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Os capacetes mais bonitos e icônicos já usados na Fórmula 1 – Parte 2

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Há alguns dias perguntamos aos leitores quais eram os capacetes com design mais marcante, bonito ou icônico já usados na Fórmula 1, e as respostas dos leitores foram incluídas em uma bela lista, que você pode conferir aqui.

Agora, foram tantas sugestões incríveis que decidimos dar sequência à seleção com uma segunda parte. Preparado para relembrar os bons tempos em que o capacete era essencial para a identidade de um piloto no grid? Então vamos lá!

 

Eddie Irvine

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O britânico Eddie Irvine começou sua carreira na Fórmula 1 em 1993, pela Jordan, mas foi na Ferrari que, ao lado de Michael Schumacher, ele conseguiu destaque — culminando com um vice-campeonato pela Scuderia em 1999. Com a chegada de Rubens Barrichello à equipe no ano seguinte, contudo, Irvine foi para a Jaguar.

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E foi na Jaguar que ele usou seu capacete mais legal — um casco com fundo preto fosco, um círculo com pintas de jaguar no topo e o rosto de um jaguar nas laterais. E foi com a Jaguar que Irvine se aposentou, em 2002. Podemos dizer que Irvine, de fato, vestiu a camisa — quer dizer, o capacete.

 

Gilles Villeneuve

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O Villeneuve pai começou sua carreira na Fórmula 1 relativamente tarde, já aos 27 anos. O canadense que havia começado a correr com snowmobiles em sua terra natal impressionou James Hunt ao vencê-lo em uma corrida fora do campeonato de Fórmula 1, e o britânico convenceu sua equipe, a McLaren, a oferecer um lugar para Gilles para o Grande Prêmio da Grã-Bretanha em 1977.

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O capacete de Villeneuve ostentou o mesmo design ao longo de quase toda sua carreira — tragicamente abreviada em um acidente em 1982, quando já corria pela Ferrari: uma base preta ou azul marinho com grafismos vermelhos que formavam um “V” estilizado na parte de trás do casco. Foi sua esposa Joann quem o ajudou a escolher o desenho.

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Em sua homenagem, o filho Jacques Villeneuve também usou uma letra V estilizada em seu capacete. A diferença é que o campeão de 1997 pela Williams decidiu colocar a letra nas laterais e usar mais cores — rosa, azul, amarelo e verde.

 

Michael Schumacher

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Um dos maiores pilotos da história da Fórmula 1, com nada menos que sete títulos, Michael Schumacher começou sua carreira na F1 pilotando pela Benetton, em 1991. Seu capacete, na época, tinha um círculo azul estrelado na parte superior e as cores da Alemanha na porcão central-traseira, emoldurada por faixas brancas.

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O design não mudou muito — ele ainda usou o capacete por alguns anos depois que entrou para a Ferrari, em 1996. A maior mudança aconteceu quando Rubens Barrichello se tornou seu companheiro de equipe na Scuderia: para diferenciar-se do brasileiro, que também usava um capacete com um círculo azul na parte de cima, Schumi trocou o azul e o branco pela cor vermelha, mas continuou com as cores da bandeira alemã na parte de trás.

 

Keke Rosberg

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Apesar do sobrenome alemão, Keke Rosberg era sueco e se naturalizou finlandês — e foi o primeiro estrangeiro a usar um capacete desenhado pelo brasileiro Sid Mosca, que até então só havia pintado capacetes de pilotos tupiniquins. Como conta o blog Bandeira VerdeMosca usou as cores da bandeira da Finlândia e criou um de seus famosos padrões geométricos — um grande retângulo sobre a viseira, um círculo no topo e alguns retângulos menores atrás, todos azuis sobre um fundo branco.

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Em 1984, os retângulos azuis menores deram lugar a dois grandes retângulos amarelos — e esta foi a combinação de cores mais icônica do campeão de 1982 pela Williams (cujas cores oficiais também eram azul e amarelo).

 

Alain Prost

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Le Professeur usou, durante quase toda a sua carreira na Fórmula 1, um capacete azul com um “Y” branco inclinado em 90° em cada um dos lados, com detalhes vermelhos no topo e na base — em seus tempos de McLaren, estes detalhes eram cortesia da principal patrocinadora da equipe, a Marlboro.

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Não é preciso pensar muito para deduzir que a combinação de cores era uma homenagem à bandeira da França, algo que se mantém até hoje nos capacetes usados por Prost no Trophée Andros, competição de autocross na neve que acontece desde 1990, da qual o Professor já é tricampeão.

 

François Cevert

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Se Prost escolheu as cores da bandeira para homenagear a França, François Cevert — piloto francês que, na década de 70, era considerado a grande promessa da Fórmula 1 por seu colega de equipe na Tyrrell, Jackie Stewart — foi mais criativo, incorporando a cor amarela à combinação de azul branco e vermelho presente na bandeira francesa. É provável que a cor amarela venha das flores-de-lis usadas em alguns símbolos oficiais franceses, como a bandeira do reino da França e o brasão de armas.

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As cores também se assemelham às usadas pela Peugeot em suas pinturas de corrida e versões especiais, como a Rallye — azul, amarelo, vermelho e branco.

 

Stefan Johansson

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O sueco Stefan Johansson herdou o apelido do pai, Roland Johansson, quando decidiu se tornar piloto de corridas. Roland, que competia em corridas de turismo na Europa, era chamado de “The Leaf” (“o Folha”) por que vinha da cidade de Leaftown. Seu filho não demorou a ser chamado de “Little Leaf”, ou “Pequeno Folha”.

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Quando estreou na Fórmula 1, em 1983, Johansson usava um capacete todo preto. No ano seguinte, porém, encomendou um design a Sid Mosca, que incorporou ao capacete finas linhas azul e amarela (as cores da Suécia) e uma larga faixa branca com três folhas, uma sobre a outra, em alusão ao apelido do piloto.

No início da década, Johansson lançou sua própria linha dee relógios, a Stefan Johansson Växjö, e incorporou a pequena folha no emblema da marca.

 

Eddie Cheever

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Eddie Cheever foi um dos poucos pilotos americanos na Fórmula 1 a conseguir resultados expressivos. Com passagens pela Hesketh, pela Tyrrell, pela Benetton e pela Arrows, entre outras, foi o sétimo colocado pela Benetton em 1983.

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Os capacetes usados por Cheever traziam listras coloridas concêntricas com uma estrela no meio — uma referência à bandeira do Arizona (Cheever nasceu em Phoenix), incorporando também as cores da bandeira dos EUA como demonstração de patriotismo.

 

David Coulthard

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Coulthard era escocês, e seu capacete gritava isto aos quatro ventos: o casco de fundo azul-marinho com um “X” branco estilizada é totalmente inspirado na bandeira da Escócia.

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Contudo, o design do capacete do piloto, que disputou quase 250 GPs em seus 14 anos na Fórmula 1 (de 1994 a 2008), traz logo à mente um personagem bastante nostálgico para muita gente:

Se você já assistiu Speed Racer, certamente vai lembrar do Corredor X — que na verdade é Rex Racer, irmão do protagonista Speed Racer e um de seus maiores rivais nas pistas.

 

Stefan Bellof

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O alemão Stefan Bellof poderia ter sido um dos grandes rivais de Ayrton Senna, tendo estreado no mesmo ano que o brasileiro (1984) e demonstrado imenso potencial logo de cara. Contudo, ele morreu ainda mais cedo — aos 27 anos, em um terrível acidente nas 24 Horas de Spa no ano seguinte. Você pode ler a história completa aqui.

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Se esta tragédia não tivesse acontecido, talvez seu capacete preto com listras sinuosas em vermelho e amarelo, em referência à bandeira alemã, fosse tão lembrado quanto era bonito. A Tyrrell, sua primeira e última equipe, até usou um esquema parecido no 012 de Bellof, combinando direitinho com o casco.

 

José Carlos Pace

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O “campeão mundial sem título” José Calos Pace, também conhecido como Moco, usava um bonito capacete preto com uma seta amarela tripla que nascia na parte de trás do casco e apontava pelas laterais e pela parte de cima, em direção à viseira. A origem do desenho não é muito clara, mas serviu de inspiração para outros pilotos, como o brasileiro Pedro Paulo Diniz e, supostamente, o irlandês Derek Daly:

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O que se sabe, porém, é que um dia, José Calos Pace decidiu mudar o desenho. Como ele mesmo contou, antes do GP dos EUA em 1974, Pace sonhou com o falecido pai, que dizia que a seta apontada para baixo era “pesada demais” e traria má sorte ao piloto. No mesmo instante, ele acordou, pegou uma lâmina de barbear e recortou os adesivos amarelos, mudando seu formato de uma seta para uma faixa larga e mais arredondada.

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Como contamos no especial do aniversário de 70 anos de Moco, aparentemente seu pai tinha razão: em 1975, com o desenho do capacete modificado, Pace fez parte da primeira dobradinha brasileira na Fórmula 1, terminando à frente de Emerson Fittipaldi em Interlagos.

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