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Nostalgia: volte no tempo com estes testes em vídeo de carros dos anos 1980 e 1990

Enquanto alguns lembram dos carros da década de 1990 graças aos videogames e revistas das antigas, outros têm lembranças vivas de como eram os automóveis há quase duas décadas. Qualquer que seja o caso, é evidente que a década de 1990 está “na moda” nos últimos tempos — é só olhar para a quantidade de grupos musicais noventistas voltando à ativa, séries de TV dos anos 1990 ganhando novas temporadas ou dando origem a filmes, e games do Super Nintendo e do Mega Drive (e até os próprios consoles) sendo redescobertos pela galera nos dias de hoje.

Nos atendo a os carros, é sempre interessante ver os automóveis da década de 1990, esportivos ou não, quando eram novos. Uma boa forma de fazê-lo e assistir a reviews de época no Youtube — tanto para conhecer os carros quanto para ter um gostinho do que era assistir a um programa automotivo naqueles tempos, e um bom exemplo são estes testes do passado publicados no canal do Motorweek no Youtube.

Motorweek é um programa de TV americano que, no ar desde 1981, já está em sua 36ª temporada, sempre encabeçado pelo jornalista automotivo John H. Davis. O programa se descreve como a primeira revista automotiva na televisão americana e, embora não seja voltado exclusivamente ao público entusiasta, é um dos mais tradicionais do gênero nos EUA.

O canal do programa traz um bom equilíbrio entre vídeos novos e nosso foco aqui – os vídeos da década de 1990 (com alguns dos anos 1980, pois eles também se encaixam neste contexto). Todos são muito bem produzidos, pois afinal era um programa de TV com bom orçamento, mas ao mesmo tempo estão extremamente datados – os caras se prenderam ao mesmo formato desde o início, e constância demais pode ser prejudicial no meio televisivo.

É engraçado, pois as letras na tela são bem parecidas as legendas dos vídeos do 1406 – lembra das ceras mágicas que escondiam riscos na pintura de qualquer carro? Aquilo era o auge da tecnologia de edição de vídeo para TV na época. Hoje, são reproduzidos em aplicativos para smartphone que te ajudam a recriar a estética noventista para suas selfies e fotos no Instagram…

Mas isto contribui para todo o fator nostálgico dos reviews. Além disso os vídeos foram muito bem arquivados, pois preservaram muita qualidade nas transcrições para o formato digital. Isso é especialmente surpreendente pois a mídia física magnética tem perda de qualidade nas gerações de cópias.

 

 

AM General Hummer 1998

Entre 1992 e 2006, a AM General produziu o Hummer, utilitário para uso civil feito com base no militar HMMWV (High Mobility Multipurpose Wheeled Vehicle), ou simplesmente “Humvee”. Sendo derivado de um veículo blindado feito para reconhecimento e combate por terra, o Hummer era grande, pesado e, pensando de forma prática, completamente desnecessário. Por outro lado, era justamente seu porte gigantesco (4,7 m de comprimento, 2,2 metros de largura e 3,3 metros de entre-eixos), a potência de seus motores V8 (quatro a diesel, um a gasolina) e o visual agressivo e funcional fizeram dele um relativo sucesso. Mas como ele andava?

 

Honda S2000 2000

Quatro cilindros, dois litros, 250 cv – sem indução forçada e capacidade para girar a até 9.000 rpm. Tudo bem que este vídeo é do ano 2000, mas ainda assim dá para perceber o quanto o Honda S2000 envelheceu bem. Não é à toa que, com câmbio manual é tração traseira, é considerado um dos mais belos, puros e empolgantes esportivos já feitos.

 

Buick GNX 1987

O icônico “carro do Darth Vader” era a cara do fim dos anos 1980: linhas retas, visual relativamente discreto e um V6 biturbo mais potente que qualquer V8 de poucos anos antes: cerca de 300 cv e 55,3 mkgf . Era o bastante para chegar aos 100 km/h em 4,5 segundos, com o quarto-de-milha sendo cumprido em 13,6 segundos a 167 km/h. Mais rápido que o Corvette 1987, que levava 5,7 segundos para chegar aos 100 km/h. O mais bacana? A Buick escondia o jogo, dizendo que o motor não passava dos 280 cv. Quem não quer levar para casa um carro mais potente do que o divulgado pela fábrica?

 

Acura NSX 1991

Nos Estados Unidos, o Honda NSX era vendido sob a marca Acura, divisão ligeiramente mais voltada para o luxo que atuava apenas no mercado americano. Dito isto, o supercarro “popular” com motor V6 naturalmente aspirado de três litros e 274 cv era tudo o que um bom esportivo japonês deveria ser: tinha visual moderno, bom acabamento e capacidades dinâmicas que o colocavam lado a lado com superesportivos mais potentes e com maior pedigree. E não era preciso mais do que isto para fazer um supercarro – para se ter uma ideia, um dos principais rivais do NSX era a Ferrar F355.

 

BMW M Coupe 1999

O que acontece quando um bando de engenheiros malucos resolve trabalhar depois do expediente para transformar um excelente roadster em um cupê melhor ainda? O BMW M Coupe, hatchback com um capô gigantesco, um seis-em-linha naturalmente aspirado de 3,2 litros (exatamente o mesmo do BMW M3 E36) que, em 1998, entregava 325 cv a 7.400 rpm e 35,6 mkgf de torque a 3.250 rpm. Foi o primeiro motor BMW a entregar mais de 100 cv por litro. E como este carro o aproveitava bem!

 

Mitsubishi Galant VR-4 1991

O Lancer Evolution estreou em 1992 mas, antes dele, a Mitsubishi já apostava na combinação turbo + tração integral. O Galant VR-4 de 1991 já usava o motor 4G63 de dois litros que, sobrealimentado, entregava 240 cv e levava o sedã esportivo aos 100 km/h em 7,3 segundos, com máxima de 210 km/h.

 

Chrysler Imperial 1990

Lembra quando dissemos que os carros do luxo evoluem em um ritmo mais lento que os outros? Este era o caso do Chrysler Imperial, um dos automóveis mais chiques que os americanos poderiam comprar em 1990… mas que tinha todo o jeitão dos anos 1970, não? O motor também não era dos mais empolgantes: um V6 de 3,3 litros e 147 cv. Ainda bem que as coisas melhoraram de lá para cá.

 

Ford F-150 SVT Lightning 1993

Todo mundo fala da F-150 Lightning fabricada entre 1999 e 2004, pertencente à décima geração da picape. Menos gente, porém, lembra da geração anterior, produzida entre 1993 e 1996 e dotada de um visual muito mais quadrado e robusto. Em vez do V8 Triton supercharged de 5,4 litros e 380 cv, ela tinha um V8 naturalmente aspirado de 5,8 litros e 243 cv. Bem mais manso, é verdade, mas era a picape mais nervosa que se podia comprar em 1993.

 

Honda Prelude 1993

O Honda Prelude de quarta geração, fabricado entre 1991 e 1996, é bem conhecido dos leitores do FlatOut – não apenas porque se trata de um dos mais icônicos esportivos japoneses ou porque os Honda noventistas estão “na moda” ultimamente, mas também porque um Prelude Si 1992 é praticamente o “mascote” do FlatOut.

 

Pontiac Aztek 2001

O Pontiac Aztek sempre estará nas listas de carros mais feios já fabricados. Mas será que o crossover feiosão da Pontiac não tinha nenhuma qualidade, e Walter White (de Breaking Bad) estava errado?

 

Fiat X1/9 1982

Os fãs de carros brasileiros certamente conhecem o Fiat Dardo, esportivo de motor central-traseiro feito por aqui com base no Fiat 147 e carroceria que imitava este clássico oitentista. Ele foi um dos últimos Fiat vendidos nos EUA, pois a marca deixou o mercado americano em 1983 devido a reclamações pela falta de qualidade de seus produtos.

 

Lexus LS400 1990

O famoso “carro do Street Fighter“: o sedã de aspecto genérico que você adorava socar quando era criança pode parecer um sedã grande com visual genérico, mas a questão é que era assim que os japoneses faziam suas barcas de luxo na época. O único motor disponível era o V8 1UZ-FE, de quatro litros, com comando duplo nos cabeçotes, 260 cv e 37,3 mkgf de torque. Câmbio? Só automático, de quatro ou cinco marchas.

 

Volkswagen Rabbit GTI 1983

Nos EUA, o Golf foi vendido como Rabbit por décadas. O Rabbit GTI de 1983 mostra que a VW tentou extrair até a última gota da primeira geração do modelo, lançado em 1974. Em 1983, o motor do GTI era um quatro-cilindros de 1,8 litro bastante parecido com nosso motor AP, com taxa de compressão elevada de 8,2:1 para 8,5:1, elevando a potência de 74 cv para 90 cv.

 

Chevrolet Cavalier 1995

Em 1995, o Chevrolet Monza tubarão estava prestes a ser substituído pelo Vectra, e já mostrava os sinais da idade avançada (o primeiro Monza foi lançado no Brasil em 1982). Enquanto isto, nos EUA, a mesma plataforma era usada por um carro que aparentemente era muito mais moderno: o Chevrolet Cavalier. Mas sua recepção por parte do público americano foi bem diferente do modo como o Monza foi bem visto brasileiro até o fim de sua carreira por aqui.

 

Chevrolet Impala SS 1995

O Chevrolet Impala já foi um dos grandes muscle cars americanos: na década de 1960, ele tinha tudo – visual intimidador, um motor barulhento e torcudo (na maioria das versões) e boa reputação nos quartos-de-milha. Com o tempo, sua imagem foi sendo diluída, e hoje o Impala continua sendo enorme, mas agora é um sedã de tração dianteira voltado a quem quer um automóvel confortável, confiável e discreto. Há quem defenda que o último Impala bacana de verdade foi a sétima geração – a última com tração traseira, que na versão SS tinha 264 cv no motor V8 de 5,7 litros e era capaz de chegar aos 100 km/h em sete segundos e cumprir o quarto-de-milha em 15,3 segundos.

 

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