Edição diária: 20/06/2019
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Os bancos esportivos mais legais da indústria automotiva – parte 1

Quem gosta de dirigir se importa com muito mais do que apenas potência, equipamentos e estilo do carro. Uma boa ergonomia é essencial para uma boa experiência de condução. Os bancos, obviamente, têm grande papel na hora de definir a ergonomia de um carro. No caso dos esportivos, além de bem posicionados e anatômicos, ele idealmente precisam oferecer bom apoio, ser confortáveis (ninguém quer dirigir rápido sentindo dor nas costas) e, claro, agradar aos olhos.

Foi levando isto em consideração que decidimos perguntar a nossos leitores: qual é seu banco esportivo favorito? Sugerimos a Ferrari F40 porque seus belos bancos concha revestidos em Nomex eram o complemento perfeito para a legítima “Ferrari de corrida para as ruas”. E ainda aproveitamos para falar sobre as diferentes configurações especiais de bancos que ela teve. Como de costume, as respostas de vocês foram muitas e bastante diversificadas, e por isso dividimos a lista com as respostas em duas partes. Esta é a primeira delas.

 

Os bancos Recaro dos esportivos nacionais

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Sugerido por: muitos

Por alguma razão sabíamos perfeitamente que os bancos Recaro que foram onipresentes nos esportivos brasileiros das décadas de 80 e 90 seriam os mais lembrados. Não é para menos: as versões esportivas vendidas no Brasil naquela época tinham o charme todo especial de serem baseadas em carros bem mais comuns, então as fabricantes não faziam cerimônia em mudar diversos elementos-chave dentro e fora dos automóveis. Faróis extras, para-choques de desenho diferente, rodas, acessórios aerodinâmicos, volantes e, claro, os bancos.

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Foto: MBF Autofoto

A Recaro forneceu os bancos para VW Passat GTS, Gol GT, GTI e GTS; Chevrolet Kadett GS e GSi; Ford Escort XR3 e também foi oferecido como opcional em versões de outros modelos, como o Voyage, a Parati e o Santana. Com grandes apoios laterais para as coxas e costas, incluindo por vezes ajustes lombares e no comprimento do assento, os bancos esportivos Recaro de fato melhoravam bastante a ergonomia de condução. Mas seu visual diferenciado teve tanta importância quanto, temos certeza.

 

Ford GT

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Sugerido por: Andre SS

Em um futuro não muito distante vamos dar o devido valor ao Ford GT. O superesportivo era uma homenagem ao GT40, o carro de corrida anglo-americano que dominou as 24 Horas de Le Mans entre 1966 e 1969 e colocou a Ford de uma vez por todas na elite do automobilismo. O carro de rua dos anos 2000 era praticamente um fac-símile do original dos anos 60, discretamente modernizado nos detalhes, mas com a essência do clássico praticamente intocada. E com um V8 supercharged de 5,4 litros e 558 cv acoplado a uma caixa manual de seis marchas. Sem tecnologia híbrida, sem turbos, sem aletas atrás do volante. Um dos últimos de sua espécie.

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Os bancos só arrematam o pacote. O interior do Ford GT também era bastante fiel ao do GT40, no formato do painel, na disposição dos instrumentos e das proporções, e os bancos revestidos de couro preto de desenho simples traziam respiros circulares inspirados diretamente pelos bancos de competição do ícone.

 

Mercedes-Benz 300SL Gullwing

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Sugerido por: Old Drunkard

O Mercedes-Benz 300SL Gullwing, o famoso “asa-de-gaivota” por causa de suas portas que abriam para cima, é considerado um dos primeiros supercarros da história. Apesar de ser um grand tourer com motor dianteiro (ou praticamente central-dianteiro, visto que boa parte ficava atrás do eixo), este motor era um seis-em-linha de três litros com comando no cabeçote, injeção direta de combustível e 246 cv capaz de levar o cupê até os 260 km/h – o Gullwing era o carro produzido em série mais veloz do mundo. Em 1954!

Seus bancos eram típicos dos esportivos e carros de corrida da época: pequenos buckets com apoio lateral até generoso e encostos baixos. O diferencial, em seu caso, era o elegantíssimo revestimento xadrez, uma das marcas registradas dos automóveis de competição da Mercedes na época, mais tarde associados a outros esportivos clássicos alemães.

 

BMW M3 E36

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Sugerido por: Victor Gomes

Muitos fãs da BMW dizem que a E36 é a melhor geração do BMW M3 por ser a primeira a juntar a natureza orgânica do E30 com um seis-em-linha naturalmente aspirado, dando ao carro mais fôlego em circuitos longos e nas Autobahnen alemães. Na melhor versão, a vendida na Europa, o M3 E36 encerrou sua carreira com o motor S50B32 um seis-cilindros de 3,2 litros com comando duplo variável no cabeçote e 325 cv, sendo capaz de chegar até os 100 km/h em 5,5 segundos, com máxima de 250 km/h.

Os bancos adotados pela BMW no M3 E36 refletiam a maior sofisticação do modelo. O E30 tinha bancos esportivos bem simples nos primeiros anos, ganhando bancos do tipo concha rebativeis no modelo Sport Evo, de 1989. No M3 E36 comum, os bancos de série ganharam mais apoio lateral, enquanto os bancos de edições especiais como o M3 GT, também oferecidos como opcionais, ganharam um desenho mais robusto e, ao mesmo tempo em que ficaram mais confortáveis, também ganharam em ergonomia e apoio lateral. E ainda havia o pequeno detalhe das listras nas cores da Motosport na porção central – um detalhe estético de muito bom gosto, diga-se.

 

Lamborghini Sesto Elemento

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Sugerido por: Fórmula Finesse

Nem parece, mas o Lamborghini Sesto Elemento já foi apresentado há oito anos – sua estreia aconteceu no Salão de Paris de 2010. O superesportivo era baseado no Lamborghini Gallardo e usava uma versão de 570 cv do motor V10 de 5,2 litros, a mesma empregada no Gallardo Superleggera, acoplado a uma caixa automatizada de seis marchas. O nome do carro foi escolhido porque o carbono é o elemento de número atômico 6 na tabela periódica, e o Sesto Elemento é feito com quantidades copiosas de fibra de carbono. Por isso mesmo ele é muito leve: 999 kg. Com relação peso/potência de 1,75 kg/cv, o Sesto Elemento era capaz de ir de zero a 100 km/h em apenas 2,5 segundos, com velocidade máxima de 338 km/h.

Para conseguir chegar ao peso de um hatch pequeno a Lamborghini levou a dieta a sério: o Sesto Elemento não tem bancos propriamente ditos. Em vez disso, a Lamborghini moldou os assentos diretamente no monobloco e colou almofadas para deixar as coisas um pouco mais confortáveis. Absurdamente cool.

 

Porsche 356 Speedster

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Sugerido por: Paulo Aliperti Soares

Lançado em 1948, o Porsche 356 foi o primeiro Porsche de rua: um cupê/roadster com motor flat-4 na traseira, lugar para dois adultos e duas crianças (ou a bagagem dos dois) e estilo limpo e inconfundível que plantou a semente para o estilo de todos os outros Porsche. Originalmente ele tinha bancos bem simples, rebatíveis, revestidos em curvim e sem encostos de cabeça.

O Porsche 356 Speedster, apresentado em 1954, tinha a proposta de ser um carro mais despojado e esportivo: tinha para-brisa mais baixo, que era removível, uma capota minimalista e bancos do tipo bucket inspirado nas versões de corrida, mais leves e com encosto fixo. O Speedster foi um sucesso instantâneo, especialmente nos EUA.

 

Honda Civic Type R EK9

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Sugerido por: George Oliveira

O “Santo Graal” de muitos hondeiros é, sem dúvida, a primeira geração do Honda Civic Type R, a EK9, fabricada entre 1997 e 2000. Seu maior trunfo era, sem dúvida, a versão mais nervosa do motor B16: se no Civic VTi o 1.6 com comando duplo variável V-TEC entregava 160 cv (100 cv/litro), no Type R eram 185 cv, ou 115 cv/litro. O monstrinho de 1.090 kg ia de zero a 100 km/h em 6,8 segundos.

Apesar de ser um carro feito para ser leve, dispensando maiores itens de conforto no interior (ainda que a versão Rx tivesse CD-player, retrovisores retráteis, vidros elétricos e ar-condicionado automático), o Civic Type R não dispensava exclusividade estética: além da exclusiva em branco Championship White, ele tinha bancos Recaro do tipo concha rebatíveis revestidos em vermelho. Eles ofereceriam excelente apoio do mesmo jeito se fossem pretos, claro, mas tinham de ser vermelhos.

 

McLaren F1

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Sugerido por: Diogo Campos

Desculpem o clichê mas, por último e nem por isso menos importante, está o McLaren F1. Ele já foi tema de diversos posts aqui, e em alguns deles cobrimos este tópico: ele é um dos poucos esportivos de três lugares já feitos, e foi concebido assim porque seu criador, Gordon Murray, chegou à conclusão de que havia espaço para três pessoas na cabine de um supercarro de motor central-traseiro. Além disso, a ergonomia pra o motorista sentado no meio era muito melhor, com pedais, banco e volante perfeitamente alinhados e um campo de visão muito mais amplo.

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Os dois bancos para os passageiros são esculpidos na estrutura e contam com bastante espaço para as pernas. Já o banco do meio é feito de fibra de carbono e tem um encosto muito fino. Não parece muito confortável e o acesso a ele é meio burocrático, mas não duvidamos que seja um dos melhores para quem quer simplesmente se concentrar no ato de dirigir um dos superesportivos mais rápidos e bem pensados da história.

 

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