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Zero a 300

Novo Camaro pode ser elétrico, Williams FW14B é arrematado por R$ 13 mi, traseira do novo Corvette revelada, novos 911 RSR e Audi R8 GT2 e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Williams-Renault FW14B de Mansell é arrematado por R$ 13 milhões

O carro apelidado por Ayrton Senna como “de outro planeta” devido ao seus avanços tecnológicos e o principal responsável pelas severas limitações de regulamento que começaram em 1993, foi arrematado neste fim de semana no leilão da Bonhams, em Goodwood, pela singela quantia de 2,703 milhões de libras esterlinas – o equivalente a 13 milhões de reais em conversão direta.

O Williams FW14B marcou a categoria pela perfeita harmonia entre a aerodinâmica complexa desenvolvida por Patrick Head e o sistema de suspensão ativa, que preservava a carroceria completamente nivelada nas curvas e sempre na altura ideal, independentemente da quantidade de downforce sendo gerado, resultando num nível de eficácia dos difusores com o qual a concorrência muito pouco podia fazer: foram 10 vitórias em 16 provas, um massacre que possivelmente só não foi próximo ou equivalente ao McLaren MP4/4 (que ganhou 15 de 16 em 1988) porque seus pilotos não eram Senna e Prost e cometeram algumas trapalhadas ao longo da temporada.

O FW14B arrematado viveu uma vida pra lá de intensa: o chassi FW14/08 começou a temporada de 1992 faturando a pole position e a vitória de cada uma das primeiras cinco corridas – África do Sul, México, Brasil, Espanha e San Marino. Foi também o chassi que perseguiu implacavelmente Senna nas últimas voltas do GP de Mônaco (foto abaixo).

No GP do Canadá, Mansell saiu da pista na última curva ao disputar posição com o brasileiro e abandonou a prova – a última do chassi 08 nas mãos de Mansell. Dali em diante, o 08 passaria para as mãos de Riccardo Patrese para as seis provas seguintes, terminando a sua história de forma extremamente dramática: a decolagem na reta principal (2:44 do vídeo abaixo) após um toque com o McLaren de Gerhard Berger, que repentinamente decidiu entrar nos boxes.

O carro foi restaurado e aposentado das competições após esta ocorrência, ficando por alguns anos nas mãos da Williams e posteriormente com um colecionador. Todos os seus complexos sistemas, como a suspensão ativa, câmbio semi-automático de acionamento hidráulico e controle de tração estão em perfeita ordem de funcionamento. Seu novo proprietário, descrito pela Bonhams como um conhecido colecionador de carros de competição, não conseguirá competir com ele em provas como a Historical Formula One Championship, visto que o campeonato permite carros de entre 1966 e 1985 apenas. Mas é certo que o veremos em exibições em Goodwood, dentre outros desfiles. Ouça o ronco do FW14B chassi 08 no vídeo abaixo. (JB)

 

Chevrolet Camaro pode sobreviver… como elétrico?

Conforme noticiamos há alguns dias, o Chevrolet Camaro pode estar com os dias contados: a sexta geração está programada para durar até 2023 e, depois disto, pode não haver uma sétima. Se a notícia já era ruim para os entusiastas do muscle car, prepare-se para esta: talvez o Camaro não morra. Talvez ele continue… como elétrico.

Pois é: se você estava achando ruim o fato de a Ford aproveitar o nome Mach 1, clássico do Mustang, em seu futuro crossover elétrico, saiba que a Chevrolet não quer ficar para trás. Ao menos é o que diz o site Car Buzz, que cita fontes próximas à General Motors como informantes.

Segundo eles, a Chevrolet já planejava descontinuar o Camaro em 2023 e já começou a desenvolver a sétima geração. Exceto que, em vez de adotar uma nova plataforma de tração traseira – que seria o caminho mais lógico –, a Chevrolet já decidiu-se por uma nova arquitetura modular elétrica, compartilhada com outros futuros modelos. Sem dúvida, isso está alinhado com as atuais diretrizes da General Motors de foco progressivamente maior em elétricos e autônomos, mas isso não envolvia os carros-chefe puristas da marca.

De qualquer forma, vale tomarmos esta notícia com um pé atrás. Ainda teremos de esperar mais algum tempo para saber se tudo isto procede. Se for o caso, ao menos o encarregado do programa de carros elétricos da Chevrolet é o engenheiro Al Oppenheiser, que até pouco tempo atrás era o chefe do projeto do Camaro. No entanto, a nosso ver, o nome do Camaro não deveria ser levado para este caminho. (DH)

 

Esta é (supostamente) a traseira do novo Chevrolet Corvette C8

A esta altura, quase em 2020, é praticamente impossível manter um futuro lançamento em segredo por muito tempo. Analisando conteúdos de registros de propriedade industrial, flagras, projeções e teasers, já é possível antecipar com certa precisão o visual do Chevrolet Corvette C8, que será a primeira geração com motor central-traseiro em mais de seis décadas.

A última novidade a respeito? Uma foto que, de acordo com os membros do Corvette Forum, mostra a traseira do novo ‘Vette. Segundo as publicações, a imagem foi encontrada no Facebook, e mostra um exemplar no tom de azul Elkhart Blue na linha de montagem.

O que vemos é uma traseira definitivamente angular, com lanternas que ainda lembram a geração anterior, e também trazem um pouco de semelhança com o Camaro. Há quatro saídas de escape e duas saídas de ar abaixo das lanternas. O para-choque traz um difusor bastante agressivo, com acabamento que parece preto brilhante, e a placa vai em uma posição bastante elevada, quase entre as duas lanternas.

O visual não surpreende, embora não seja possível confirmar sua autenticidade. Teremos de esperar mais dez dias para saber como, de fato, o novo Corvette será – o lançamento está marcado, vale lembrar, para o dia 18 de julho. (DH)

 

Mercedes-Benz anuncia a vinda do EQC para o Brasil

A Mercedes-Benz confirmou a vinda para o Brasil do EQC, seu SUV elétrico que foi apresentado no último Salão do Automóvel como protótipo. As vendas estão marcadas para começar em 2020, uma unidade veio para ser usado em treinamento da rede de concessionárias.

O EQC é derivado do GLC, compartilhando as medidas e o espaço interno. O elétrico conta com dois motores elétricos, um para cada eixo, que produzem em conjunto 408 cv e 77,5 kgfm. Esse conjunto faz que o EQC acelere de zero a 100 km/h em 5,1 segundos, com velocidade máxima limitada em 180 km/h.

O SUV tem duas versões, uma com autonomia de 354 km e outra com 472 km de autonomia. Para o Brasil virá apenas a com maior autonomia. O carregamento completo das baterias dura sete horas com o carregador proprietário da marca que poderá ser instalado em casa. A recarga rápida de 40 minutos garante 80% da carga. (ER)

 

FCA fecha acordo com a ZF para fornecer nova transmissão com sistema híbrido

A Fiat Chrysler Automobiles anunciou a ZF Friedrichshafen AG como fornecedora oficial de transmissões automáticas para carros de motor longitudinal. A ZF irá fornecer uma geração nova de transmissões de oito marchas, que vem com um motor elétrico integrado para aplicações em carros híbridos.

A FCA já usa a 8HP em sua linha de carros com motor longitudinal, com exceção do Dodge Charger de polícia, que ainda usa a W5A580 da Mercedes, e da Ram Heavy Duty equipada com motor Cummins, que usa uma caixa de serviço pesado da Aisin.

A nova geração da ZF 8HP entrará em produção em 2022 na Alemanha e em seguida terá sua produção iniciada nos EUA e na China. Esse foi o segundo maior pedido de um único fabricante na história da ZF, ficando atrás apenas de um pedido da BMW. (ER)

 

Audi R8 LMS GT2, de 631 cv, é revelado em Goodwood

O Festival of Speed de Goodwood, além de trazer lançamentos de rua da indústria e de trazer cenas memoráveis de pilotos e veículos de competição históricos (fique atento ao FlatOut hoje!), também é o palco perfeito para se lançar carros de corrida atuais. Foi exatamente o que a Audi fez neste fim de semana, apresentando o R8 LMS GT2 em ação na famosa subida de montanha. Nada como o urro de um V10 de 5,2 litros aspirado…

Agora, uma breve pausa para clarificar uma pequena confusão: a tradicional categoria GT2 foi renomeada como GTE pela Automobile Club de l’Ouest (ACO) em 2011, então esqueça aquela referência que você tem na memória – a nova GT2 é uma classe mais potente que a GT3 (o Audi R8 de GT3 gera cerca de 150 cv menos que este GT2), com direito ao uso de enormes caixas de ar para admissão do motor, mas com tanques menores e muito menos downforce devido às restrições aplicadas nos difusores. Em tempo de volta, os carros da GT2 serão mais lentos que os GT3 e mais rápidos que os GT4. É uma classe voltada mais para gentlemen drivers.

O R8 LMS GT2 usa como base o monobloco do modelo Spyder para facilitar a instalação do rollcage, e emprega quase todos os painéis de carroceria de fibra de carbono, resultando em um peso cerca de 100 kg mais leve que o R8 da classe GT4. Ele pegou emprestado do modelo de GT3 os componentes de suspensão e os freios dianteiros. Uma câmera traseira toma o lugar do retrovisor central devido à obstrução da caixa de admissão de ar. Controle de tração, de estabilidade e ABS são ajustáveis em quatro níveis.

O R8 LMS GT2 foi desenvolvido para equipes independentes de campeonatos como o Blancpain GT Sprint e USA, VLN alemã e Britcar inglesa e está disponível por 338.000 euros, cerca de 1,4 milhão de reais em conversão direta. (JB)

 

Novo Porsche 911 RSR é mostrado – com o maior boxer já usado em um 911 de corrida

Quando o último Porsche 911 RSR de competição foi revelado, alguns dos fãs mais puristas torceram o nariz – ele tinha o motor à frente do eixo traseiro, e não pendurado lá atrás. No entanto, o equilíbrio de massas mais eficiente e o maior espaço para o difusor de assoalho rendeu frutos, e o 911 RSR acumulou vitórias em diversas provas de longa duração e conquistou sem problemas o título na última temporada do WEC, na categoria GT.

Para a nova geração do bólido, exibida durante o Goodwood Festival of Speed, a Porsche manteve o novo layout. O 911 RSR 2020 continua com o motor central-traseiro, mas agora é baseada no 991.2 (o modelo pós-facelift). Segundo a fabricante, 95% dos componentes do carro são novos – com o modelo antigo, ele só divide faróis, freios, embreagem e o banco do piloto, além de algumas peças da suspensão.

A maior novidade é o motor: um novo flat-six de 4,2 litros e 515 cv, capaz de girar a até 9.000 rpm. Trata-se do maior boxer já usado em um Porsche 911 de competição feito em Weissach. Diz a Porsche que o maior deslocamento trará, principalmente, um ganho em durabilidade.

A Porsche também deu ao carro um novo sistema de escape, que agora corre pelas laterais e é mais leve. Além disso, permitiu que fosse instalado um difusor traseiro ainda maior e mais eficiente. A marca também declarou que também realizou diversos ajustes aerodinâmicos por todo o carro, incluindo o desenho dos para-lamas, do spoiler na tampa do motor e na asa traseira.

 

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