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O que significam os símbolos e adesivos mais comuns da cultura JDM?

Você já deve ter visto este símbolo da imagem aí acima colado em um carro japonês. Ele é um dos vários símbolos que os entusiastas da cultura JDM usam em seus carros como item de personalização e identificação com a cultura japonesa. Mas você sabe o que ele significa?

Ele é conhecido como wakaba, que significa “folha nova”, mas seu nome oficial é Shoshin Untensha Hyoshiki (reduzido como Shoshinsha). Sim, ele tem um nome oficial porque é um adesivo de uso obrigatório por lei. Sim (de novo): no Japão existem leis que te obrigam a usar adesivos. Desde 1997 as leis de trânsito do Japão exigem que os motoristas novatos usem um símbolo de identificação em seus carros — exatamente como o projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados. Esse símbolo, por acaso, é o Shoshinsha/Wakaba. O nome Shoshin Untensha Hyoshiki significa algo como “sinalização de motorista iniciante”.

JDM

Os motoristas idosos, com mais de 75 anos, também são obrigados a usar uma identificação que é menos conhecida pelos entusiastas da cultura JDM: o Korei Untensha Hyoshiki (ou Koreisha), que significa “símbolo de motorista idoso”.

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O formato mais conhecido é o momiji/ochiba/kareha, que tem a forma de uma folha de tons amarelos como as folhas de outono, já no fim de sua vida. Poético, não? Pois os motoristas idosos não gostaram muito da analogia com o fim do ciclo da vida e em 2011 o momiji foi substituído por um novo símbolo em forma de trevo, que representa as quatro estações do ano — uma forma mais sutil de representar os ciclos da vida.

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Aproveitando o papo do significado destes dois símbolos, vale conhecermos também o significado de outros símbolos populares no universo JDM. Este abaixo, por exemplo, é a Kyokujitsu-ki, a bandeira do sol nascente.

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Esta bandeira foi usada originalmente pelos senhores feudais do período Edo, e se tornou um símbolo de guerra do Exército Imperial Japonês e da Marinha Imperial Japonesa no final do século 19. Ainda hoje ela é usada como símbolo de tradição e boa-sorte, além de ainda ser mantida como símbolo militar. Nos EUA, na Coreia do Sul e na China a bandeira também representa o imperialismo japonês do início do século 20. Por essa razão, não é uma boa ideia usá-la nestes países.

Outra bandeira transformada em símbolo JDM é a Nisshōki, que é o nome oficial da bandeira do Japão. Nisshōki significa, literalmente, bandeira do Sol.

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Esta bandeira chegou a ser usada como bandeira do exército e da marinha, mas quando a bandeira do Sol nascente se tornou o símbolo oficial destas forças armadas, a bandeira do Sol foi adotada como bandeira nacional do Japão, embora isso só tenha sido oficializado em 1999 (!).

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Depois das bandeiras e símbolos oficiais temos ainda o Domo-kun, que é um bichinho peludo e marrom, com boca grande que nunca fecha e mostra seus dentes afiados. Ele é o mascote do canal de televisão NHK, e aparece nos intervalos comerciais em vinhetas de 30 segundos.

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Por último, há o “shocker”, que sabe-se lá por que tornou um símbolo da cultura JDM, uma vez que nasceu nas escolas e faculdades dos EUA e não é usado no Japão. Seu significado é um tanto obsceno para ser explicado por aqui, então sugiro que você procure discretamente no Google. Se não estiver no trabalho.

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