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Zero a 300

O novo Mercedes-AMG GLA35, McLaren terá Senna Can-Am, os detalhes do novo carro de Gordon Murray e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Mercedes-AMG apresenta nova geração do GLA

A Mercedes acabou de apresentar as primeiras imagens da nova geração do crossover GLA, completando as derivações de sua Classe A. E a primeira variação mostrada foi logo a mais interessante: o GLA35 AMG.

Como na geração anterior, ele tem algo de “hot hatch de dois andares” — o que remete ao Classe A original de 1997 — e usa um 2.0 turbo de quatro cilindros ligado às quatro rodas por um câmbio de embreagem dupla, agora com oito marchas. É o mesmo motor de 306 cv e 40,7 kgfm do A35 AMG que aceleramos há duas semanas na Capuava (leia aqui), porém com um pouco mais de peso para carregar — daí o zero a 100 km/h de 5 segundos em vez de 4,7 como no sedã/hatchback. A velocidade máxima é limitada eletronicamente a 250 km/h.

 

Por dentro é o que você já esperava: a cabine das Classes A/B/GLB/CLA, com a tela comprida e dupla do sistema MBUX que, aqui, inclui um sistema de data-logging opcional, capaz de exibir as forças de aceleração longitudinais e laterais, o que é especialmente interessante em um carro com o centro de gravidade tão longe do chão.

O GLA35 AMG tem controle de largada de série, bem como o seletor de modos de condução com cinco variações: Slippery, Comfort, Sport, Sport+ e Individual — este último configurável pelo gosto do proprietário. A Mercedes diz ainda que o GLA35 tem “upgrades específicos no chassi para otimizar a rigidez à torção”, porém não detalhou quais são estes upgrades.

Quanto ao visual do GLA, ele é exatamente o que esperávamos: uma versão mais rechonchuda e corpulenta do Classe A hatch, com rodas maiores, altura de rodagem maior e uma postura mais abrutalhada. Uma opção interessante para pais de família entusiastas que não têm a opção do CLA35 Shooting Brake, caso do Brasil e EUA.

Além do AMG, a Mercedes também apresentou as versões mais maternais do modelo. Elas compartilham os motores com as classes A/B/CLA/GLB — 1.3 turbo de 163 cv no GLA200, 2.0 turbo de 190 cv no GLA220, 224 cv no GLA250, 306 cv no GLA35 e, futuramente 387 cv e 421 cv nos GLA45 e GLA45 S. (LC)

 

Gordon Murray dá mais detalhes sobre o hipercarro T.50

Gordon Murray, um dos mais extraordinários projetistas automotivos de todos os tempos, está de volta com um projeto extremamente ambicioso: o T.50, que já é considerado o verdadeiro sucessor do McLaren F1 – afinal, foi ele quem projetou o F1.

Murray conversou com o pessoal da revista Car and Driver americana. E o papo serviu como base para uma matéria publicada ontem (10), na qual podemos conhecer mais alguns detalhes sobre o carro.

O que já sabemos: o T.50 – batizado assim para celebrar os 50 anos de carreira de Murray – terá o mesmo layout de três lugares do F1, com o motorista sentado mais à frente e ladeado pelos dois passageiros. Sua silhueta é claramente inspirada pelo F1 e, da mesma forma, ele terá algumas soluções criativas para ser prático e, ao mesmo tempo, oferecer desempenho sem concessões. Mais do que isto: para Murray, o T.50 será o “último grande supercarro analógico”, no sentido de que ele não terá tecnologia híbrida, sobrealimentação ou mesmo câmbio de dupla embreagem. Em vez disso, o T.50 será movido por um motor V12 naturalmente aspirado, acoplado a uma transmissão manual que levará a força para as rodas traseiras. Como Deus mandou.

Isto não quer dizer, porém, que ele não terá inovações. A mais visível delas é, na verdade, inspirada pelo passado: uma enorme ventoinha na traseira, assim como o Brabham BT46B (o famoso “fan car”) de 1978, também projetado por Murray. Na época, o carro foi banido por conta do aparato, ainda que inicialmente a equipe tenha convencido a organização da Fórmula 1 de que seu único propósito era auxiliar no resfriamento do motor – quando, na verdade, sua função era sugar o fluxo aerodinâmico sob o carro, reduzindo a pressão na área e aumentando a downforce. Como o T.50 será um carro de rua, não há necessidade de disfarçar. Mas o sistema não estará presente quando o T.50 for inevitavelmente transformado em um Hypercar para Le Mans, por questões de regulamento.

A ventoinha será movida por um motor elétrico e, segundo Murray, ajudará o T.50 a ter um sistema ativo de downforce, com níveis variáveis de acordo com a necessidade e o modo de condução escolhido. O engenheiro insistiu que isto é mais importante do que o pico de downforce em si – número que não foi revelado.

Murray também deu alguns detalhes a respeito do conjunto, que foi desenvolvido pela Cosworth e é capaz de girar a até 12.000 rpm, algo inédito em um carro de rua. Segundo ele, o V12 é cerca de 60 kg mais leve que um V6 de Fórmula 1, e isto fazia parte do briefing de Murray deu à Cosworth. A decisão pela caixa manual foi influenciada pelos potenciais clientes, que queriam um câmbio manual verdadeiramente manual. Entretanto, Murray já adianta que uma versão de pista, do tipo track toy, terá uma transmissão sequencial de competição – algo que ele já queria fazer com o T.50 normal.

Gordon Murray ainda confirmou que o lançamento da versão final do T.50 será no ano que vem, com as entregas começando em 2022. Considerando o prazo, o T.50 tem mesmo tudo para ser o último dos grandes supercarros analógicos – o ritmo das mudanças no segmento é extremamente veloz, especialmente se tratando de powertrains elétricos. (DH)

 

Mitsubishi registra face-lift do Pajero Sport no Brasil

A geração atual do Mitsubishi Pajero Sport foi lançada em 2015 na Tailândia e recebeu pesadas críticas sobre o desenho da traseira, principalmente das lanternas com extensões que chegam ao para-choque. Em julho de 2019, apenas dois meses depois de ser lançado no Brasil, o Pajero Sport recebeu um face-lift para melhorar o estilo da traseira e adequar o SUV à nova linguagem de design da marca.

Essa versão reestilizada do Pajero Sport foi registrado pela Mitsubishi no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O modelo registrado é igual ao Tailandês, com extensões menores nas lanternas e dianteira inspirada no estilo do Eclipse Cross, com menos cromados e novo conjunto óptico.

As mudanças não foram apenas para corrigir o design, o Pajero Sport recebeu itens de tecnologia e conforto que devem vir para o Brasil. Os destaques são o novo quadro de instrumentos digital, central multimídia maior, abertura elétrica do porta-malas acionada por sensor, alerta de tráfego cruzado e assistente de mudança de faixa.

A novidade chega ao Brasil em 2020, o modelo está previsto para ser nacionalizado mas a reestilização deve chegar antes como importado. A mecânica permanece a mesma, com motor 2.4 turbodiesel de 181 cv e cambio automático de oito marchas. (ER)

 

McLaren Senna terá série inspirada na Can-Am

Antes de se tornar uma gigante da Fórmula 1, a McLaren fez fama na categoria mais insana do automobilismo norte-americano, a Can-Am. Seus protótipos com motor Chevrolet V8 marcaram época e só foram destronados pela chegada das versões turbo do Porsche 917, devidamente modificadas para o regulamento desta que foi o verdadeiro Grupo B do asfalto.

Agora, tudo indica que um representante da McLaren decidiu criar uma série especial de três unidades do Senna inspirada nos protótipos da equipe na Can-Am. Ainda não há informações oficiais, mas o site CarBuzz conversou com um dos compradores do carro e descobriu que ele usará o mesmo V8 4.0 biturbo do Senna GTR, com 825 cv.

Além do motor mais potente, ele também tem modificações na carroceria (para-lamas e spoiler) e a lendária pintura laranja “Papaya” com a inscrição “McLaren Cars” nas portas, e referências a Bruce McLaren e Denny Hulme, que pilotaram o McLaren M8B na Can-Am. (LC)

 

Toyota Etios ganha kit de gás natural homologado pela fabricante

O Toyota Etios, modelo de entrada da marca japonesa no Brasil, acaba de ganhar um kit de gás natural “de fábrica”. Embora seja fornecido pela empresa Landirenzo, o sistema é homologado pela Toyota e tem toda a sua instalação feita pela própria fabricante.

O kit é composto por dois cilindros de 7,5 m³, e o serviço inclui a recalibração do módulo de injeção e a instalação e novas mangueiras, tubulação e chicotes.

O valor sugerido pela Toyota para o kit é de R$ 5.360, e sua instalação não anula a garantia de fábrica do veículo. Além disso, o kit de GNV em si possui garantia de três anos ou 100.000 km. (DH)

 

Morgan abandona o chassi de madeira depois de 83 anos

Com o lançamento do novo Plus Six a Morgan anunciou que o carro viria em uma nova plataforma chamada CX-generation. Agora, a fabricante revelou mais detalhes dessa arquitetura que será adotada por toda a linha a partir de 2020. A Morgan ainda usa um chassi simples, tipo escada, no 4/4, no +4 e no Roadster, mesmo tipo de construção usado desde o lançamento do 4/4 há 83 anos.

A plataforma CX é o extremo oposto do que a Morgan fazia antes, usando tecnologia moderna e avançada para conseguir um baixo peso. No lugar do chassi simples tipo escada entra uma plataforma de alumínio colado mais leve e mais resistente. Outra mudança foi a troca da tradicional suspensão dianteira independente de pilares deslizantes, também oriunda dos anos 30, por uma do tipo duplo A mais moderna. Na traseira o eixo rígido com feixe de molas deu lugar a um conjunto independente.

Segundo a Morgan essa plataforma nova será a base para o futuro da marca, o próximo modelo a adotar será um menor que o Plus Six com motor de quatro cilindros, que deverá substituir o Roadster. Apesar de toda a tecnologia, a Morgan continuará usando madeira em partes da carroceria dos carros. Os modelos antigos não tem data confirmada para saírem de linha e podem conviver com a geração nova por um tempo. O 4/4 foi o primeiro veículo de quatro rodas da Morgan e hoje é o carro mais antigo em produção, com construção similar ao modelo de 1936 e motor 1.6 Sigma da Ford. (ER)

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