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Os bancos esportivos mais legais da indústria automotiva, parte 2

Há alguns dias perguntamos a vocês, leitores, quais eram os melhores bancos instalados de série, como opcional ou acessório em um carro. Porque, relembrando, os bancos são a sua maior área de contato com um automóvel, e em um esportivo eles precisam ser confortáveis, bons de suporte e, por que não?, bonitos.

Nossa sugestão foram os belos bancos de Nomex da Ferrari F40, mas existem muitos outros. A primeira parte da lista com as respostas de vocês pode ser conferida (ou relida) aqui. Vamos ver a segunda parte agora!

 

Ferrari 288 GTO

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Sugerido por: Allan Guimaraes

A Ferrari F40 tinha bancos do tipo concha revestidos em Nomex, um material especial anti-chamas usado em carros de competição. Sua antecessora, porém, era mais classuda: a 288 GTO, puro fruto dos anos 80, tinha bancos esportivos com um elegante padrão de tiras de couro perfurado que podia ou não ter incursões em tecido vermelho. Este padrão é conhecido como Daytona, e foi usado pela primeira vez na Ferrari 365 GTB/4… Daytona.

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Os bicolores combinam absurdamente com a propósta estética da 288 GTO, e oferecem apoio mais que adequado para o desempenho do motor V8 biturbo de 2,9 litros e 405 cv. Mas os bancos pretos também não caem nada mal.

 

Alfa Romeo GTV

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Sugerido por: Cafe Racer

O Alfa Romeo Giulia cupê dos anos 60 e 70 é tido como um dos carros essenciais em uma garagem entusiasta. Além do visual harmônico e muito bonito, são carros leves, bem acertados e com potência na medida certa – cortesia dos quatro-cilindros “bialbero” (com comando duplo no cabeçote) da Alfa Romeo.

Mas eles também tinham excelente ergonomia: volante grande, pedais perfeitamente posicionados e ótimos bancos. Especialmente as versões 1750 GT Veloce e 1500 GTA, que tinham encostos vazados e apoios de cabeça presos pelos dois lados nos gomos laterais. Quando abaixados ficavam “escondidos”, dando a impressão que se tratavam de bancos sem apoio de cabeça.

 

Honda Civic Si

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Sugerido por: Si Type-R

Eis aqui um exemplo perfeito de bancos que são confortáveis o bastante para uso diário e oferecem apoio suficiente para passeios mais “animados”, por assim dizer: os bancos do Civic Si de oitava geração, um dos melhores esportivos já fabricados no Brasil.

Os bancos do Civic Si casam perfeitamente com a proposta do carro: um carro confortável para usar no dia a dia, porém com punch o bastante precisar de bancos com bastante apoio lateral e revestimento de suede.

 

Gumpert Apollo

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Sugerido por: Rei do Gado

Existem (muitos) superesportivos mais bonitos que o Gumpert Apollo, e a maioria tem bancos mais bonitos. Mas é foi justamente pela estranheza que os bancos do Apollo entraram nesta lista. Para ocupar pouco espaço na apertada cabine e manter o peso mais baixo, o superesportivo adotou a solução que seria usada no Lamborghini Sesto Elemento anos depois: bancos que, na verdade, são cavidades acolchoadas e anatômicas esculpidas diretamente no monobloco de fibra de carbono. O detalhe são os encostos de cabeça, reduzidos a pequenos travesseiros na “parede” atrás dos ocupantes.

 

Lancia Stratos

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Sugerido por: Delfim

O Lancia Stratos é um dos poucos carros que são unanimidade entre entusiastas de todas as idades, origens, crenças, idades e gêneros. Se você dizer que conhece alguém que não gosta do Stratos, sabemos que é mentira. E se disser que é você que não gosta, sabemos que está só querendo ser o diferentão. Quem não gosta de um esportivo de dois lugares com carroceria em forma de cunha e um V6 de origem Ferrari atrás dos bancos?

Aliás, os bancos do Stratos são perfeitos: conchas altos, com encosto integrado e revestimento de couro ou camuça com padrão simples, em gomos horizontais. Menos é mais, às vezes.

 

Pagani Zonda/Huayra

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Sugerido por: Fabian

Como acabamos de dizer, menos é mais às vezes. Porque pelo jeito Horacio Pagani não acredita muito nisto: o Zonda e o Huayra, dois principais modelos já feitos pela fabricante que leva seu sobrenome, são carros exagerados, cheios de detalhes personalizáveis, com interior no limite da poluição visual. Há quem ache que eles podiam ser vistos menos como automóveis e mais como obras de arte sobre rodas, tamanha a atenção aos detalhes. E, como a arte, eles não agradam a todo mundo.

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Goste você do Zonda e do Huayra ou não, inegável é que os bancos dos dois são dignos do lugar que ocupam: bancos concha revestidos com couro ou Alcantara, feitos de fibra de carbono. O detalhe que chama a atenção é aquela peça redonda no assento. É uma saída de ar? Só um detalhe estético? Não: trata-se de um botão giratório para o ajuste de altura do banco. Em sentido anti-horário o banco abaixa, em sentido horário ele levanta.

 

Ariel Atom

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Sugerido por: Douglas

O Ariel Atom é basicamente uma armação tubular em volta de um motor, com alguns poucos componentes aerodinâmicos e os comandos para o piloto. Este vai sentado em um dos lados do banco concha duplo feito especialmente para o brinquedo de track day. A peça de fibra de carbono é integrada ao console central, de forma a reduzir peso e ocupar menos espaço, e mostra o tamanho do comprometimento da Ariel em oferecer uma experiência de condução pura.

 

 

Golf GTI

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Sugerido por: RBH53

Os bancos do Golf GTI de sétima geração ilustram bem este item, mas não nos referimos apenas a ele. Desde a primeira geração, o pioneiro dos hot hatches traz o padrão tartan vermelho sobre fundo preto em quase todas as suas encarnações. A estampa, com xadrez vermelho sobre um fundo preto, foi desenhado pela pintora de porcelanas Gunhild Liljequist. Quer dizer, ela foi pintora de porcelanas antes de se tornar a primeira mulher a trabalhar no departamento de design da Volkswagen. Liljequist foi contratada em 1964 pela Volks e ficou lá até 1991. Ela se inspirou nos tecidos xadrez que viu enquanto viajava no Reino Unido.

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Segundo ela, o Golf GTI ganhou com o revestimento “um toque de esportividade britânica”. E todo mundo curtiu, o que levou a VW a adotar o xadrez em diversos outros de seus esportivos, como o Polo GTI e o Scirocco.

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