2.400 km no hodômetro — que equivalem a 345 voltas em Spa, ou 800 voltas em Fiorano, ou 415 em Monza e Suzuka, alguns dos autódromos onde a Ferrari realiza seu programa de track days e competições para clientes.

 

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