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Novo Honda City chega com preços entre R$ 53.900 e R$ 69 mil

Cinco anos depois de seu lançamento, o Honda City passa por sua primeira grande reformulação no Brasil depois de uma ligeira reestilização em 2012. Agora, dá para dizer que é mesmo uma nova geração, visto que o carro ganhou uma nova plataforma e também ficou mais elegante e espaçoso. A Honda considera o City um carro superior aos concorrentes e, na nova geração, a ideia não mudou e por isso o carro ficou mais agressivo e maior, quase do tamanho do Civic. E custa quase o mesmo, também.

Segundo a Honda, a plataforma recebeu reforços estruturais e é 24% mais rígida do que a anterior. O entre-eixos também cresceu 5 cm, ficando com 2,6 metros no total, enquanto o comprimento agora é de 4,45 m — 5,5 cm maior. Isso se traduz em um aumento de 6 cm na distância entre as fileiras de bancos, enquanto os joelhos dos passageiros de trás têm 7 cm a mais de espaço. O porta-malas comporta 536 litros — 30 a mais que a geração anterior.

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Mas além de espaçoso, o interior também ficou mais requintado, com desenho e materiais bastante semelhantes aos usados no Fit, seu irmão de plataforma — o console central com acabamento em preto brilhante (nas versões mais caras) é um exemplo disso.

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O lado de fora do carro também passou por mudanças — adotando a nova identitade visual “Solid Wing Face”  da Honda, com uma grande grade cromada interligada aos faróis e ao para-choque. As formas ficaram mais parecidas com as do Civic, mas com um apelo mais luxuoso do que esportivo.

A suspensão teve sua geometria retrabalhada. Do tipo McPherson na dianteira, ela agora tem componentes mais leves e batentes hidráulicos, enquanto a traseira, por eixo de torção, ganhou buchas hidráulicas e ficou mais rígida.

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A estratégia da Honda com o City é oferecer quatro versões com o mesmo motor — no caso, foi mantido o 1.5 com sistema de comando variável i-VTEC, porém agora dotado da tecnologia FlexOne, que dispensa o tanque de partida a frio. Queimando etanol, o motor entrega 116 cv a 6.000 rpm e 15,3 mkgf de torque a 4.800 rpm.

As versões são a básica DX, as intermediárias LX e EX, e a de topo EXL. A primeira é a única que manteve o câmbio manual de cinco marchas e, partindo de R$ 53.900, traz trio elétrico, ar-condicionado com comandos manuais, um CD player simples com MP3, direção com assistência elétrica progressiva, airbags frontais, sistema HFT (que permite atender chamadas do celular por comandos de voz)  e iluminação do painel na cor âmbar.

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Todas as outras versões receberam câmbio CVT, a exemplo do que aconteceu no Fit, com simulação de sete marchas e conversor de torque como no automático de cinco marchas da geração anterior. A versão LX, que custa R$ 62.900, adiciona ao pacote rodas de liga leve de 16” com acabamento diamantado, quatro alto-falantes e banco traseiro bipartido com descansa-braço.

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A seguinte, EX, custa R$ 66.700 e, aparentemente, é a que traz melhor relação custo x benefício. Nela, além da grade e do friso na tampa do porta-malas traseiro, as maçanetas também são cromadas e os retrovisores trazem repetidores dos piscas, e a dianteira tem faróis de neblina. O câmbio CVT tem paddle shifters atrás do volante — este, com comandos do sistema de som embutidos. Aliás, o sitema de som tem tela multimídia de cinco polegadas e oito alto-falantes, e os instrumentos ganham iluminação azul. A tela exibe as imagens da câmera de ré, e o carro também é equipado Bluetooth, controlador de velocidade, chave canivete e ar-condicionado automático com comandos sensíveis ao toque.

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Por fim, temos a EXL, de topo, que custa R$ 69 mil. Além de todos os equipamentos já citados, a câmera de ré tem multivisão (traseira, angular e de cima para baixo), os bancos e o volante (vindo do Civic) forrados em couro, apoio de braço para os ocupantes da frente, que também contam com airbags laterais.   Todos os preços citados valem para os carros pintados em cores sólidas (para as metálicas e perolizadas, deve-se considerar um aumento de R$ 990), e toda a linha oferece garantia de três anos com quilometragem ilimitada.

Aqui, cabe uma observação: o Civic de entrada (LXS), de um segmento superior, custa R$ 65.890. Com câmbio automático, a soma cresce para R$ 68.890 — e mesmo a versão de topo LXR, que custa R$ 74.900, pode ser uma alternativa interessante. Mas a Honda parece confiante nos atributos do novo City, especialmente em termos de acabamento e espaço interno. Resta esperar para ver como o City se comporta no mercado daqui em diante.

 

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