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Zero a 300

O novo Porsche 911 GT3 RS, Fórmula 1 troca grid girls por grid kids, Hyundai Santa Fe chega à quarta geração e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas (ou não) do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Novo Porsche GT3 RS “vaza” antes do lançamento

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Como você bem sabe, a última versão do 911 que faltava ser atualizada era o GT3 RS. Notou que eu escrevi a frase inteira no passado? É porque ele acaba de ser revelado extra-oficialmente por três fotos vazadas.

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As fotos foram publicadas pelo site australiano Drive, que já tirou as imagens do ar, mas uma vez na rede, você sabe que não tem volta. As atualizações, como já era esperado, são as mesmas do GT3, porém com mais elementos aerodinâmicos, como exigem as versões RS.

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Ele tem as mesmas tomadas de ar angulares e a mesma faixa de LED do GT3, porém o capô tem dois dutos NACA que levam ar fresco para a cabine. Os para-lamas mantiveram os respiros do GT3 RS anterior. A traseira também foi atualizada com as lanternas desta segunda fase do 911, e, claro, a asa traseira mais elevada.

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O motor deverá ser mesmo o 4.0 aspirado do GT3 RS anterior, porém agora com 520 cv a 8.250 rpm. Com a potência extra, o zero a 100 km/h cai de 3,3 para 3,2 segundos, enquanto a velocidade máxima deve ficar nos 315 km/h.

Como as fotos oficiais foram “vazadas”, o lançamento do carro deve acontecer nas próximas semanas.

 

Grid girls não gostaram do fim das grid girls…

Quando soube da notícia do fim das grid girls, minha primeira reação foi saber a opinião das mulheres a respeito da decisão. Afinal, se trata-se de direitos e imagem das mulheres, é razoável que elas sejam ouvidas. Pois logo após a decisão algumas grid girls se manifestaram a respeito.

A grid girl Rebecca Cooper publicou em seu perfil no Twitter uma mensagem crítica ao fim das grid girls da F1:

“Então o inevitável aconteceu. As gridgirls da F1 foram banidas. É ridículo que as mulheres que dizem “estar lutando pelo direito das mulheres” digam o que as outras devem fazer ou não, e estejam nos impedindo de fazer um trabalho que adoramos e do qual temos orgulho. O politicamente correto enlouqueceu. “

A pilota Michelle Westby, que começou como grid girl e hoje disputa competições de drifting e trabalha como pilota-dublê, também se manifestou em suas redes sociais:

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“Se não fosse pelo meu trabalho como grid girl e como modelo promocional, eu não estaria onde estou agora, em um ambiente dominado por homens, trabalhando como pilota dublê e competindo como pilota de drift, inspirando e influenciando outras mulheres a não se intimidarem neste ambiente.

Recebo mensagens o tempo todo de garotas dizendo o quanto eu as motivo e o quanto elas têm vontade de pilotar, achando que nunca seriam aceitas. O que as pessoas não percebem é que temos um grande conhecimento dos produtos que promovemos. Cabe a nós decidir se estamos ou não confortáveis na roupa que teremos de usar. Usamos mais roupas do que adolescentes nos supermercados. Hoje não trabalho mais como grid girl, mas é frustrante pensar que um as garotas perderam um renda importante porque feministas pensam que sabem de tudo, quando não sabem de nada.”

A engenheira Leena Gade, que venceu Le Mans três vezes com a Audi, publicou um textão, falando sobre a posição das mulheres no automobilismo:

Sobre as grid girls. Não entendo a lógica de quem está de fora. Vocês se deram ao trabalho de se perguntar poque não temos engenheiras, mecânicas e pilotas? Acontece por uma educação pobre. Não me usem de “exemplo” de uma mulher que chegou onde queria. Meu esporte é cheio de mulheres que “chegaram lá” em um local dominado por homens, e não foi pela “sexualização das mulheres”, mas pela nossa paixão e porque acreditamos em algo que queríamos fazer.

Grid girls representam marcas, patrocinadores e times. Elas têm noção dos produtos e são pagas para captarem potenciais clientes e oportunidades. Muitas usam o dinheiro para complementar a renda ou pagar por educação. A era de mulheres seminuas já passou há muito tempo e, mesmo que não, eu não teria mudado de ideia, pois tinha pais e professores que me apoiavam na minha escolha.

Banir essas mulheres de ganhar dinheiro não é igualdade. Parem de pensar por nós no esporte. Pergunte a garotas nas escolas se elas gostariam de trabalhar com automobilismo e porque elas acham que engenharia, relações públicas, chefia de times e pilotagem não são para elas. Eu aposto que é porque os amigos dizem que é impossível. Banir grid girls é politicamente correto e será tão bem-sucedido quanto a revista playboy banindo nudez.”

A brasileira Cintia Ferretti também se manifestou, porém em entrevista ao site Grande Prêmio. A declaração da modelo pode ser lida na íntegra aqui, mas destacamos o trecho inicial, com sua opinião sobre a decisão:

“Achei a atitude totalmente errada e tenho impressão que foi tomada por eles mesmos. Nós, meninas que estamos trabalhando, não fomos ouvidas. Eles alegam que vai contra o pensamento de hoje, que o mundo está mudando, que já não tem nada a ver a mulher lá, mas todo mundo que trabalha com isso está lá porque quer.

Para a gente, é um trabalho maravilhoso de se fazer. Tem uma exposição muito boa, o coração bate mais forte na frente dos carros e você se sente fazendo parte de algo importante. E sempre fui muito bem tratada na F1.”

 

… mas elas serão substituídas pelas “grid kids”

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Após anunciar o fim das grid girls, a Liberty Media manteve silêncio sobre como elas seriam substituídas — ou mesmo se elas seriam substituídas. Não sabemos se foi uma estratégia para gerar buzz, ou se foi gerenciamento de danos, mas eles anunciaram uma medida capaz de desarmar até mesmo o mais ferrenho crítico do fim das grid girls: os Grandes Prêmios agora terão grid kids.

E não serão crianças escolhidas aleatoriamente, mas jovens kartistas que sonham em chegar à Fórmula 1. Os garotos e garotas serão escolhidos por sorteios ou como premiação por desempenho através da parceria da F1 com a FIA e as diversas federações de kart ao redor do mundo.

Além de participar da largada do GP, os kartistas também terão acesso livre ao paddock junto de suas famílias. Sean Batches, o diretor comercial da F1, disse que “será um momento extraordinário para os jovens, poder ficar ao lado de seus ídolos, conhecer a preparação antes da largada” e que “será uma inspiração para seguir pilotando, treinando e aprendendo para um dia estar lá no grid”.

 

Hyundai apresenta quarta geração do Santa Fe

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Não é só o Kia Cerato que troca de geração como políticos trocam de partido. O Hyundai Santa Fe também acaba de chegar à sua quarta geração em 16 anos, o que parece pouco, mas na verdade representa uma nova geração a cada quatro anos.

O modelo foi apresentado em imagens oficiais publicadas pela Hyundai na Coreia do Sul, e traz uma forte inspiração nos SUV mais recentes da marca, como o Kona e o Nexo, com a dianteira agressiva, formada por uma grade ampla ladeada por faróis esguios.

Por dentro ele também foi totalmente renovado, com um console central redesenhado e um sistema multimídia com design “flutuante”, como se tornou o padrão atual. O quadro de instrumentos é digital, e os bancos usam revestimento de couro bicolor.

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Na Coreia o Hyundai Santa Fe será oferecido com três motores diferentes: um 2.0 turbo a gasolina, um 2.0 e um 2.2 turbodiesel. Todos combinados a um câmbio automático de oito marchas. Nos mercados estrangeiros ele deverá ser oferecido com outras motorizações, como um V6 nos EUA e Brasil. Mas isso só saberemos quando ele for apresentado oficialmente no Salão de Genebra, que acontece daqui a um mês.

 

Tesla Model 3 tem “a qualidade de construção de um Kia dos anos 1990”

Falando em Kia e Hyundai, uma avaliação técnica feita pela consultoria Munro & Associates, nos EUA, revelou após o primeiro contato com o carro que ele tem “problemas de qualidade de construção”.

O representante da empresa, Sandy Munro, disse que ao fechar as portas dianteiras é possível ouvir algo vibrar dentro delas — provavelmente o vidro, que está abaixado. Munro também encontrou um remendo na canaleta do vidro da porta do motorista, para evitar que ele vibre quando fechado. Além disso, ele também apontou que há diferenças nas frestas e vãos entre os paineis da carroceria, com espaçamentos que “podem ser vistos de Marte”, e que são “problemas que se via nos Kia nos anos 1990”.

Munro também aponta que o sistema de maçaneta elétrica das portas têm o mecanismo de backup (para uso em caso de pane elétrica) somente nas portas dianteiras. Na traseira, a única forma de sair de dentro do carro caso o sistema elétrico falhe, é pulando para os bancos dianteiros ou abrindo o porta-malas depois de rebater o encosto do banco traseiro.

Outro problema apontado é o acesso ao chicote principal do carro para desativamento do sistema elétrico em caso de acidente, que é dificultado pela falta de um mecanismo de emergência para abertura do capô.

No fim do vídeo Munro se diz surpreso pela Tesla ter lançado um carro com estes problemas no mercado. É possível, claro, que seja um exemplar abaixo da média da série de produção — o que é perfeitamente normal em um processo industrial de grande volume. Mas se não for o caso, pode ser uma evidência de que a Tesla se precipitou ao lançar o Model 3 com tanta rapidez.

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